ࡱ;   !"#$%&'()*+,-./0123456789:;<=>?@ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ[\]^_`abcdefghijklmnopqrstvwxyz{|}~Root Entry  !"#$%&'()*,  FMicrosoft Word-Dokument MSWordDocWord.Document.89q [bbPadro1$*$7$5$3$A$/B*OJQJCJmHsHPJnH^JaJ_HtHBBTtulo 1OJQJCJ05PJ^JaJ0\BA@BAbsatz-Standardschriftart8B8Corpo de texto HHCaptulo $OJQJCJPJ^JaJ"/"Lista^J@"@Legenda xx $CJ6^JaJ](2(ndice $^Jn1R)o8%$S>m˛)XdO(DPs؈Pn*&6*E~iJf^;S4j&b=cF֗~-dO)*+,-./0123456789:;<=>?@ABCDEFGHIJKL%%PGTimes New Roman5Symbol3&ArialOLucida Sans Unicode5Tahoma;MS Mincho5TahomaBh,&F&Q-ba"6QQba"6QQ'0՜.+,0Oh+'0HHP h t Hugo Ferandes13@Ƴ@8M%@J؀i@$lG(q```PPPppp``````XXX```pppFFFpppppppppPPPpppTTTPPPppppppPPP```PPPppp```ppp``````ppppppppp```ppppppPPPFFF```ppp222pppPPPpppppppppppp222ppp```pppPPPppppppppppppMMMPPPpppppppppppp222HHHpppHHH```ppp```ppp222pppppppppPPPpppppppppPPPwwwppp```PPPpppwwwPPPpppppppppPPPppp111ppppppPPP```PPP``````ppppppPPP```pppPPPpppTTTpppppppppPPPPPPppp```ppp```pppPPP```ppppppppppppppppppPPPppp###```BBBppp```ppp```MMMpppppp```pppPPP```pppPPP```ppp222ppp```pppPPPpppppppppppp```ppppppPPP```pppPPPppp```ppppppPPPXXXpppTTTpppppp`````````pppHHHppppppXXXppppppppp```pppPPP<<?@ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ[\]^_`abcdefghijklmnopqrstuvwxyz{|}~      !"#$%&'()*+,-./0123456789:;<=>?@ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ[\]^_`abcdefghijklmnopqrstuvwxyz{|}~o ligo para as classificaes. Eu acho que um PK de qualquer forma. O que eu quero saber como pessoas conseguem esses poderes.  Os cais. Voc assiste TV?  Bem, sim... o qu tem ela?  Comparemos o crebro humano aos canais. Qual canal voc geralmente assiste?  ... Vejamos, eu acho que o canal 8.  isso. Esse deve ser o canal com maior audincia, certo? Digamos que existem 12 canais no crebro humano. O seu e o meu crebro esto sempre no canal 8, o canal com maior audincia. Existem outros canais mas no podemos ir l. O canal que todos assistem... eu posso dizer bom senso? O canal 8 o canal que temos enquanto vivemos em bom senso. Voc entende?  ... Hm, ento voc est dizendo que somos feitos para assistirmos os programas seguros?  No no. Isso para o bem. O bom senso do sculo 19, o canal com a maior audincia o canal 8. J que podemos estar l, o mais pacfico, certo? Ns vivemos nesse bom senso e ns somos protegidos por esse bom senso... no lindo?  Voc est dizendo que os outros canais no so pacficos?  Eu no sei. Digamos que o canal 3 um canal que recebe as palavras das plantas ao invs de pessoas. Digamos que no canal 4, as ondas cerebrais que fazem o seu corpo mover na verdade fazem mover outras coisas. incrvel ter esses tipos de canais. L, o bom senso que existe no canal 8 no existe. J que o canal 8 que o mais popular mostra o bom senso que ns precisamos para viver nesse mundo, os outros canais no mostram tais coisas. Ou pelo menos, as morais exibidas no canal 8 no passam.  Ento voc quer dizer que no ter o canal 8 faria de voc mentalmente anormal?  Isso. Digamos que algum s tem o canal 3. Essa pessoa pode falar com as plantas, mas para compensar, no pode falar com as pessoas. Como resultado, a sociedade trata essa pessoa como mentalmente instvel e a trancam em um hospital. isso que significa ter poderes sobrenaturais. So pessoas que tem canais diferentes desde que nasceram. Mas a maioria das pessoas com poderes sobrenaturais tem canais como o 4 e o 8 ao mesmo tempo e podem mudar entre eles. Seus canais voc pode mudar sempre que quiser, certo? Quando voc assiste o canal 4, voc no pode assistir o canal 8. Quando assiste o canal 8, no pode assistir o canal 4. Pessoas com poderes sobrenaturais vivem na sociedade usando os dois, o eu normal e o eu anormal.  Entendi. Ento por isso que bom senso intil para a pessoa que s tem o canal 4... porque eles no tem tal coisa para comeo de conversa.  Exato. A sociedade os chama de manacos ou assassinos mas ns os chamados de  existncia que no se encaixa . Existem muitas pessoas que no se encaixam na sociedade mas essas pessoas no se encaixam na prpria existncia. Elas so pessoas que no deveriam existir... no, elas no podem existir. Se, essa uma hiptese, OK? Se tiver algum que tinha os canais 4 e 8 e algo acontece com essa pessoa destruindo seu corpo fazendo essa pessoa estar permanentemente no canal 4, essa pessoa est acabada. Mesmo que essa pessoa tinha todo o seu bom senso, se elas no podem estar no mesmo canal que ns, elas no podem se comunicar conosco... porque elas esto em um canal diferente.  Tem uma maneira de fazer uma existncia que no se encaixa em uma que se encaixa?  Voc pode parar a vida deles. Sendo mais preciso, voc tem que destruir o canal anormal. Mas para fazer isso significa destruir o crebro deles, no fim nada mais do que mat-los. No existe tal coisa como matar o canal sem matar o corpo. Se existe, o que voc realmente chamaria de poder sobrenatural. Esse por volta do canal 12, eu acho? Esse canal pode virtualmente fazer qualquer coisa. O professor ri como se fosse algo muito engraado.  Isso ajudou. E falando nisso, o poder mais popular no PK o de entortar colheres?  O qu? Colheres podem ser entortadas?  Eu no sei sobre colheres mas braos humanos.  Voc quer dizer os braos de um adulto? Isso impressionante.  Distoro depende do tamanho do objeto bem mais do que a sua solidez. Eu acho que demoraria sete dias para entortar algo como um brao humano. Ento, qual lado ? Direito? Esquerdo?  Isso importa?  lgico. Tem a ver com presso. At a terra tem uma direo para a rotao, certo? O que, no algo constante? Hmm... esse poder realmente existe? Ento voc no tem nada a ver com essa pessoa. Essa pessoa tem mais de dois canais. Essa inexistncia provavelmente pode rotacionar as coisas em ambas as direes. Eu nunca ouvir um caso de algum ter os dois canais e ser capaz de usar os dois ao mesmo tempo. muito poderoso.  Hm... eu no tenho muito tempo ento melhor eu ir. Eu tenho que chegar em Nagano hoje ainda... ento, muito obrigado pela sua ajuda.  Est tudo bem. Voc pode vir sempre que quiser se recomendao dela. Ah, falando nisso... Como est Aozaki-kun? Parte 02 /1 Ainda um pouco atordoada, Asagami Fujino se levanta. No tem ningum aqui, Fujino est numa sala. A luz da sala est apagada... no, no h tal coisa para comear. Apenas a escurido a cerca. "Hmm...." Soltando o ar, Fujino passa a mo no seu cabelo. Um pedao do seu lado direito est cortado. provavelmente por causa do homem que estava com uma faca a um segundo atrs. Lembrando-se disso, ela finalmente olha ao redor da sala. Esse lugar um bar feito em um poro. Foi abandonado seis meses atrs por falncia e se tornou um lugar onde crianas malvadas passam o tempo. ...No canto da sala tem uma cadeira de metal. ... No meio da sala uma mesa de sinuca. ... Comida da loja de convenincia est espalhada, e tem uma pilha de lixo acumulada. Parece que essas coisas esto criando um odor perturbador. Fujino se sente desconfortvel pelo odor terrvel da sala. Esse lugar uma runa... ou s uma alameda de um pas distante? Ningum pode imaginar que existe uma cidade normal do outro lado das escadas. A nica coisa normal que voc pensar o cheiro de lcool que sai da lmpada que eles trouxeram. "Umm...." Ela olha ao redor delicadamente. A mente de Fujino no est completamente recuperada. ... Ela ainda no entendeu o que tem acontecido at agora. Ela pega um pulso que estava junto ao seu p. Tem um relgio no pulso que foi arrancado. O visor digital mostra 20 de Julho, 1998. So 8PM, nem mesmo uma hora depois daquele incidente. "Guh...!" Fujino geme da sbita dor. Uma dor horrvel na rea do estmago. Ela contorce seu corpo, no suportando a dor que a esmaga. As mos que tocam no cho fazem um barulho de gua. Olhando, a sala inteira est cheia de lquido.  Sim, lembrando agora, estava chovendo hoje. Falando sozinha, Fujino se levanta. Ela olha para o seu estmago. Tem um pouco de sangue ali... o lugar onde ela foi esfaqueada pelas pessoas espalhadas por ali. *** O que atacou Fujino, era uma pessoa famosa na cidade. Ele se destacava mais do que os outros que haviam abandonado o segundo grau e era conhecido como o lder daqueles que ficavam por ali. Ele juntou pessoas que gostavam das mesmas coisas que ele e faziam o que quisessem. Como parte da diverso, eles estupraram Fujino. No tinha muita explicao. Provavelmente porque Fujino era estudante da Rein Lady Academy e era bonita. Como eles eram violentos e egostas, eles no pararam depois de uma vez. Eles sabiam que podiam ser acusados das suas aes, mas eles mudaram de idia quando eles descobriram que Fujino no falou para ningum. Eles viram que estavam no poder e eles trouxeram Fujino nesse lugar muitas vezes. Hoje a noite era mais uma dessas vezes e eles estavam completamente relaxados, e estavam ficando cansados da ao. O cara provavelmente trouxe uma faca para dar mais emoo aos seus atos repetitivos. O lder das crianas teve seu orgulho ferido j que Fujino viveu normalmente mesmo depois deles terem estuprado ela. Ele queria uma prova definitiva de que era ele quem controlava ela. Com brutalidade, ele preparou a faca, mas a garota apenas olhou. Ele ficou nervoso que a expresso dela no mudou nem mesmo depois de mostrar a faca, ento ele puxou ela e... ***  Eu no posso sair assim. Fujino abaixa os olhos enquanto sente seu corpo coberto de sangue. O nico sangue que dela o que est no estmago, mas da cabea aos ps ela est suja com o sangue de alguem. Parece que sangue nela no pode ser limpo facilmente. Fujino sussurra consigo mesma.  Como eu sou idiota... me sujando toda. E ento ela chuta um dos membros espalhados no cho. Eu estou mais aborrecida pelo fato de estar suja com o sangue deles do que com o fato que eles me violaram at agora? Fujino pensa enquanto ela est surpresa com sua prpria violncia. Est chovendo l fora... deve ter menos gente nas ruas daqui a uma hora. Mesmo chovendo, vero ento no deve estar muito frio. Eu vou me molhar na chuva e ento vou me limpar do sangue em algum parque. ... Enquanto ela reage a essa soluo, ela subitamente se acalma. Ela sai de perto da poa de sangue e finalmente conta os corpos espalhados. Um, dois, trs, quarto... quatro... quatro, no importa quantas vezes seja contado!! Ela est espantada. ... Est faltando um...  Um fugiu, n...? Ela sussurra discretamente. Ento eu serei pega pela polcia. Se ele for at eles, eu serei presa. Mas... ele ir at a polcia? Como ele ir explicar a situao? Ser que ele vai comear explicando sobre eles estuprando a mim, Asagami Fujino, e a ameaando para no contar a ningum? Impossvel. Algo assim impossvel, e essas pessoas no devem ter inteligncia para pensarem numa histria convincente. Fujino relaxa um pouco e acende a lmpada sobre a mesa de sinuca. A luz da lmpada ilumina a sala toda. Os 16 braos e pernas espalhados aparecem perfeitamente. Se voc procurar, voc tambm deve encontrar quatro corpos e cabeas. Iluminada pela luz laranja, a sala est com uma nova pintura como se a tinta vermelha tivesse sido jogada. Fujino no liga muito para essa cena desastrosa. ...Um escapou. A sua vingana no esta completa ainda... Por sorte, ainda no acabou.  Eu terei que me vingar...? Fujino se amedronta com a idia de ter que matar outra pessoa. Seu corpo treme, dizendo a ela que tal coisa impossvel. Mas ela mesma estaria em perigo se ela no o fizer. Mas ainda assim, ela no quer mais fazer coisas ruins... Esse o real sentimento dela. ... A poa de sangue refletindo o seu rosto mostra a sua boca fazendo um sorriso... Parte 03 Sentido de Dor Remanescente 1 Julho se aproxima do fim e as coisas ao meu redor comeam a se movimentar. Como um amigo meu que estava em coma por dois anos recobrou a conscincia, como terminar o meu segundo grande trabalho, e como minha irm que eu no vejo cinco anos vindo me visitar. O dcimo nono vero da minha pessoa , Kokutoh Mikiya, comeou nessa agitao. Hoje um dia raro de folga que eu tive, mas eu acompanhei meu amigo do colegial para bebermos e quando eu percebi, eu tinha perdido o ltimo trem. Os outros pegaram txis para casa mas como meu pagamento amanh, eu no tenho dinheiro. No tendo opo, eu decido voltar andando. Por sorte, minha casa somente duas estaes daqui. A data acabou de mudar do dia 20 para o dia 21 de Julho. Depois da meia-noite, eu ando pela cidade noturna sozinho. Sendo dia de semana amanha, o distrito comercial fechou cedo. Choveu forte hoje noite. A chuva parou a meia-noite mas o asfalto ainda mostra vestgios j que o cho molhado ainda tem poas. Estamos no meio do vero e a temperatura mais de 30 graus. O ar quente da noite e o ar mido da chuva me irritam... ento eu vejo uma garota encolhida na calada. Uma garota usando um uniforme preto est com a mo no estmago sentindo dor e se apoiando na guarita. ... Eu noto o seu uniforme parecido com uma batina. Aquele design simples mas elegante da Asagami Lady Academy. Segundo Gakuto, essas pessoas so bem famosas... porque eles dizem que parece uma roupa de empregada. ... No que eu seja como essas pessoas, mas eu sei porque minha irm frequenta essa escola.  Eu ouvi que todos os estudantes l moravam em dormitrios... Mas v-la aqui nesse horrio muito estranho. Ela deve estar com algum problema ou s uma estudante problemtica que no segue as regras da escola. J que a minha irm vai para o mesmo colgio, eu decido falar com ela. Quando eu a chamo, ela lentamente olha para mim e o cabelo dela desliza. ".........." Parece que ela gemeu bem baixo. Ela tem o cabelo bem longo. Seus olhos parecem calmos e ela tambm parece calma. Seu rosto pequeno... bonito mas ela tem belos atributos. Esse equilbrio mais como a beleza Japonesa. Seu cabelo reto nas costas e uma pequena parte separada entre as orelhas e vai at os seus seios. No entanto parece que o lado esquerdo do seu cabelo est cortado. E a sua franja est cortada reta e me lembra uma boa moa de uma famlia respeitvel.  Sim? O qu ? A garota diz com o rosto plido. Seus lbios so prpura. obvio que ela tem cianose. Ela tem uma das mos no estmago, o seu rosto contorcido em dor.  O seu estmago est doendo?  No, hm... eu, hm... Ela tenta parecer calma mas suas palavras no so. A garota parece bem frgil. Ela parece que vai quebrar a qualquer minuto, que nem a Shiki quando eu a conheci.  Voc uma estudante da Reien Academy, certo? Voc perdeu o trem? Aquele lugar longe daqui. Voc quer que eu chame um txi para voc?  No, est tudo bem. E eu no tenho dinheiro.  Ah, eu tambm no tenho nenhum. A garota me olha com espanto... Eu percebo que eu dei uma resposta bem estpida.  Entendo. Ento a sua casa deve ser por perto. Eu ouvi que todas l viviam em dormitrios mas eu acho que voc tem permisso para sair.  No, minha casa longe daqui. Eu inclino a minha cabea pensativo.  Ento isso uma espcie de fuga?  Sim, eu acho que para isso que eu tive que apelar. ... Eu estou confuso. Olhando para ela, a garota est ensopada. Talvez ela no tenha achado um lugar para se proteger da chuva antes mas ela est totalmente molhada. ... Desde aquela vez, eu odeio garotas molhadas de chuva. Talvez tenha sido por isso que essas palavras saram da minha boca.  Voc quer ir para o meu apartamento s por hoje?  Eu posso...? Ainda sentada, ela me olha como se estivesse desesperada. Eu afirmo que sim.  Eu moro sozinho, no tem problema. Mas eu no irei prometer nada. Eu no tenho nenhuma inteno mas se algo estranho acontecer, eu posso ficar animado. Eu sou um homem saudvel ento lembre-se disso. Se voc no se importar com isso, ento pode vir. Infelizmente, antes do meu pagamento ento eu no tenho nada, mas eu devo ter pelo menos alguns analgsicos. A garota fica feliz. O inocente e puro sorriso tambm me deixam feliz. Quando eu estendo a minha mo, ela graciosamente se levanta. ... Parece que haviam manchas vermelhas aonde a garota estava sentada... Eu pego essa garota desconhecida e comeo a andar pela cidade noturna novamente.  Ns vamos ter que andar um pouco mas me diga se voc estiver com dor. Eu devo ser capaz de pelo menos carregar voc nas minhas costas.  Sim, mas minha ferida est sarada ento ela no di. Ela diz isso mas a sua mo ainda est no estmago. bvio que ela est sentindo algum tipo de dor. Eu pergunto a ela novamente.  Seu estmago di? A garota nega e fica em silncio novamente. Ns caminhamos um pouco mais. Depois de um pequeno silncio, a garota balana sua cabea.  ... Sim. Di, di muito. Eu estou quase chorando... eu posso chorar? Quando eu digo que sim, a garota fecha os olhos satisfeita. Parece que ela est vendo um sonho. *** A garota no me diz seu nome ento eu decido fazer o mesmo. Eu sinto que mais romntico assim. Quando chegamos no meu apartamento, a garota diz que quer usar o chuveiro. Ela tambm diz que quer secar suas roupas ento eu decido ficar do lado de fora. Dando a desculpa que eu vou comprar alguns cigarros, eu saio do quarto. Eu sinto que eu sou realmente bonzinho j que eu estou indo comprar algo que eu no fumaria. Depois de passar uma hora na rua e voltando, eu a acho dormindo no sof. Eu ligo o alarme para sete e meia e deito na cama. Enquanto eu pego no sono, eu me preocupo com corte no uniforme dela na altura do estmago. *** Quando eu acordo na manh seguinte, a garota est sentada na sala como se no tivesse nada para fazer. Ela me faz uma reverncia quando percebe que eu acordei.  Obrigado pela noite passada. Eu no posso fazer nada para compensar mas eu sou muito grata. A garota se levanta e comea a ir para a porta. ... Eu me sinto um pouco mal sobre faz-la sentar e esperar apenas para dizer isso para mim.  Espere, pelo menos espere e tome um caf da manh. A garota obedientemente faz o que eu digo. A nica coisa que sobrou macarro e azeite ento naturalmente, nosso caf se torna um spaghetti. Eu rapidamente fao duas pores e levo at a mesa para comermos. J que est muito quieto, eu ligo a TV e vejo uma notcia horrvel.  ... Nossa, isso o tipo de histria que a Tohko-san iria gostar. Eu falo algo em voz alta que se ela estivesse aqui, ela estaria me arremessando alguma coisa. ... Mas isso mostra o quo estranho a notcia. Eu ouo o reprter que fala sobre o que aconteceu ontem a noite. Ontem a noite, no poro de um bar que havia sido abandonado a seis meses, quatro corpos foram encontrados. Parece que todas as quatro vtimas tiveram meus membros arrancados e a cena do crime era uma piscina de sangue. O local perto daqui, talvez a umas quatro estaes de onde aconteceu. estranho eles falarem que os membros foram arrancados ao invs de cortados, mas a matria no entra em detalhes sobre isso, mas ao invs disso fala sobre as vtimas. Todas as quatro vtimas eram estudantes do segundo grau e eram apenas crianas que brincavam perto daquele local. Parece que eles usam drogas tambm e a pessoa que esta explicando a matria est falando sobre o passado das vtimas. ..... Eu acho que eles mereceram morrer, esses moleques. Essas palavras saem da TV e eu fico irritado com elas que parecem falar mal dos mortos, ento eu desligo a TV. Olhando para a garota, ela est com a mo no estmago e aparenta muita dor. Vendo que ela nem tocou na comida, ela deve estar bastante machucada. Eu no posso explicar a sua expresso j que ela est olhando para baixo.  ..... Ningum merece morrer. Ela diz com a respirao pausada.  Por qu... eu estou curada, ento porque.. ?! A garota se levanta da cadeira e corre at a porta. Eu rapidamente a sigo mas ela levanta a mo para me parar. Parece que ela no quer que eu chegue perto dela.  Espere. Eu acho que voc deveria se acalmar.  Est tudo bem. Eu sabia... eu no posso voltar. O rosto dela se contorce em dor. O rosto que resiste a dor parece similar ao de Shiki. A garota se acalma e faz uma reverncia antes de abrir a porta.  Adeus. Eu nunca mais quero ver voc. A garota sai assim. Seu rosto como uma boneca Japonesa, apenas os seus olhos pareciam que iam chorar. Parte 04 2 Depois do incidente com a garota desconhecida, eu vou para o trabalho. No tem um nome oficial para o lugar que eu trabalho. Sua especialidade criao de bonecos, mas a maioria dos trabalhos que temos so sobre construo. A presidente, Aozaki Tohko, uma mulher com quase trinta e uma maluca que compra um prdio abandonado para ser seu escritrio. Parece que aqui no uma companhia, mas sim uma extenso do hobby dela. Existem muitas razes porque eu quis trabalhar aqui, mas essa a minha vida diria agora. Eu tenho reclamaes mas no tenho problemas. Eu prefiro pensar que sou abenoado. Existem problemas mas todos so coisas que eu posso suportar. ... Enquanto eu penso, eu chego ao prdio. O prdio tem quatro andares e o escritrio no quarto andar. Esse prdio situado entre o distrito residencial e industrial parece bem vazio. No muito grande, mas ainda assim pe presso nos que esto abaixo. No tem elevadores, ento eu subo as escadas. Quando eu entro no escritrio, eu vejo uma pessoa diferente junto a pilha de coisas espalhadas. Uma garota com olhos srios usando um quimono preto vira-se para mim. ... O quimono tem alguns desenhos de peixes...  H, Shiki? O que voc t fazendo nesse lugar?  Desculpe que tal lugar  nesse lugar . Aqui se voc no lembra onde voc trabalha, Kokutoh. Tohko-san, que est sentada atrs de Shiki me encara. Ela esta bem normal e como sempre com um cigarro na boca. Ela est usando calas pretas e uma camisa branca. Ela tambm est com um brinco em uma das orelhas. A cor logicamente laranja. Eu no sei porque, mas ela tem esse hbito de sempre usar algo laranja.  Mas voc chegou cedo hoje. Eu te disse que no teremos trabalhos por enquanto, ento s aparece de tarde.  No, eu no posso fazer fazer isso. Exato. Minha carteira no permite que eu faa isso. Eu me sinto desconfortvel quando as nicas coisas na minha carteira so a passagem de trem e um carto telefnico.  Falando nisso, porqu a Shiki est aqui?  Eu liguei pra ela. Eu tenho algo que necessita dela. Shiki no diz nada mas coa seus olhos sonolentos. ... Ela estava andando noite novamente? ... S faz um ms desde que ela se recuperou do coma. Por algum motivo, ns estamos nos sentindo bem inconfortveis para conversarmos. Parece que Shiki no quer falar comigo ento sento na minha mesa. ... No tem nada para fazer, ento eu decido conversar. Por sorte, tem um tpico interessante.  Tohko-san, voc viu as notcias essa manh?  Voc deve estar falando da Broad Bridge. No como um pas estrangeiro, eu acho que o Japo no precisa de uma ponte to grande. Eu recuo ao ouvir o comentrio dela. O que ela est se referindo uma ponte enorme que tem 800 metros de largura e est planejada para terminar ano que vem. A cidade que vivemos perto do porto. Se voc dirigir por 20 minutos, voc chega no porto, mas formato em si que ruim. Simplificando, tem um outro lado. Se voc olhar no mapa, parece uma lua crescente e um longo crculo central que fora voc a passar por ele se voc quiser ir do comeo ao fim. A grupo de construo da cidade se uniu a uma grande empresa de construo e colocaram em prtica o que eles chamaram de a soluo para as reclamaes da populao. Eles esto construindo uma rota em linha reta pelas pontas da ponte em forma de lua crescente. ... Lgico, a maior parte do dinheiro da construo est saindo dos nossos impostos. Eu acho que esse um caso tpico do governo dizer que est resolvendo um problema da populao que no existia para comear, apenas para criar mais problemas para a populao. A ponte tambm ter museus, aqurios, um grande estacionamento e outras coisas, e voc no sabe dizer se uma ponte ou um parque de diverses. Era chamada Baybridge at recentemente mas de acordo com o que a Tohko-san est dizendo. Eu acho que eles anunciaram oficialmente o nome Broad Bridge. Eu e Tohko-san no gostamos da idia dessa ponte.  Mas Tohko-san, mesmo voc odiando a idia, voc j tem um espao l para a sua galeria.  Foi contra a minha vontade. Uma pessoa que eu conhecia me deu aquele espao como pagamento. Eu no posso vender mas j que eu tenho alguns contatos com a companhia de construes Asagami, eu no posso fazer isso. Droga, um lugar que no me trar dinheiro intil. Pelo que ela est dizendo, parece que ela est tendo problemas financeiros. Eu tenho um mal pressentimento.  Hm, eu no quero ser to direto, mas eu posso receber o meu pagamento?  Kokutoh, sobre isso... infelizmente, eu no tenho dinheiro. uma pena mas eu irei te pagar tudo no prximo ms. Tohko-san fala to calmamente. Que parece que eu sou o vilo na histria.  Espera um minuto! Voc tinha 1.12 milho de yen no banco ontem! Como pode ter sumido tudo!? Tohko-san responde enquanto se balana na cadeira porque foi ela que usou tudo. Shiki est olhando para Tohko-san com um pouco de inveja. ... Com certeza, Tohko-san parece est se divertindo na cadeira. No, eu no me importo com isso agora.  No que voc usou o dinheiro, Tohko-san?  Ah, eu comprei uma coisa chata. Um Tabuleiro de Ouija da Era Vitoriana. Eu no posso esperar por grandes efeitos mas no totalmente intil por ter mais de mil anos. No importa o quo sem graa , um pouco de mana e mais um tempo iro acrescentar um pouco de valor. Bem, isso ainda no faz diferena no fato de que totalmente intil. Se eu tiver que ter uma razo por ter comprado, voc pode dizer que parte do meu hobby. Eu no entendo essa pessoa. Essa pessoa chamada Aozaki Tohko uma magus. Eu sempre penso em como tudo seria melhor se ela fosse uma maga ou algo assim, mas essa a verdade e eu tenho que aceit-la. Magus continua a ser a sua desculpa.  Foi algo que ficou a venda de repente, ento eu comprei de impulso. No fique to bravo. Eu estou sem dinheiro tambm. ... No fique to bravo? Isso pedir demais. Como eu j vi alguns milagres dela, eu penso que essa parte dela bem til, mas eu no posso ser to tolerante hoje.  Ento isso? Eu no vou receber esse ms?  Sim. Arrume dinheiro em outro lugar. Eu levanto da minha cadeira.  Ento eu vou tentar ganhar algum dinheiro para sobreviver esse ms ento eu estou saindo mais cedo. Est tudo bem?  Sim. Falando nisso Kokutoh, eu preciso de um favor. Tohko-san diz em um tom diferente. Talvez tenha algo a ver com o fato de que Shiki est aqui... Ento eu me acalmo e paro.  O qu , Tohko-san?  Voc pode me emprestar algum dinheiro? Eu estou quebrada como voc pode ver.  ..... Eu recuso com todas as minhas foras. Eu bato a porta e saio do escritrio. *** Depois de observar toda a conversa entre Mikiya e Tohko, Shini finalmente abre a boca.  Tohko, sobre aquela coisa.  Tem razo. Eu no gosto de aceitar esse tipo de trabalho mas eu no posso viver sem dinheiro. ..... Droga, eu estou ficando maluca por dinheiro quando no sou uma Alquimista. tudo culpa do Kokutoh que no me empresta dinheiro. Tohko coloca o cigarro no cinzeiro dizendo que est de mau humor. Shiki pensa que Mikiya est mais mau humorado do que ela.  Bem, sobre o incidente de ontem a noite...  Eu j ouvi o suficiente. Eu sei do que se trata.  Entendo..... Eu apenas te falei sobre a cena do crime, mas voc j sabe? Voc bem esperta. Tohko olha com orgulho para Shiki. Tohko apenas explicou os resultados do assassinato ocorrido entre 7 e 8 da noite de ontem e Shiki est dizendo que j entendeu que tipo de crime foi. Essa a prova definitiva de que Shiki uma pessoa mais prxima do mundo em que Tohko vive.  O cliente tem uma idia de quem o assassina. Seu trabalho cuidar do assassina se possvel. Mas se o assassino tentar reagir de alguma forma... o cliente disse que para mat-la. Shiki acena. A tarefa fcil. Achar e depois matar a assassina.  Mas e depois disso?  Se voc mat-la, eles iro limpar e tratar como um acidente. Para o cliente, ela j est morta para a sociedade. No contra a lei matar algum que j est morto. O que voc quer fazer? Eu acho que esse trabalho combina com voc.  Eu no vou nem responder a essa pergunta. Dizendo isso, Shiki se prepara para deixar o escritrio.  Voc est com tanta pressa. Voc est com fome, Shiki? Shiki no responde.  Toma, aqui est a foto e informaes sobre ela. O que voc iria fazer sem saber como ela ? Shiki apenas olha para Tohko, que joga a pasta com as informaes. A pasta cai no cho.  Eu no preciso disso. A assassina da minha raa. ... Ento se nos encontrarmos, ns iremos comear a nos matar imediatamente. Shiki sai do escritrio, deixando o som do seu quimono e um olhar frio. *** Depois que eu sai do escritrio, eu no tive como evitar, ento eu decidi pegar um dinheiro emprestado com um amigo. Ns decidimos nos encontrar na lanchonete da faculdade que eu abandonei em Junho. Um pouco depois do meio-dia, Gakuto chega. Ele cresceu bastante desde o colegial. Quando eu explico o motivo, ele faz uma cara de espanto.  Eu estou surpreso. Chamando algum apenas para pedir dinheiro? Voc realmente Kokutoh Mikiya?  Sim. Voc especial para mim. Voc pode ficar feliz com isso.  Heh, quem ficaria. Alm do mais, porque no pede para os seus pais?  Eu no vejo meus pais desde aquela briga que eu tive com eles quando eu abandonei a faculdade. Como voc espera que eu v l e pea tal coisa agora?  Haha, voc bem cabea dura. Foi uma briga muito grande?  Isso no tem nada a ver com voc. E voc vai me emprestar algum dinheiro ou no?  Hm? Voc est de mau humor hoje. Eu encaro ele dizendo que ele no tem nada a ver com isso, mas Gakuto concorda em me emprestar um pouco de dinheiro.  Se eu falar que pra voc, eu aposto que conseguiria uns 50000, 60000 yen rapidamente... e se voc precisar de mais, eu posso emprestar um pouco do meu tambm. Mas, no de graa. ... Parece que ele tambm quer um favor meu. Gakuto olha ao redor e se certifica que no tem ningum ouvindo.  Bem, simplificando, eu quero que voc encontre alguem. um dos nossos estudante, mas ele no voltou para casa. Parece que ele estava envolvido em um crime esquisito. A histria de Gakuto tudo menos calma. O nome do estudante desaparecido Minato Keita. Ele est sumido desde ontem noite e Gakuto diz que ele membro do grupo que foi morto ontem a noite. Minato Keita contatou um dos seus amigos ontem a noite mas parece que ele estava estranho, ento esse amigo pediu ajuda a Gakuto.  Keita estava dizendo que ia ser morto. E essa foi a nica ligao que ele fez e ele nem atende mais o celular agora. De acordo com o cara que falou com ele, ele estava bem abalado. Abalado... ele deve querer dizer drogas. Drogas leves para os iniciantes so baratas e relativamente fcil de arrumar. At mesmo um colegial pode conseguir L se eles quiserem, mas eles no deveriam tentar...  ... Escuta aqui. Voc acha que esse mundo violento pra mim?'  O que voc est dizendo? Achar pessoas a sua especialidade. Eu fico quieto.  Esse cara Keita, ele toma drogas?  No, os que usavam foram os que acabaram mortos. Voc no se lembra do Keita? Ele era um dos garotos que admirava voc. ... Na poca de colegial, eu era admirado por alguns novatos por alguma razo. Talvez por eu ser amigo do Gakuto ou algo assim.  As coisas seriam fceis se ele estivesse indo para uma droga nova. Qual tipo de drogas eles usavam? Estimulantes ou depressivos? Existem dois tipos de drogas. Estimulantes, os que fazem voc viajar mentalmente e te fazem bem e os depressivos, que te deixam para baixo. A que o Gakuto menciona um estimulante.  ruim se ele estiver usando drogas para fugir do medo. O assassino pode estar realmente atrs desse garoto. T bom, eu vou dar uma olhada nisso. Me fale sobre os amigos dele. Gakuto me entrega uma agenda de endereos como se estivesse j pronta. Ter muitos amigos uma caracterstica de um membro daquele grupo e parece que ele no era exceo. Vrios nomes com os celulares e junto de onde cada grupo se reunia est escrito.  Eu irei te contatar assim que achar ele. Ele talvez fique sobre a minha proteo mas voc no se importaria, certo? Por proteo, eu digo entreg-lo para o Daisuke Nii-san, um policial. Gakuto aceita, entendendo o que eu digo. Ns chegamos a um acordo. Para comear a minha busca, eu pego emprestado 20000 yen dele. Depois de me despedir de Gakuto, eu decido ir at a cena do crime. por que eu sinto que eu realmente tenho que tentar se eu quero encontrar ele. Mesmo sabendo que eu no deveria me meter nisso, eu sei que esse garoto est em perigo, ento eu no pude dizer no para o Gakuto. Parte 05 /2 O telefone comea a tocar. Ele para de tocar depois do quinto toque e a secretria eletrnica atende. Depois do beep, eu ouo uma voz conhecida vindo da secretria.  Bom dia Shiki. Voc pode me fazer um favor? Eu deveria encontrar Azaka no caf chamado Ahnenerbe perto da estao ao meio-dia mas eu acho que no vou conseguir ir. Voc no tem nada pra fazer, certo? Voc poderia ir l e dizer a ela que eu no vou poder ir? A ligao encerra. ... Eu movo o meu corpo cansado e olho para o relgio ao lado da cama... 22 de Julho, 7:23AM. S fazem quatros horas desde que eu cheguei em casa. Meu corpo ainda quer dormir, talvez porque eu esteja andando pela cidade at as trs da manha depois de aceitar o trabalho da Tohko. E puxo minhas cobertas. O calor do vero no importa pra mim. Eu era capaz de tolerar o tempo quente e frio quando criana e ainda continuo assim. Enquanto eu fico deitada, o telefone toca novamente. A secretria atende e dessa vez, eu ouo uma voz que eu preferia no ouvir.  Sou eu. Voc viu as notcias? Voc no viu, certo? Voc no precisa ver. Eu tambm no vi. ... Eu sempre pensei nisso, mas agora eu tenho certeza. O modo que ela pensa bem diferente do meu. Uma pessoa no entenderia o sentido real por trs das palavras de Tohko.  Houve trs mortes ontem a noite. Mais um desses suicdios pulando de prdios e dois, um crime de paixo. Nenhum desses esto nas notcias ento eu acho que eles esto sendo tratados como acidentes. Mas tem um caso estranho. Se voc quiser saber mais, venha aqui. Na verdade, voc no precisa. Pensando bem, isso j da. Certo... simplificando para que at voc entenda com essa sua cabea de vento, houve outra vtima. A chamada encerra. Eu fico zangada. No tem nada a ver comigo mesmo que tenha tido outra vtima. Mesmo que as coisas ao meu redor estejam incertas, ento uma informao dessas intil para mim. A morte de algum que eu no conheo menos impressionante do que a luz do sol me atingindo agora. Eu levanto quando a preguia vai embora. Eu fao o caf da manh igual aos que Shiki aprendeu em seus 16 anos de vida. Eu como e me apronto para sair. Eu coloco um quimono laranja simples hoje. J que eu terei que andar pela cidade, esse o que eu prefiro. ..... At a minha escolha de roupas s um hbito do passado. Eu mordo minha lngua ao sentir que eu estou olhando para outra pessoa. Dois anos atrs, quando Ryohgi Shiki tinha 17 anos, eu no era assim. No que os dois anos de coma me mudaram. ... O vazio dos dois anos me trouxeram algo a mais. Parece que eu no estou andando por vontade prpria. Eu sempre sinto que os laos chamado  16 anos como Ryohgi Shiki esto me controlando como um boneco. Mas deve ser s impresso. No importa o quanto eu me condene por estar vazia e fictcia, no fim, eu estou me movendo porque eu quero. impossvel que outra pessoa alm de mim faa isso. Quando eu termino de me trocar, j so quase onze. Eu repito a primeira mensagem da secretria. A voz que eu ouvi muitas vezes no passado se repete. A voz que estava perdida no ar est gravada desse jeito. ... Kokutoh Mikiya. A ltima pessoa que eu vi dois anos atrs... O companheiro de classe que eu abaixei a minha guarda dois anos atrs... Eu sei do meu passado com ele, mas apenas a viso do nosso ltimo momento no est l. No, a memria desde o ano que eu o conheci est cheia de buracos. Muitas partes importantes esto faltando. Por que Shiki acabou naquele acidente... Por que ela estava olhando para o rosto de Mikiya naquele momento... Seria muito til se as memrias perdidas estivessem guardadas em algum lugar.. Eu estou preocupada com as memrias perdidas e isso est me impedindo de falar com o Mikiya naturalmente. ... A secretria para. estranho como as minhas preocupaes somem quando eu ouo a voz dele. Me faz sentir que eu tenho uma base slida, mas no tem como algo como uma voz ser uma base. Isso deve ser uma iluso tambm. provavelmente uma iluso. A nica realidade que eu sinto agora a excitao enorme que eu tenho quando eu mato pessoas. *** Ahnenerbe na verdade um caf antigo. Eu olho o nome escrito em Alemo e entro. J passou do meio-dia mas no tem nenhum cliente. Eu no sei como eles construram mas escuro aqui dentro. Apenas as mesas perto da porta so iluminadas e a parte de trs, o balco, bem escuro. A nica luz est vindo atravs de algumas janelas na parede. As mesas perto da janelas esto iluminadas como se estivessem espantando a escurido. Talvez seja por causa da forte luz solar mas o contraste parece majestoso. Kokutoh Azaka est sentada na mesa do fundo. Duas garotas usando uniformes ocidentais esto esperando Mikiya.  Duas...? No foi isso que eu ouvi. Segundo Mikiya, apenas Azaka estaria esperando. Eu no ouvi nada sobre essa outra garota. Eu olho para elas enquanto me aproximo. Ambas tem um cabelo grande e liso. Elas so parecidas e so bonitas, se encaixam como estudantes de uma escola s para garotas. Mesmo que a impresso que elas do sejam totalmente a oposta. Azaka tem olhos firmes e tem a coragem de encarar tudo de frente. Voc no consegue esconder a fora dela mesmo com a sua atitude feminina. Mikiya era popular por causa do seu charme pessoal, mas Azaka seria admirada por causa da sua rigidez. A garota perto de Azaka parece bem fraca. A sua postura firme e graciosa mas ela parece que ir cair em pedaos a qualquer segundo.  Azaka. Eu chego perto da mesa e a chamo. Azaka me olha. "Ryohgi... Shiki." Sua voz est cheia de seriedade. Ela nem tenta esconder. Sua postura feminina igual ao seu disfarce.  Eu estou esperando pelo meu Nii-san. Eu no tenho nada para tratar com voc. Azaka diz, ainda calma.  Eu tenho uma mensagem desse seu Nii-san. Ele disse que no ia poder vir. Ele dispensou voc. Azaka engasga. Talvez pelo fato dele no poder vir seja um grande choque, ou talvez porque eu que vim dizer isso para ela.  Shiki, isso deve ser obra sua...! Azaka balana seu punho. Eu acho que ela est chocada que eu vim.  No seja estpida. Eu sou uma vtima tambm. Ele mandou por puro egosmo eu vir aqui e dizer que ele no viria. Azaka me olha com fogo nos olhos. A garota perto dela tenta acalmar Azaka j que parece que ela vai comear a arremessar coisas se ela no se acalmar.  Kokutoh-san, todos estamos surpresas. Uma voz fina. Eu aguardo.  ..... Voc tem razo, hoje era para ter sido para voc. Desculpa Fujino, foi errado eu ficar nervosa. Azaka se desculpa para a garota chamada Fujino. Eu olho para a garota calma. Ela est me olhando tambm.  Isso..... no di? Eu digo sem querer. A garota no responde apenas me encara. No mostrando interesse com olhar a paisagem, e inorgnica como um inseto. Eu tenho duas convices. Uma intuio de que ela minha inimiga e o sentimento de que ela no pode ser.  ... No, no pode ser voc. No fim, eu confio no meu sentimento. No tem como essa garota chamada Fujino ser capaz de gostar de matar. Porque no tem motivos para ela fazer isso. No, primeiro, impossvel para os pequenos braos dela arrancarem membros humanos. Seria diferente se ela tivesse olhos anormais como os meus... Eu perco interesse na garota e falo com Azaka.  Isso tudo. Voc tem uma mensagem para ele?  Nii-san, por favor pare de se encontrar com tal mulher. Azaka realmente deixa essa mensagem. Parte 06  Nii-san, por favor pare de se encontrar com tal mulher. Azaka disse isso bem sria para a mulher de quimono, a chamada Shiki. Eu me sinto desconfortvel devido a tenso que envolve as duas. Parece que ambas tem uma faca apontada para a garganta da outra e esto buscando uma brecha para se furarem. Eu fico tmida nessa tenso. Agora, eu s posso rezar para que nada acontea. Por sorte, elas no se falam mais e a mulher usando quimono se retira graciosamente. Eu olho suas costas enquanto ela sai. Shiki falou como um homem. Eu no descobri a sua idade por causa disso, mas talvez ela tenha a minha idade. O seu ltimo nome era Ryohgi... talvez seja aquele Ryohgi. Ento o seu quimono caro faria sentido. Eu pude notar alguns detalhes bem trabalhados no quimono dela. Se ela dos Ryohgi, no seria surpresa que ela tivesse seu prprio alfaiate.  ..... Ela era uma pessoa bonita. Azaka confirma ao ouvir o meu sussurro. Eu acho ela incrvel por responder honestamente mesmo quando ela odeia essa pessoa.  Mas ela to assustadora quanto. ... Eu no gosto dessa pessoa. Azaka parece surpresa. Sua surpresa completamente natural. At eu estou surpresa pelos meus sentimentos. Porque talvez pela primeira vez em minha vida, eu senti repulsa por algum.  Isso raro. Eu pensei que voc era algum que jamais odiaria algum, mas eu acho que eu estou errada.  Odiar.....? ... Desgostar o mesmo que odiar? Eu nunca achei. Eu s senti que no posso me dar bem com essa pessoa. Eu tento fechar meus olhos. Ryohgi Shiki. Seu incrvel cabelo nego, sua pele branca, e os vazios olhos sem fundo. Ela estava olhando pra mim, ento eu olhei para ela. E por isso que ns vimos o que se escondia atrs de ns. Ela tem somente sangue. Ela mata por vontade prpria. Ela tenta machucar os outros. ... Aquela mulher uma assassina. Mas eu sou diferente eu acho. Porque eu nunca quis fazer tal coisa. Na escurido atrs dos meus olhos fechados, eu repito incessantemente. Mas a silhueta dela no desaparece. ... Ns no nos falamos nem uma vez, mas a silhueta dela est gravada na minha mente.  Desculpa Fujino. Eu destru o seu dia de folga. Eu abro meus olhos ao ouvir as palavras de Azaka. Eu sorrio como fiz no meu treinamento.  Est tudo bem. Eu no queria muito tambm.  Voc est plida. Mas difcil dizer j que voc muito branca. Eu no queria por outra razo, mas eu confirmo ao ouvir as suas palavras. ... Eu sei que meu corpo no est bem por causa das suas reaes, mas eu no sabia que estava mal o bastante para demonstrar no meu rosto.  No tem problema. Eu vou peguntar pro Mikiya pessoalmente, ento voc quer ir pra casa? Azaka est preocupada com a minha sade. Eu agradeo a ela.  Mas aquela mensagem para o seu irmo?  T tudo bem. Eu j perdi as contas de quantas vezes eu j disse aquilo. Ele deve estar acostumado. Para dizer a verdade, uma praga. Palavras repetidas inmeras vezes podem destorcer a realizada a favor daquela palavra. coisa de garota. triste e pattico. Eu no sei quo verdadeira ela ao explicar. Eu estou acostumada ao inesperado com ela. Eu decido ouvir a bela voz de Azaka. ... Ela sempre a nmero um nas notas na nossa escola e ela at est entre os dez melhores da nao. Azaka um pouco estranha e tem esse seu lado masculino. Azaka uma das minhas amigas da Reien Academy. Ns duas entremos na poca do segundo grau. J que a Reien um  degrau acima do primrio, raro para pessoas comearem no segundo grau como ns. Ns nos conhecemos por causa disso e somos bem amigas que at samos nos fim de semana. Hoje, eu ia pedir para o irmo da Azaka procurar alguma coisa para mim. Eu fui para um primrio local e quando eu estava l, um Senpai de uma escola diferente falou comigo em um evento. ... Eu estou depressiva esses dias, mas eu me recupero pensando nesse Senpai. Quando eu disse a Azaka sobre isso, ela disse que ia procurar por essas pessoa. E parece que o irmo dela tambm dessa rea e ela conhece muita gente por aqui. Ela disse que ele muito bom em achar gente da nossa idade. ... No que eu queira muito ver ele, mas ns decidimos procurar por essa pessoa e eu no podendo recusas aos pedidos insistentes da Azaka. Ns estvamos esperando pelos irmo dela mas parece que ele no pode vir hoje. ... Eu estou aliviada em termos. Eu no estou afim dessa coisa toda por que... Eu acidentalmente encontrei com ele dois dias atrs. Naquela hora, eu pude dizer o que eu no consegui trs anos atrs. J que eu fiz o que eu queria, no tem sentindo procurar por essa pessoa. Talvez o irmo da Azaka no pode vir porque Deus sabia que eu no precisava mais dele.  Vamos indo. difcil ficar aqui por mais de uma hora s consumindo bebida. Azaka se levanta. Mesmo sabendo que ela deveria estar triste por no poder ver seu irmo, ela ainda se levanta lindamente. s vezes, ela bem masculina. Talvez pelo jeito que ela fala. Sua voz formal desaparece como agora e se transforma bela como um homem. No que ela est se disfarando, mas isso parte dela. Eu realmente gosto dessa minha amiga. ..... por isso que eu no devo v-la mais.  Azaka. Por favor volte para o dormitrio sozinha. Eu vou ficar na casa dos meus pais de novo hoje.  Jura? Tudo bem mas a Irm vai ficar zangada se voc ficar ausente por muito tempo. Voc deve tomar cuidado. Acenando, Azaka deixa o caf. Sozinha, eu olho para a placa.  Ahnenerbe : significa herana em Alemo. *** Depois que Azaka sai, eu comeo a caminhar. mentira que eu vou voltar para a casa dos meus pais. No tem um lugar que eu possa voltar agora. Daquela noite dois dias atrs, eu no fui nem a aula. Meu pai provavelmente j foi contatado por faltas. Eles iro me perguntar o que eu andei fazendo se eu for para casa. Eu no sou boa em mentir ento eu vou acabar contando tudo. Se isso aconteceu... meu pai ir me desprezar. Eu sou filha do primeiro casamento da minha me. Papai s precisava da casa e das terras da minha me, ento eu era s algo que j estava l. Por isso que eu lutei tanto para no ser odiada. Uma mulher fiel como a minha me, uma estudante que papai pode ter orgulho, uma garota normal que ningum suspeitaria.......... ..... Eu sempre quis ser assim. No por algum, mas por mim. Eu sempre sonhei com isso e o sonho me protegia. Mas acabou. Tal magia no existe mais no importa o quanto eu procure. Eu continuo caminhando, o sol est comeando a se por. Eu passo por vrias pessoas que so irrelevantes e muitos anncios que brilham so parar. Pessoas mais velhas, mais novas, todos parecem felizes. Meu corao se contrai em dor. Eu penso em algo e aperto minha bochecha. ..... Eu no sinto nada. Eu aperto mais forte. .......... Nada. Quando eu desisto eu solto, eu percebo que meus dedos esto vermelhos. Eu acho que apertei to forte que a minha unha entrou na minha pele. Mas eu ainda no sinto nada. Eu no sinto que estou viva. "Fufu..." Eu rio pensando em algo engraado. Por qu o meu corao sente dor quando eu prpria no sinto? Primeiro, o qu um corao? meu corao que est machucado ou o meu crebro? Quando o crebro recebe alguma informao de que um ataque direcionado ao individuo chamado Asagami Fujino, ele cria uma ferida como proteo. J que a ferida faz com que a pessoa saiba que di, seja qual for a histria que eu invente s um remdio que reduz a dor. Mesmo que eu no possa sentir dor, eu entendo a dor no meu corao. Mas isso provavelmente uma iluso. Com certeza uma iluso. A dor real no pode ser curada apenas com palavras. Voc esquece a dor no seu corao porque algo trivial. Mas um machucado no seu corpo te deixa com dor enquanto a ferida estiver l. Essa uma grande prova da vida. Se meu corao meu crebro, ento meu crebro deve se machucar. Ento eu devo ser capaz de sentir dor. Como meus dias at ento. Se as memrias daqueles dias que eu fui violada por aquelas pessoas pessoas se tornassem feridas... ..... Eu lembro novamente dos risos e das suas caras assustadoras. Todas aquelas vezes que eu fui violada e ameaada. Quando aquele cara com a faca pulou em cima de mim, meu estmago ficou quente e a roupa ao redor foi cortada. Quando eu pensei que ia ser esfaqueada, eu fiquei violenta. Depois que eu acabei com eles, eu notei que o calor no meu estmago dor. Meu corao se encolhe ainda mais.  Eu no vou perdoar eles. Essas palavras se repetem na minha cabea inmeras vezes. "Guh......" Meu joelho cambaleia. Chegou novamente. Meu estmago est queimando. Parece que uma mo invisvel est agarrando algo dentro de mim. Eu sinto vontade de vomitar. ...... Eu no me sinto assim normalmente. Eu me sinto tonta. ..... Eu geralmente desmaio nessas situaes normalmente. Meu brao est dormente. ..... Eu confirmo olhando para ele normalmente. Di muito. ..... Sim, eu me sinto viva. O lugar que eu fui atacada comea a doer. A dor da ferida curada cresce de repente. A muito tempo atrs, mame disse que feridas no iro doer depois de curadas. Mas mentira. A ferida feita pela aquela faca ainda est doendo mesmo depois da ferida ter sido curada. ... Mas me, eu gosto dessa dor. Para mim que nunca me senti viva, no tem nada que me faa me sentir mais viva do que essa sensao. Esse sentimento continuo de dor no uma iluso.  Eu tenho que procurar por ele rpido. Eu murmuro com a respirao pesada. Eu tenho que me vingar. Eu tenho que matar aquele garoto que fugiu. irritante, mas se eu no o fizer, as pessoas iro descobrir que eu sou a assassina. Eu no quero isso j que eu finalmente adquiri o sentido da dor. Eu quero continuar sentindo o prazer de me sentir viva. Eu carrego meu corpo que di a cada segundo que eu me movo e comeo a ir em direo ao esconderijo deles. Eu choro ao sentir a dor no meu estmago. Mas agora, at esse desconforto e prazeroso. /3 Despedindo-me de Azaka, eu volto ao meu apartamento. Quando a noite chega, eu vou para a cidade. Tiveram 5 pessoas mortas at agora. Quatro no poro do bar dois dias atrs. De acordo com Tohko, o outro foi em uma construo ontem a noite. Deixando os 4 que morreram dois dias atrs, eu no vejo nenhuma relevncia com o que foi morto ontem a noite. Mas eu no posso dizer que foi um estranho. Mikiya disse uma vez que os que andam a noite tem muitas ligaes. Talvez tenha uma grande probabilidade dos 4 e o que foi morto ontem estejam conectados.  Aquela garota.... Eu subitamente me lembro da garota que estava com Azaka. ..... O sentimento de morta estava plantado ao redor dela. J que eu no estou acostumada com os meus olhos ainda, eu vi aquilo sem nenhuma preparao. ... Aquilo foi anormal. Deve mais mais anormal do que eu. Mas aquela garota era normal. Ela cheirava sangue, e ela tinha olhos como os meus que pareciam que ela no sabia em que dimenso ela estava. Ela deve ser a minha vtima com certeza, mas eu ainda no posso ter confiana em mim. E aquela garota no tem motivos. Ela no tem razo para matar por prazer como eu fao, nenhuma escurido que sente prazer ao matar. Prazer ao matar... Como Kokutoh Mikiya iria reagir ao ouvir isso? Ele iria me dar uma bronca dizendo que matar ruim?  Idiota. Eu no sei se essa palavra foi direcionada para ele ou para mim. Kokutoh Mikiya disse que eu no mudei. Eu acho que eu no sou diferente de antes de ter ficado em coma. Ento, eu costumava a andar de noite tambm? ... Como uma pessoa anormal que procura algum para lutar e matar? ".........." No, isso errado. Shiki no tem tal preferncia. Ela fez, mas no era prioridade. Ento essa a sensibilidade de SHIKI. Do homem Ryohgi SHIKI, o yin, dentro da mulher Ryohgi Shiki, o yang. Eu penso sobre a minha concluso. Eu tinha ele dentro de mim, mas ele no est mais. No estando aqui significa que ele est morto. Ento.......... esse desejo de matar no pode ser de ningum a no ser meu. Como Tohko disse, esse trabalho s para mim. Porque eu certamente fico feliz de poder matar algum. ..... J so quase meia-noite. Eu pego o trem e chego a estao que eu raramente venho. Dessa cidade sempre barulhenta, Eu posso ver um porto a distncia. *** Depois de me despedir de Azaka, eu mudo meu destino. Eu no sei para onde o ltimo iria, mas eu acho que tem um jeito de procur-lo. Os nicos envolvidos diretamente comigo eram os quatro que eu matei e o que escapou, mas eles me levaram para muitos lugares. Se eu for l e perguntar aonde o ltimo foi, eu devo encontrar o lugar que ele est. J que eles no podem confiar na polcia ou na escola, os nicos que eles podem depender so os da mesma laia. Eu seguro meu estmago ardente enquanto eu ando pela cidade noturna. Eu tinha um pouco de receio de ir para lugares indecentes, mas j algo trivial j que eu estou mais atormentada pela dor e das minhas memrias de ser violentada. No terceiro local, eu conheo um cara que diz ser amigo de Minato Keita. Ele estava trabalhando em um grande prdio que virou um karaok, e ele me da um sorriso amarelo quando concorda em falar comigo. Ele foge do trabalho e comea a caminhar me dizendo que ns devemos ir a um lugar quieto para conversar. ... Com minha experincia, eu sei que esse homem est me levando para o seu esconderijo. Essas pessoas farejam pessoas fracas. Essa pessoa com um sorriso falso deve ter notado que eu sou uma vtima fcil de ser violada. ... Ele provavelmente sabe que eu fui violada pelo grupo de Minato Keita. por isso que ele me leva sem preocupaes. Mesmo eu sabendo disso, eu no recuso seguir ele. Esse homem que alguns anos mais velho vai em direo a uma rea quieta. Eu seguro meu estmago que comea a doer ainda mais, e eu me preparo. ..... J so quase meia-noite. Eu ando com esse homem enquanto eu penso e amaldioou as minhas violaes. Dessa cidade sempre barulhenta, Eu posso ver um grande porto a distncia. *** O homem est se sentindo sortudo. Ele sabia que o tagarela Keita e o grupo dele estavam brincando com essa garota de um colgio feminino. porque Keita tinha o hbito de fazer o que quiser com essa garota e se gabar. Para esse homem, no tinha nada a ver com ele. Ele no tem uma grande conexo com o grupo de Keita, e eles eram de reas diferentes. por isso que ele sempre ouvia as histrias de Keita sem se preocupar. Mas para aquela garota vir visit-lo!! Voc deve aceitar o que lhe dado. O homem decide sair do trabalho e levar Fujino para algum lugar. ... No que ele esteja louco por sexo. No algo raro para pessoas como ele estuprarem uma garota com outros quatro ou cinco caras. Tem uma razo porque esse homem no ligou para os amigos. porque Fujino a filha das Construes Asagami. Ele poderia ganhar muito dinheiro se ele violasse ela e ameaasse eles falando que levaria isso a pblico. O grupo de Keita bem estpido quando se trata desses assuntos. Talvez pelo lder deles no ser esperto. Ou porque eles no precisavam de dinheiro porque eram espertos? Bem, no importa. De qualquer forma, o homem est feliz agora. Ele no liga para seus amigos porque ele pensa que ele ir ganhar bem mais se no dividir. A garota que veio perguntar sobre Minato Keita... Asagami Fujino est seguindo ele em silncio. Vai ser ruim leva-la para o lugar de sempre. O homem vai para a rea de depsito do porto. J que quase meia-noite, a rea de depsito est vazia. No tem muitas luzes e ningum deve vir se ele ficar entre os depsitos. As nicas coisas que sero irritantes vo ser o som das ondas e as luzes da Broad Bridge que est em construo do outro lado da gua. Trazendo Fujino na escurido, o homem finalmente abre a boca.  Aqui est bom. Ento, o que voc queria perguntar? O homem decide responder a pergunta dela primeiro. Ele sabe que no inteligente atacar desde o princpio.  Bem, voc sabe aonde est o Keita-san? Fujino est olhando para baixo enquanto segura o seu estmago. O homem no poder ver o rosto dela com o seu cabelo impecvel na frente dela.  Eu no o vi ultimamente. Ele no tem um lugar fixo ento ele fica indo para a casa dos outros. Voc no pode contat-lo porque ele no tem um celular.  No..... Eu posso contat-lo.  H? As palavras dessa garota so estranhas. Ela pode contatar ele mas no sabe aonde ele est? Ser que ela ficou maluca depois de sido estuprada vrias vezes? Bem, se for o caso, isso deve facilitar as coisas mas isso deixa o homem desapontado. O homem se acalma novamente.  Certo. Se voc pode contat-lo, ento pergunte aonde ele est.  Bem... Keita-san no quer me dizer aonde ele est se escondendo. por isso que eu estou perguntando aos amigos dele. Por favor me responda... Eu no ligo se voc sabe ou no.  Oi, espera ai. O qu voc quer dizer com ele est se escondendo? Ele se meteu em algum problema? O homem fica irritado ao ouvir as estranhas palavras da garota. Ele est se escondendo... isso quer dizer que a polcia sabe eles estuprando a Fujino? No, se for o caso, ela no viria sozinha. O homem pensa, mas no consegue uma resposta, porque... ... Porque ele ainda no viu as notcias.  Bem, quem liga. Mas o que voc quer dizer com se eu sei ou no? Era essa a sua inteno desde o incio? Keita no era seu objetivo mas voc veio aqui procurar um homem novo ou algo assim?! O homem ri bastante dessa vez -Eu sou sortudo, eu devo conseguir o dinheiro sem nem ameaar. Alm do mais, Asagami Fujino uma garota bonita que ele no conseguiria facilmente. Ele ir conseguir o prmio de dinheiro e beleza. Do que mais voc pode chamar isso a no ser sorte?  Desculpa, eu deveria ter te levado para o apartamento desde o incio. Ou voc prefere esse tipo de lugar, talvez? A garota de uniforme preto confirma.  Mas antes disso, me diga se voc sabe aonde est o Keita-san.  Ei idiota, voc pode parar com as desculpas para vir aqui. Primeiro, eu no saberia dizer para onde ele iria. A garota olha pra cima parecendo satisfeita. Os olhos olhando para o homem so anormais. No tem emoo nos seus olhos rubros que brilham como uma espiral. ..... Isso no normal..... "......?" O homem no repara que a loucura encontrou uma estranha circunstncia. Seu brao est movendo sozinho! Sua junta dobra. Seu cotovelo dobra quase 90 graus, e continua dobrando... ... E finalmente quebra.  Q-Qu.....!? Um grito estpido. O destino do homem termina aqui. Certamente, ele teve sorte. M sorte sorte afinal No beco escuro nem mesmo iluminado pela lua, a cortina da tragdia erguida. *** ".........!!" O grito se transforma num gemido bestial. Os braos do homem no se parecem mais com braos. como uma espiral... ou um elstico enrolado que faz um aeromodelo voar. ... De qualquer forma, eles no devem funcionar mais como braos humanos.  S-s-socorro...! O homem corre da garota que s est parada na frente dele. Nesse instante, o seu corpo flutua e sua perna direita arrancada dos seus joelhos. Sangue jorra como se esvaziasse um balde cheio. O sangue que jorra na parede parece at um tipo de arte. Asagami Fujino continua a observar com seus olhos sem emoo.  E-e-ele en... enro-o-o-o-o-o-lou...!!! Suas palavras so incompreensveis. Fujino decide ignor-las. ..... Ela sussurra,  Entorte. So as mesmas palavras que ele vem dizendo o tempo todo. Sua amiga disse a ela que uma palavra repetida pode virar uma maldio. O homem est no cho, s movendo o seu pescoo. Suas mos esto retorcidas e sua perna direita foi arrancada. O sangue da sua perna est encharcando o cho. Fujino anda sobre ele pensando que um tapete vermelho. Seus sapatos afundam no lquido vermelho. A noite de vero quente e o ar mido gruda na pela e se torna irritante. O ar do sangue tem um sentimento parecido. "........ *Sigh*" Olhando para o homem que parece mais uma lagarta, Fujino suspira. Ela se odeia por fazer tal coisa. Mas ela tambm pensa que isso o que ela queria fazer desde o comeo. Ela sabia da maneira que ele agia que ele no sabia o que tinha acontecido naquele poro. Mas ele ir descobrir em breve. Ento, ele ir suspeitar de Fujino por procurar o Keita. Ento isso algo que no pode ser evitado. Esse homem pretendia fazer aquilo desde o incio. Isso ser indireto, mas isso parte da vingana de Asagami Fujino. Vingana apenas para aqueles que a violaram. s que a habilidade dela de violar muito superior a deles.  Desculpa... mas eu tenho que fazer isso. A perna esquerda que o homem ainda tinha arrancada. E isso causa que o resto de sua vida acabe tambm. Fujino olha para baixo para o corpo em convulso. Agora, ela sabe como o homem se sente. At agora, ela no sabia. Ela no entendia a reao das pessoas a dor. Mas agora ela conhece a dor, ela tem uma grande simpatia por esse homem. Isso faz ela feliz. Estar viva significa se machucar.  E finalmente... eu posso ser normal. Minha dor, a dor dos outros. Fui eu que deixe ele assim. Fui eu que dei a ele essas feridas. Significa que Asagami Fujino superior. isso que significa estar vivo. A parte feia que no sente prazer na vida a menos que cometa tais aes.  ..... Me. Eu sou to feia que tenho que ir to longe? A coisa no estmago dela fica insuportvel. Seu corao dispara. Um calafrio sobe pela sua espinha...  Eu no quero matar pessoas...  Voc est errada. Fujino se vira ao ouvir a voz. Na entrada do beco entre os depsitos, est uma garota de quimono. Com o porto refletindo a lua quieta atrs dela... ... Ryohgi Shiki est l... Parte 07 "Shiki......... san?"  Asagami Fujino... entendo, voc deve ter uma ligao com o Deus Asagami. Com passos calmos, Shiki se aproxima. Shiki cerra seus olhos ao ver o sangue. No por repulsa, mas por felicidade.  Desde quando... Fujino no termina a sua pergunta. A resposta bvia.  Desde o comeo. Eu segui voc desde que voc trouxe aquele pedao de carne at aqui. Fujino sente um calafrio ao ouvir a sua voz fria. Shiki viu tudo. Ela viu, mas ainda assim ela aparece. Ela viu, mas no parou. Ela sabia que isso ia acontecer, mas s olhou... ..... Essa pessoa anormal.....  Por favor no diga pedao de carne. Isso uma pessoa. Isso um corpo humano. Fujino argumenta mesmo pensando diferente. porque ela sente que Shiki est exagerando ao chamar aquele homem de um pedao de carne. Shiki concorda.  , um humano ainda humano mesmo depois de morto. Ele no se torna um pedao de carne s porque morreu. Mas essa no uma morte humana, ? Humanos no morrem assim. Shiki d outro passo a frente.  Um humano que no terminou a sua vida como um humano no mais humano. Mesmo que as pessoas que voc matou ainda tinham a cabea sobrando ou no tinham feridas, voc no pode tratar isso com bom senso. Aqueles que so removidos dos limites ficam sem nenhuma razo. por isso que aquela coisa s um pedao de carne. Subitamente, Fujino sente repulsa por essa pessoa. Shiki est dizendo que o corpo e eu no somos comuns, assim como Ryohgi Shiki, que est vendo essa tragdia agora sem mudar a sua expresso.  ..... no. Eu sou s. Eu no sou como voc! Fujino grita sem motivo. Shiki ri, como se fosse muito engraado.  Ns somos parecidas, Asagami.  No seja ridcula. Fujino encara Shiki. A viso nos olhos dela comea a se distorcer. ... O  poder que ela tinha desde criana usado. Mas o poder subitamente some. ".........!?" Mas a surpresa para ambas Shiki e Fujino. Asagami Fujino est surpresa pelo seu poder desaparecer. Ryohgi Shiki est surpresa pela sbita mudana em Asagami Fujino.  De novo... ? O que diabos voc tem? Shiki fica nervosa. Ela coa a cabea como se tudo estivesse arruinado.  Eu teria te matado se voc continuasse assim. Voc estava assim no caf tambm. ... Est bem. Voc me desapontou. Eu no ligo pra voc agora. Dizendo isso, Shiki se vira e vai embora. Os sons de seus passos comeam a se distanciar.  V para casa. Se voc fizer isso, ns no iremos nos encontrar. Ento sua silhueta desaparece. Fujino fica imvel na poa de sangue. ..... Eu estou de volta a antiga eu. Eu no sinto nada novamente. Fujino olha novamente para o homem. No h sentimentos nela como havia antes. S o senso de culpa vem ao seu crebro. O que sobram so as palavras que Shiki deixou. Aquelas palavras dizendo que Fujino e Shiki so parecidas, ambas assassinas.  No..... Eu no sou como voc. Fujino choraminga. Realmente, Fujino odeia assassinatos. Ela comea a tremer com o sentimento de que ela ter que continuar com encenao para conseguir achar Minato Keita. Porque matar pessoas seria imperdovel. Esse o seu sentimento real. ... A poa de sangue est refletindo o rosto dela e os seus lbios fazendo um sorriso... ------------------------------------------------------- O Sentido Remanescente de Dor 3 Na manh de 23 de Julho, eu finalmente chego aonde Minato Keita mora. Pela informao de seus amigos, ele limita o seu raio de ao, e da sua maneira de pensar. Eu finalmente fui capaz de achar seu esconderijo depois de um dia inteiro. Em um dos apartamentos localizados longe do distrito residencial... ele est em um quarto no sexto andar. Eu toco a campainha e chamo em uma voz um pouco mais alta.  Keita-kun. O seu Senpai pediu para eu vir ajud-lo. Eu vou entrar. A porta est destrancada ento eu entro calmamente. No tem luz dentro do quarto e est escuro aqui mesmo sendo de manh. Eu atravesso o corredor de madeira e chego na sala. Da sala vazia, voc pode ver a cozinha e o quarto.  Voc est atrs, certo? Eu estou entrando. Tem outro aposento alm do quarto. Eu abro a porta para aquele aposento e est um breu total dentro. porque todas as cortinas esto fechadas. Eu ouo um pequeno grito quando eu abro a porta. ... Como eu suspeitava, no tem nada no apostando. Um aposento sem mveis igual a uma caixa, no h sinal de vida. Nesse aposento est um garoto que aparenta 16 anos, sujeira de comida, e um celular.  Voc Minato Keita-kun, certo? No saudvel voc ficar aqui. E errado usar um aposento mesmo quando ningum o est usando. Isso pode ser tratado como invaso, sabia? Quando eu entro no quarto, Keita se encolhe contra a parede. ... Seu rosto est terrivelmente magro e desagastado. S fazem trs dias desde o incidente mas as suas bochechas esto para dentro e seus olhos vermelhos. bvio que ele no dormiu. Eu ouvi que ele estava usando drogas, mas isso errado. Ele est enlouquecendo sem a ajuda das drogas. ... Por ter visto uma cena to trgica que ele no quer acreditar. Ele mal est mantendo a sua sanidade ficando nesse quarto escuro. um jeito perigoso de se defender, mas pode ser til por pelo menos alguns dias. Eu solto um suspiro de alvio como se tivesse chegado a tempo.  ..... Quem voc? Ainda tem um pouco de inteligncia em sua voz. Eu paro. Ele ainda est confuso ao encarar tal tragdia. Ele deve estar com medo do assassino, ento quem sabe o que ele ir fazer se eu me aproximar. A dvida ir fazer com que ele pense que eu sou o inimigo. Mas... ser diferente se ns conversarmos. Se conversarmos, a sua inteligncia pode voltar. Eu decido parar e conversar ao invs de tentar acalm-lo chegando perto dele.  Quem voc? Eu ergo ambas as mos ao ouvir a sua pergunta.  Eu sou amigo do Gakuto. Eu sou um Senpai tambm. Eu sou Kokutoh Mikiya, voc se lembra de mim? "Kokutoh...... Senpai?" Eu devo ter sido uma visita inesperada para ele. Ele fica abestalhado por um segundo e ento comea a chorar.  Senpai. Porque voc veio aqui?  Eu vim te proteger j que Gakuto veio e me pediu. Ns estamos preocupados que voc esteja em algum tipo de problema. Eu pergunto se eu posso me aproxima e Keita balana sua cabea violentamente.  Eu no vou sair daqui. Eu vou ser morto se sair.  Voc vai ser morto se ficar tambm. Keita cerra seus olhos. E me encara. Eu pego um cigarro e acendo. ... Eu no fumo mas um gesto til para fazer voc parecer relaxado e ajuda a acalmar a outra pessoa.  Eu fiquei sabendo. Voc conhece o assassino, certo Keita-kun? Eu pergunto enquanto solto a fumaa, mas ele apenas fica quieto.  Ento eu vou falar sozinho. Na noite do dia 20, vocs estavam no seu esconderijo, Bar Shinkirou. Estava chovendo. Eu estava bebendo tambm, mas eu acho que isso no importa. Eu ouvi muitas histrias desde que Gakuto me pediu para te procurar. Eu acho que sei o que vocs estavam fazendo na noite do incidente. Eu acho que os policiais ainda no sabem sobre isso ainda. Aquelas pessoas preferem no ajudar os policiais. Eu no ligo ao dizer que problemtico. Keita est mostrando um tipo diferente de medo agora. No medo do que vai acontecer, mas sim medo por algum saber o que ele fez.  Na noite do incidente, havia outra pessoa alm de vocs. Uma colegial que vocs estavam ameaando. Eu no sei o nome dela mas algum a viu saindo do bar. Aquela garota ainda no foi at a polcia ou algo do tipo desde aquele incidente. Mas o corpo dela ainda no foi encontrado como o dos outros quatro. Voc sabe o que aconteceu com ela?  Eu no conheo... eu no conheo tal pessoa.  Ento isso faz de voc o assassino. Eu irei ligar para a polcia.  Espere, eu no fiz aquilo...! No tem como eu ter feito tal coisa...  Sim, eu acho a mesma coisa. Ento a garota estava realmente l? Aps um breve silncio, Keita confirma.  Mas isso nos trs a outra pergunta. Aquele incidente no algo que uma garota pode fazer sozinha. Vocs estavam drogados? O garoto balana a cabea. No para a questo da garota ser assassina, mas para a questo de se eles estavam insanos ou no.  impossvel que uma garota acabe com cinco caras.  Mas a verdade...! Eu achei que ela estava esquisita no comeo, mas ela estava louca! Monstro... ela era um monstro! Eu acho que ele est lembrando do incidente j que ele comea a tremer e esconde o seu rosto com as mos.  Ela estava s parada l e todos comearam a se retorcer. Eu ouvi os ossos deles quebrando e eu no sabia o que estava acontecendo. ... Eu sabia quando ela matou dois de ns, eu sabia que Fujino no era normal, que eu ia ser morto se ficasse l! As palavras de Keita so anormais. Ele est dizendo que a garota... a Fujino arrancou os membros de todos apenas ficando parada e olhando para eles. Eu no sei porque ele pensa assim, mas eu acho que Keita sentiu na carne... a diferena entre o que est matando e o que est morrendo. Mas... ela entorta coisas apenas olhando? Eu no podia acreditar mas eu aceito assim mesmo. O que eu posso negar depois de conhecer Shiki, a possuidora dos olhos que matam, e Tohko-san, a magus? Bem, deixando isso de lado, tem uma palavra que me chamou a ateno.  Certo. Eu vou acreditar que essa Fujino fez isso. "......... Huh?" Keita levanta a cabea surpreso.  Mas... isso mentira. Ningum acreditaria em tal histria! Por favor, me diga que voc est mentindo!  Ento vamos pensar que um truque. Ou eu deveria dizer hipnose ou algo do tipo? De qualquer forma, no pense demais nisso. No tente aceitar o que voc no entende. Mas... o qu voc quis dizer com ela ser esquisita desde o incio? Parece que Keita est voltando a sanidade. A sua tenso comea a desaparecer.  Ela era apenas... esquisita. Parece que ela estava sempre fingindo, tipo as reaes dela estavam sempre atrasadas. Ela no mudava de expresso mesmo quando o lder ameaava ela. Ela no mudava nem quando estava drogada e ela no mostrava dor quando era socada.  ..... Entendo. Eu sabia que eles estavam violando Fujino mas quando ele diz isso, eu fico sem palavras. Aquela garota chamada Fujino foi violada por meio ano por eles e os matou como vingana. Existe justia nisso ou justia e leis no se do bem? Bem, eu no quero pensar nisso agora.  Ela era linda mas no era divertido fazer com ela. Parecia igual uma boneca. Ah sim, mas daquela vez foi diferente. Foi recente mas tinha esse cara doido no nosso grupo. Ele gostava dela porque ela no mudava de expresso no importa o quanto ele socasse ela, ento ele finalmente trouxe um taco e acertou nas costas dela. Ela voou longe. Ela fez cara de dor. E eu me senti um pouco aliviado porque eu sabia que ela estava sentindo dor tambm. Eu lembro porque ela foi humana naquela noite.  Voc, cala a boca um pouco. Keita se cala. Eu no sei se posso manter a minha compostura se eu ouvir mais sobre isso.  Eu entendi a situao. Eu conheo algum na polcia ento ns podemos ir l. Esse o segundo lugar mais seguro que eu conheo. Eu me aproximo dele para faze-lo levantar, mas Keita pula para trs.  No, eu no vou pra polcia. Alm disso... eu vou ser morto se eu sair. Eu prefiro ficar aqui se eu vou ser morto!  Morto se voc sair...? Soou estranho. Parece que ainda a um grande desentendimento entre ns. ... Eu posso entender ele dizendo que ir ser descoberto se sair. Mas estranho que ele pule isso e diga que vai ser morto. Isso como se ele estivesse sendo... observado. Ento eu finalmente entendo o que o celular perto do p dele significa.  ..... Voc est recebendo chamadas da Asagami Fujino. Keita comea a tremer novamente ao ouvir essas palavras.  Ela sabe desse lugar j? O garoto responde que ele no sabe.  Eu tinha o telefone do lder quando eu fugi. Ela me ligou depois de todos estarem mortos. Ela disse que ia me procurar no importa o que! Ento eu tenho que me esconder!  Por qu voc ainda tem esse celular? Eu sei a resposta mas ainda assim eu pergunto.  Porque ela disse que eu vou morrer se eu jogar ele fora! Ela disse que eu tenho que ficar com ele se eu no quero morrer! Ela disse que vai me deixar viver se eu estiver com ele! ..... Que coisa... a maldio dela forte.  Mas ela ainda me liga toda noite. ... Ela est maluca. Ela viu Shono dois dias atrs, Kouhei ontem... ela disse que matou eles porque eles no sabiam aonde eu tava. E ela calmamente disse que isso era bom para mim! Ela disse que eu deveria ir v-la se eu no quero ver meu amigos mortos, sem chances de eu fazer isso!! Que tipo de medo seria esse? A chamada que ele recebe toda noite uma mensagem da que est tentando mat-lo. ... Eu no consegui te achar hoje. Um dos seus amigos morreu no seu lugar. Venha me ver se voc no quer que eles morram. Voc no precisa vir, mas os assassinatos iro continuar... ... e eu eventualmente irei te encontrar...  O qu eu devo fazer? Eu no quero morrer. Eu no quero morrer assim! Eles estavam chorando de dor! Eles estavam cuspindo sangue e os pescoos foram torcidos como se no fossem nada!  Vamos nos livrar do telefone. Ou teremos mais vtimas.  Voc no entendeu!? Eu estou dizendo que eu vou ser morto se eu fizer isso! Dois inocente morreram por causa disso. Asagami Fujino teve que cometer dois assassinatos inteis por causa disso.  Voc vai morrer de qualquer jeito se continuar assim. Eu jogo meu cigarro no cho e vou em direo dele. Eu puxo seu brao com fora.  Senpai, no faa isso por favor. Eu no posso fazer nada agora. Me deixe em paz... me deixe em paz..... no, srio, eu estou com medo. Eu no quero mais ficar sozinho. Por favor me ajuda...! Eu balano a cabea.  Eu vou te ajudar. Eu no irei a polcia. Eu vou te levar para o lugar mais seguro que eu conheo. O nico lugar que eu poderia lev-lo seria para a Tohko-san. Acreditando que esta a melhor opo, eu saio do apartamento com Keita. Parte 08 4 Eu falo para Tohko-san das circunstncias e peo que ela proteja Keita. Ela deixa o garoto que no dorme desde a noite do incidente no sof e volta at o escritrio aonde Shiki e eu estamos esperando. Tohko-san senta na sua cadeira e Shiki est se apoiando contra a parede. Eu estou sentado no sof de frente para Tohko-san. Finalmente depois de se acalmarem depois que Keita dorme, ambas me dizem que eu sou muito bonzinho. Eu aceito as palavras delas.  Eu sabia que vocs iam gozar de mim desse jeito.  Se voc sabia, voc no devia ter se envolvido nessa baguna. Os caras desse tipo sempre tiram vantagem de voc.  Eu no posso evitar. A situao era especial. Tohko-san pondera ao ouvir a minha resposta. Ela est usando palavras ofensivas, mas ela aceitou proteger o Keita. Entretanto, Shiki era contra. Ela deve estar bem brava j que ela est me encarando sem dizer nada.  Situao especia, n? Eu admito que esse um caso anormal mas o qu voc vai fazer agora? Voc est pensando em procurar e persuadir ela?  ...... Eu estava pensando. Ns no podemos deixar ele aqui para sempre e Asagami Fujino deve continuar a matar as pessoas. Eu acho que eu posso somente ir v-la e falar com ela.  Seu idiota. por isso que ns falamos que voc muito bonzinho. Shiki no mede as palavras. Ela nunca mede, mas ela est bem ofensiva hoje. Ela est realmente brava hoje.  Voc no vai conseguir falar com ela, tarde demais. Ela no ir parar at que alcance o seu objetivo. No, eu no sei nem se ela ir parar depois. Suas maneiras e intenes esto invertidas.  Shiki, voc soa como se conhecesse ela.  Eu conheo ela e estive com ela. Ela estava com Azaka ontem. Eu estou surpreso. Eu me pergunto porque Azaka estaria com Asagami Fujino. Elas no tem relao... eu acho que no. Eu s ouvi que ela era uma colegial mas diferente se ela da Asagami Lady Academy.  Voc bem devagar, Kokutoh. Voc ainda no investigou sobre a Asagami Fujino ainda?  Espera ai, eu ouvi o nome dela pela primeira vez a duas horas atrs. Minha prioridade era proteger Minato Keita, ento eu no tive tempo de fazer tal coisa. ... Mas eu tenho um mau pressentimento sobre isso. No que eu esteja preocupado que a Azaka possa estar envolvida... parece mais a impacincia que voc sente quando forado a pensar em algo que voc tem evitado.  ... Ento Asagami Fujino ainda est indo a escola?  No, ela no esteve em casa ou voltou para os dormitrios desde a noite do incidente. Ela tem faltando a escola tambm, ela desapareceu completamente. Azaka disse que no viu ela desde ontem.  Tohko-san, quando voc investigou isso?  A um tempo atrs. Eu recebi um pedido de busca dos pais dela. Eu ouvi que Azaka estava com Asagami Fujino ontem pela Shiki mas parece que Azaka no notou nada diferente com sua amiga. Que ironia, se a minha promessa com Azaka tivesse sido um dia depois ou eu tivesse encontrado Keita antes, a vtima de ontem no teria sido morta.  Ento a proteo de Minato Keita intil para ns. Se no pudermos ach-la, ns podemos usar ele de isca. As coisas vo ficar mais brutas daqui pra frente ento voc e Keita devem ficar aqui. Com isso, eu finalmente entendo... a razo de Shiki estar aqui.  Brutas.....? O que voc vai fazer com Asagami Fujino?  Dependendo das circunstncias, ns teremos que lutar. Primeiro, at o cliente est querendo isso. Ele no quer que sua filha seja indicada como assassina. Ele pediu que ns acabssemos com ela antes que isso fosse a pblico.  O qu? No como se ela estivesse cometendo assassinatos sem motivo...! Eu acho que uma conversa possvel.  Ah, impossvel. Voc no ouviu a grande verdade. Voc no sabe do ltimo golpe que ela sofreu quando matou eles. Eu fiz Keita confessar quando eu o coloquei para dormir. Eu ouvi que o lder dele atacou Fujino na ltima noite com uma faca. Parece que ela foi esfaqueada. isso que iniciou a vingana dela. ... Faca... ento ela foi ameaada com uma faca mesmo depois de ter sido violada? Ento porque isso seria o motivo depois de tudo?  O problema est ai. Ela foi esfaqueada no estmago na noite do dia 20. Shiki a viu dois dias depois. Nesse dia, ela no tinha ferimentos... ela estava completamente curada.  Esfaqueada no estmago.... Pare. No pense mais. Minha mente tenta me parar mas falha. Na noite do dia 20, estudante da Reien Academy, esfaqueada no estmago.....  Eu ouvi do Keita mas ela diz no telefone que ela no pode esquecer porque o ferimento continua doendo. A ferida que est curada comea a doer. Provavelmente, sempre que ela tem um flashback da poca que ela era violada, a dor de ter sido esfaqueada volta. A horrvel memria traz de volta a horrvel dor. Eu acredito que a dor seja uma iluso mas deve ser real para ela. Isso no diferente de um ajuste. Sempre que Asagami Fujino tem um flashback da dor que nem existe, ela mata. Quem pode garantir que isso no ir acontecer enquanto voc est conversando com ela? Mas isso significa que ns podemos falar com ela se ela no sentir dor. Mas antes que eu possa dizer isso, Shiki se pronuncia.  Isso est errado, Tohko. Ela tem dor. A dor ainda est no corpo dela.  No pode ser. Ento Shiki, foi um erro seu que a ferida dela est completamente curada?  O ferimento est curado. No tem nada como uma pea de metal nela. A dor dela realmente apareceu e desapareceu. tarde demais quando ela est com dor mas quando ela no est, ela muito chata. Eu disse para voc quando eu voltei que ela no merecia nem ser morta.  Bem, ela j estaria morta se um pedao de metal estivesse dentro dela. Mas um ferimento que ainda di depois de estar curado, huh? Tohko-san retira o seu cigarro como dizendo que no entende. Eu tambm s posso pensar sobre as palavras da Shiki. normal estar com dor at a ferida sarar. Mas porque a dor de uma ferida que j est sarada volta de tempos em tempos? Seria como s ter o sentido da dor sobrando no seu corpo. "... O." E ento eu entendo. No a resposta para os sintomas desconhecidos dela, mas eu sou capaz de entender porque Keita chamou ela de estranha.  O que isso Kokutoh, uma nova maneira de se manter saudvel dizendo vogais em voz alta? ... Eu acho que ningum faria isso mesmo que tal coisa existisse.  No, sobre Asagami Fujino ser esquisita. Tohko-san levanta uma sobrancelha. Oh, eu s falei para ela um resumo da histria, ento eu acho que no falei sobre isso ainda. Eu conto para ela sobre a estranha condio de Fujino.  No tem algo estranho? Foi na conversa com Minato Keita, mas parece que ela no era afetada por nada que faziam com ela. Eu pensei que ela uma garota valente primeiro, mas eu estava errado. Ela no to forte assim.  ..... Voc soa como se conhecesse ela, Mikiya. Shiki me encara. Meus instintos me dizem para ignorar ela. ... Eu vou acabar me encrencando se eu no o fizer.  possvel... eu no sei muito sobre isso, mas eu acho que ela pode ser o que voc chama de insensvel a dor? Insensvel a dor exatamente o que parece, uma doena aonde algum no sente dor alguma. uma doena bem rara, ento voc nunca v mas se for o caso, os sintomas estranhos dela podem ser possveis.  Entendo. Ento isso pode explicar algumas coisas, mas deve ter uma razo. Mesmo que ela tenha sido esfaqueada, se ela insensvel a dor, no ter nenhuma dor para comear. Voc tambm precisa ver se ela nasceu com isso e voc precisa saber se os nervos dela esto desassociados. Bem, mesmo se ela for insensvel a dor, tem alguma outra razo que pode causar essa disfuno? Como acerta-l nas costas ou tomando muito esterides? Acertando as costas dela... deve ser isso.  Eu no sei quo forte mas eu ouvi que eles acertaram ela nas costas com um basto. Eu digo com o mximo de seriedade. Tohko-san s ri.  Entendi. So eles, eles devem ter dado uma batida certeira. Ento a espinha dela deve ter quebrado. Mesmo uma rachadura considerada um osso quebrado. E ela ainda foi violada depois que a sua espinha foi quebrada, no sabendo que sentimento era aquele. Nossa, essa foi a primeira dor que ela sentiu? Ela no deve ter entendido o porque da sua irritao. Nossa, eu estou surpresa que voc decidiu proteger o Minato Keita. Tohko-san diz isso enquanto sorri. Ela tem esse pssimo hbito de encurralar algum com suas palavras. Eu acho que ela gosta de atacar as pessoas mentalmente, e geralmente acaba sendo eu. Eu geralmente luto, mas eu no posso responder agora. ... Eu no tenho confiana para responder. Tudo o que eu podia fazer era olhar para baixo e rejeitar a resposta dela.  ... Ento Tohko-san, a espinha e a insensibilidade a dor tem alguma relao?  Sim, a sua espinha controla seus nervos, certo? Quando voc tem um problema com o senso de dor, voc geralmente tem algo de errado com a sua espinha. Voc conhece a Syringomyelia? ... Eu no saberia tal termo mdico. Tohko-san abaixa seus ombros em desapontamento quando eu balano a minha cabea.  Syringomyelia o caso mais conhecido de insensibilidade a dor. Oua Kokutoh, existem dois tipos de sentidos. Sentido superficial que permite que voc sinta coisas como dor, temperatura, e sentimento. E tem um sentido mais profunda que diz a voc sobre os movimentos do seu corpo e locais especficos. Normalmente, esses dois sentidos trabalham ao mesmo tempo. Voc sabe o que significa no tem sentido algum?  Eu posso entender com palavras. Voc no sente nada quando toca, e voc no sente o gosto das coisas quando come, certo? Tohko-san afirma com um sorriso.  Essa a resposta natural de uma pessoa com sentidos. Voc pensa que eles no tem sentidos mas tem um corpo, ento eles so como voc. Mas isso errado. No ter sentido significa que voc no pode ganhar nada Kokutoh. No pode ganhar nada...? No pode ser. Eles ainda podem segurar coisas e falar com os outros. Ento isso s significaria que eles no podem sentir o que esto tocando. Por qu isso levaria a no poder ganhar nada? No como se eles no tivessem um corpo. Eu acho que melhor do que algum que no tem uma parte do corpo ou algo assim. Ento finalmente eu entendo. ..... Sem corpo. Mesmo quando eles tocam, eles no podem sentir o que esto tocando. Eles apenas olham e confirmam que eles esto  tocando . o mesmo que ler um livro. Qual a diferena entre ler um livro e imaginar uma histria? Mesmo quando eles andam, eles esto apenas movendo o corpo. Eles no sentem o cho, mas apenas sentem seus ps movendo. No, esse sentimento quase imperceptvel ao olhar para o prprio p. No ter sentido algum significa no ter um corpo. Isso faria eles iguais a fantasmas. Da, toda a realidade o que eles vem atravs dos olhos. Isso a mesma coisa que no poder tocar em nada mesmo que eles possam tocar...!!  Ento isso insensibilidade a dor. ... Naquela noite, eu encontrei uma garota que estava desconfiada de toda a realidade.  Est certo. Digamos que a insensibilidade a dor de Asagami Fujino tenha temporariamente sumido por ter sido acertada nas costas. Ento isso significa que ela sabe o que dor. Esse sentimento que ela nunca tinha sentido antes deve ter sido o seu impulso para matar. Ser que a garota que descobriu como o sentido de dor odiou o sentido da dor? No, impossvel que ela pense assim. ... J que ela como um fantasma, o quo feliz ela deve ter ficado quando achou o sentido da dor? Entretanto ela no deve ter entendido o sentido de felicidade atrsves dele.  ... Talvez a insensibilidade a dor tenha sumido temporariamente para ela sentir dor e deve ter feito ela entender a emoo do dio. O sentimento da dor que ela finalmente pode obter iniciou a sua vingana... ... Que ironia.  Essa a questo. Fujino disse que ela est se vingando porque o ferimento est doendo, mas eu me pergunto. Pare ser mais precisa, a dor faz ela lembrar das violaes que ela sofreu e que faz ela querer vingana. Eu acho que isso isso mas no parece certo. Primeiro, de acordo com Shiki, ela est de volta a insensibilidade a dor, certo? Ento isso deve acabar com a vontade de se vingar. A ferida dele no deve doer j que est curada.  Isso est errado, Tohko-san. No ter sentimentos significa que ela no tem sentimentos sexuais tambm. Ento ela no pode sentir nada mesmo quando eles a estupraram. Para ela, s significa que o seu corpo foi estuprado. Mas... no, por causa disso, ao invs do seu corpo se machucar, seu corao estava recebendo toda a dor. Eu acho que o ferimento dela no est no corpo mas sim no corao. por isso que a dor volta com a memria, porque o corao dela est sofrendo. Tohko-san no responde. No lugar dela, Shiki comea a rir.  Isso impossvel. No tem algo como um corao. Como pode algo que no est l doer? ... Se ela diz, eu no posso pensar em nenhuma resposta. Claro, coisas sentimentais como um corao no so coisas que voc pode provar que existem. Quando eu estou parado aqui em silncio, Tohko-san discorda da Shiki.  Mas o corao das pessoas, as suas mentes, so facilmente quebrados. Eu no acho que voc pode concluir que no pode se machucar s porque no tem forma. Na verdade, algumas pessoas morrem porque foram machucadas mentalmente. No importa o quanto a iluso seja ruim, mas se a pessoa achar que real, a iluso pode ser chamada de  dor . Essa uma resposta um tanto ambgua. Mas para mim agora, ela algum do meu lado. Shiki fica nervosa.  Como Tohko, voc est ficando ao lado da Asagami Fujino tambm? Ela no assim.  , eu me sinto do mesmo jeito sobre isso. Eu no acho que Asagami Fujino seria to sentimental assim. Ela se vinga porqu o seu corao di? Eu acho que no. Por que, se voc insensvel a dor, mesmo o seu corao no ir sentir dor. Ela instantaneamente se vira contra mim.  Olha, personalidade definida medicamente como  um fenmeno no qual uma pessoa reage a uma fora externa . A emoo de uma pessoa... como bondade e dio no pode vir assim. No iria funcionar a menos que algo de fora estimule isso. por isso que no a dor. No ter dor significa que isso no pode acontecer. Pessoas com insensibilidade a dor no tem personalidade. Eles no pensam como voc ou tem gostos similares aos nossos. Eles no entendem o bom senso. por isso que falar com ela intil. Ela casualmente me diz a concluso da idia de falar com ela. Sua casualidade parece mais como um ltimo aviso e me deixa acuado.  ... Por favor no diga isso quando voc nem se encontrou com ela. Eu me levanto do sof por no aguentar mais.  Isso tudo sobre a hiptese de Asagami Fujino ser insensvel a dor desde que nasceu. Esse pode no ser o caso.  Foi voc que disse que ela podia ser insensvel a dor. Ela diz friamente. ... Essa pessoa realmente no liga para os outros. Como ela pode ser to fria com Asagami Fujino quando ela uma mulher tambm? Ou ela pode ser to fria assim porque ela uma mulher?  Bem, tem certas coisas com que eu estou preocupada tambm. Asagami Fujino pode ser s uma vtima. A questo quem foi primeiro. ... O que ela quer dizer com  quem foi primeiro ? Tohko-san comea a ponderar e no explica mais nada.  O qu voc acha, Shiki? Eu pergunto a ela sem me virar. A resposta de Shiki era exatamente o que eu esperava.  O mesmo que Tohko. Mas eu no posso perdoar Asagami Fujino ao contrrio do que Tohko pensa. Eu passo mal s de pensar que ela pode cometer outro assassinato.  dio com os semelhantes? Mas parece verdade que os da sua raa no gostem de formar grupos. Tohko-san ouve as palavras de Shiki. Eu entendo porque Shiki disse isso. ... Quando Shiki ir perceber que ela mesma no gosta de matar? Asagami Fujino e Ryohgi Shiki, eu acho que elas so parecidas. J que elas so similares, elas no podem perdoar a diferena crucial. Se elas acabarem lutando... ser que a Shiki ir entender o seu real sentimento? No, eu no posso deixar as duas lutarem.  ..... Entendo. Eu irei procurar informaes sobre ela do meu jeito. Eu posso ver qualquer arquivo que voc tenha dela? Tohko-san passa eles para mim. Shiki desvia o olhar me dizendo para fazer o que eu quiser. Olhando para as informaes, Asagami Fujino estava morando em Nagano at o fim do primrio. O seu ltimo nome no Asagami significando  topo superficial mas Asagami significando  Deus superficial . O seu pai de agora no seu verdadeiro pai, significando que ela seguiu a me dela quando ela casou novamente. Eu acho que esse seria o lugar para eu comear a minha investigao.  Eu vou ter que viajar para um pouco longe. Eu no devo voltar hoje ou amanh. Ah, e Tohko-san. E existe tal coisa como poderes sobrenaturais?  Voc no acredita no que Minato Keita disse? Asagami Fujino certamente tem algum tipo de poder dessa categoria. O termo poder sobrenatural muito vago ento no to preciso. Se voc quiser saber sobre isso, eu posso te indicar um especialista. Dizendo isso, Tohko-san escreve o endereo de um especialista em poderes sobrenaturais atrs do carto de visitas dela.  Espera, voc no sabe muito sobre isso?  Claro que no. Magia um estudo. Como ns podemos nos associar a algo inerente sem histria ou teoria que violem as regras? Esses tipos de poderes que s so dados aos escolhidos so os que eu mais odeio. Ela deve realmente odiar j que ela soa como se estivesse usando culos. Eu pego o carto dela e ento falo com Shiki.  Shiki, eu estou indo mas por favor no se esforce.  Voc que est se esforando demais. Eu acho que verdade que estupidez no pode ser consertada. Shiki usa palavras ofensivas assim mas ento me diz que ir tentar. Eu parto com alvio. Est tudo bem, eu nunca morri mas eu quase fui morto uma vez. Eu nunca disse a ela que quem quase me matou foi a prpria Shiki. porque ela esqueceu sobre esse incidente depois que se recuperou do coma. Est tudo bem se ela no se lembra. Eu provavelmente nunca irei contar a ela sobre isso. Parte 09 24 de Julho. Faz um dia desde que Kokutoh Mikiya foi investigar sobre Asagami Fujino. No aconteceu muito durante esse tempo. As nicas coisas foram um tornado chegando entre hoje a noite e amanh e um garoto de 17 anos dirigindo sem carteira que morreu em um acidente. Pelo menos publicamente. Ryohgi Shiki est apenas olhando a paisagem do lado de foro do escritrio de Aozaki Tohko. O cu de vero to vasto que qualquer um fica entendiado s de olhar por um segundo. No cu sem nuvens e do sol brilhante. Parece um sonho ruim que esse cu limpo estar coberto de nuvens carregadas noite. -Clang- -Clang- O barulho de ecos. Uma fbrica de metais atrs desse escritrio. J que Shiki est ao lado da janela, o barulho ouvido constantemente. Shiki olha para Tohko. Tohko est fazendo uma ligao e est usando culos.  Sim, isso est certo. Sobre aquele acidente. ... Entendo, ento ele realmente estava morto antes da coliso. A causa da morte estrangulamento? No est errado. Se o pescoo foi torcido, estrangulamento. No importa quanta fora foi aplicada. Como vocs trataram esse acidente? Uma coliso, entendo... Isso parece correto. S havia uma vtima no carro. Nenhum detetive pode resolver o mistrio de um lugar trancado que se move. No, essa toda a informao que eu queria. Muito obrigada. Eu irei recompensar voc de alguma forma, Oficial Akimi. Tohko soa bem forma e educada. to diferente da voz normal dela, que quem conhece o tom normal dela iria estremecer ao ouvir. Depois de desligar o telefone, Tohko troca os culos. Olhos sem emoo esto por debaixo dele. Shiki, a stima vtima apareceu. Isso j mais do que o assassino dois anos atrs. Shiki se distncia da janela um pouco nervosa. Ela queria ver o cu ser tomado por nuvens negras.  Eu te disse. Deve ser um assassinato casual.  Parece que sim. Minato Keita no conhecia esse Takagi Shouichi que morreu no acidente. Esse assassinato no tem nada a ver com a vingana dela. Shiki, que est usando um quimono branco trica os dentes. O que tem ali raiva. Ela coloca a sua jaqueta vermelha.  Entendo. Ento eu no posso esperar mais. Tohko, voc sabe aonde ela est?  No. Eu imagino alguns lugares que ela possa estar escondida. Se voc vai procurar por ela, voc ter que procurar em todos esses locais. Tohko pega alguns cartes na mesa dela e joga para Shiki. Shiki pega os cartes.  ... Esses so... os cartes de identificao do grupo Asagami? Quem esse Araya Souren? Todos os trs cartes so cartes de entrada para as reas de construo no qual o grupo Asagami est envolvido. Deve ser uma tranca magntica j que tem uma fita magntica em cada carto.  Esse nome falso de um conhecido. Eu no consegui pensar em um nome aleatrio. Eu usei ele quando pedi algum para fazer esses cartes. Bem, isso no importa. Deve ser em um desses lugares que Asagami Fujino est se escondendo. Ser complicado, ento acabe com ela antes que o Kokutoh volte. Shiki encara Tohko. Os olhos vazios se tornam srios. Ela agradece Tohko em silncio mas se vira sem dizer nada. porque ela tem a mesma opinio que Tohko. Shiki no se apressa mas ela sa como sempre com seus passos graciosos. Sozinha, Tohko olha pela janela.  Parece que Kokutoh no conseguiu. Bem, a tempestade vai vir primeiro ou uma tempestade ir ocorrer primeiro? Shiki sozinha pode no sair viva, Ryohgi. A magus sussurra para ningum. *** Logo depois do meio-dia, o tempo comea a mudar. O cu azul j est coberto por nuvens cinzas. O vento est ficando mais forte tambm. Todos que esto caminhando esto dizendo que uma tempestade se aproxima. "Guh......" Eu continuo andando segurando a queimao no meu estmago. Eu no sabia sobre a tempestade. Provavelmente porque eu estava to centrada procurando por uma pessoa. A cidade est agitada mas tem cada vez menos pessoas nas ruas. Parece que eu no vou poder fazer isso hoje noite. Eu acho que devo voltar por hoje. Depois de algumas horas, eu finalmente chego a p ao porto. O cu est negro mesmo sendo ainda sete horas no horrio de vero. Uma tempestade pode at bagunar o horrio das estaes. Movendo meu corpo que est cada vez mais lento, eu alcano a entrada da ponte. Essa ponte a ponte que meu pai est mais se esforando para construir. Uma ponte grande que conecta esse porto e o porto do outro lado. A ponte tem quatro pistas e vrios caminhos abaixo da ponte. O subsolo como um shopping. Mesmo que esteja flutuando no oceano, eu chamo assim porque est debaixo da ponte. A parte superior da ponte tem guardas ento eu no posso entrar. Mas a entrada para o shopping no tem ningum e eu posso entrar se eu tiver o carto. Eu pego um dos cartes que eu peguei na minha casa e abro a entrada. ... Est escuro. porque mesmo o interior estando quase completo, no tem energia eltrica. O shopping vazio parece uma estao que est para se fechar. Os corredores se alongam infinitamente. Muitas lojas de cada lado do corredor. Eu ando por uns 500 metros e chego em um estacionamento. Esse lugar ainda est em construo e est uma baguna. As paredes no esto prontas e o plstico usado para conter a chuva est fazendo barulho por causa do vento. ..... J so quase oito. O vento est forte. Eu quero me fixar no som do vento e no som das ondas. O som da chuva acertando as paredes agora so mais fortes do que uma metralhadora que eu vi em um filme.  Chuva...... Estava chovendo naquele dia tambm. Depois do meu primeiro assassinato, eu me lavei com a chuva. Depois disso, eu pude conhecer aquela pessoa. Aquela pessoa eu s vi uma vez no primrio e que eu s pude falar um pouco. ... Sim, eu me lembro. Foi quando o sol estava se pondo. Depois de um na nossa escola, um Senpai de uma escola diferente falou comigo, que ainda estava no campo. Eu no podia me mover porque tinha torcido o tornozelo. J que eu sou insensvel a dor, eu podia me mover, e mesmo que eu me movesse, isso no tinha efeito mentalmente. Mas o meu tornozelo inchado me diz que s ia piorar se eu me mexesse mais. Tudo o que eu podia fazer era observar o pr-do-sol sem sentir nada. Naquela hora, eu no gritei por ajuda. Eu no queria gritar por ajuda. Se eu fizesse, todos iriam me dizer...  Voc suportou muita dor.  Di?  No di?  Voc no acha que di? Eu no quero isso. por isso que eu estava sentada com um rosto normal. Eu estava sendo meio cabea dura no deixando ningum notar. Minha me, pai, professor, amigos... ningum notou. Eu tinha que deixar todos pensarem que Fujino normal. Naquela poca, algum bateu nos meus ombros. Eu no senti mas eu ouvi o som. Quando eu virei, aquela pessoa estava l. Ele parecia gentil sem saber o que eu estava pensando. Eu acho que a minha primeira impresso foi que eu no gostei dele.  Est doendo? Aquela pessoa se apresentou com palavras que eu no podia acreditar. Como ele sabia sobre o ferimento que ningum sabia? Eu balancei a cabea. Eu estava sendo cabea dura ao no admitir. Ele olhou para a etiqueta no meu uniforme e disse o meu nome. Ele ento sentiu o meu tornozelo torcido e fez uma cara triste. Eu sabia que ele iria dizer algo que eu no ia gostar, ento eu fechei meus olhos. Eu no queria ouvir palavras insensveis de pessoas com senso comum tais tipo  est doendo ou  deve estar doendo muito . Mas ele disse algo completamente diferente.  Voc idiota. Olha, dor algo que voc no precisa aguentar. Dor algo que voc buscar ajuda, Fujino-chan. ... Foi isso que o Senpai me disse quando eu estava no primrio. Depois disso, Senpai me carregou para a enfermaria e tudo. Foi como um sonho vago. Pensando bem, Asagami Fujino deve ter se apaixonado por ele desde aquela poca. Aquele sorriso que se preocupou com o meu sofrimento que ningum notou..... -Gurb- Meu estmago queima. Isso me tira do meu sonho. No tem como eu estar sonhando quando eu estou coberta com o sangue das pessoas. Mas... a chuva deve limpar as minhas impurezas. Eu quero ir para a ponte. A tempestade j est aqui. Na ponte, ela deve estar parecendo um balde. Eu comeo a ficar excitada. Eu arrasto meu corpo que sente dor a todo instante e vou at a subida do estacionamento. Asagami Fujino vai at a ponte. Para ficar ensopada com a chuva de vero. *** A ponte se tornou um lago raso. As quatro pistas de asfalto esto cobertas de gua da chuva que chegam aos meus tornozelos. A chuva desce na diagonal e o vento est soprando como se quisesse derrubar os postes. O cu est negro. A luz do porto est distando e inalcanvel como a lua quando se olha do cho. Asagami Fujino sai nessa tempestade. O uniforme negro se funde na noite. Ela caminha ensopada na chupa, respirando pelos lbios roxos. Quando ela chega a um poste, ela encontra a Morte.  Eu finalmente te achei, Asagami. No meio da tempestade, Ryohgi Shiki de p vestida com um quimono branco. A jaqueta vermelha reflete a chuva. Ela tambm est encharcada pela chuva e isso faz ela parecer um fantasma. Shiki e Fujino ficam debaixo do poste. Tem por volta de 10 metros entre elas. Ela acha estranho que elas possam se ver e se ouvir nessa chuva e com o vento rugindo. "Ryohgi...... Shiki."  Voc devia ter voltado para casa como eu te disse. Voc um monstro que conhece o gosto do sangue. Voc est gostando de matar.  ..... Isso voc. Eu no gosto de matar. Fujino, ainda respirando com dificuldade, encara Shiki. O que est l um inimigo e um desejo de matar. Fujino calmamente cobre seu rosto com a mo esquerda. ..... Entre seus dedos, seus olhos brilhantes aparecem. Como se respondessem a eles, Shiki segura uma faca com sua mo direita. Essa a terceira vez que elas se encontram. Shiki ri pensando que existe um dizer chamado  a terceira vez a melhor nesse pas. Essa Asagami Fujino mais do que o suficiente como para ser o seu alvo.  ... Eu sinto. Sim, somos parecidas. Sim..... eu posso te matar do jeito que voc est agora. Com essas palavras, no existem mais restries. Parte 10 /5 Shiki comea a correr. Na poa de gua e nesse vento, a velocidade de Shiki incrivelmente rpida. No deve demorar mais de trs segundos para reduzir a distncia de dez metros para zero. tempo suficiente para trazer o corpo magro de Fujino at o cho e acert-la no corao. Mas mesmo essa velocidade no pareo para a velocidade da viso. Shiki tem que chegar perto do alvo enquanto Fujino tem que apenas olhar para o alvo. Para as duas, a diferena de trs segundos longa demais. "........." Os olhos de Fujino brilham. O olhos esquerdo para uma rotao para a esquerda. O olho direito para uma rotao para a direita. Pegando a cabea e a perna de Shiki como um arame, ela torce. Sentimentos estranhos acontecem instantaneamente. No instante que Shiki sente o poder invisvel sobre ela, ela pula para o lado. Um pulo explosivo para o lado. Mas o poder de Shiki no desperta. O poder de Fujino no o de uma arma que dispara. Mesmo que algum saia do cho, impossvel fugir dele enquanto ela estiver no campo de viso. ..... Droga..... !! Shiki percebe que o poder de Fujino mais forte do que ela tinha pensado. Shiki ainda corre. Como se quisesse fujir da viso dela, Shiki corre em crculos ao redor de Fujino.  Voc acha que pode fugir- Fujino sussurra e ento fica abismada. Shiki conseguiu fugir! Inacreditvel, Shiki pulou da ponte para o oceano. O som de uma janela sendo quebrada ouvido. Que habilidade atltica incrvel... Shiki saiu da ponte e foi para o estacionamento logo abaixo dela.  Que pessoa ridcula voc . Shiki conseguiu fugir. Mas Fujino viu o brao esquerdo de Shiki at o fim. Ela viu a jaqueta de couro da Shiki torcer. O brao esquerdo de Shiki no pode ser mais usado. Fujino percebe...  Eu sou..... mais forte. A dor no seu estmago fica pior a cada segundo. Aguentando a dor, Fujino desce. Ela tem que concluir a disputa com Ryohgi Shiki agora. Dentro do estacionamento existe a escurido. A viso ruim e difcil caminhar. Isso parece como estar em uma cidade miniatura. As vigas de metal e os sacos de material esto arrumados como prdios. Alguns minutos depois de seguir Shiki at aqui, Fujino se arrepende de ter escolhido esse lugar como lugar para a luta. A habilidade dela ter o alvo no campo de viso para poder torce-lo. Mesmo que Fujino saiba que Shiki esteja escondida atrs de uma viga de metal, se ela no pode ver a Shiki, a toro s pode ir at a viga. Naquele pequeno instante no topo da ponte, Shiki entendeu o poder de Fujino. por isso que ela correu para c, o lugar onde ela tem uma chance de vencer. ... Fujino percebe o quanto inferior no combate. Mas ainda assim..... Ela mais forte. Se ela no pode ver, ela ter que destruir tudo que bloqueie a sua viso. Fujino pega cada viga de metal que possa ficar no seu caminho e torce. A cada toro, a dor no estmago piora e o tremor no estacionamento fica mais forte.  Voc realmente ridcula. A voz de Shiki ecoa na escurido. Fujino se vira na direo da voz. Um saco de materiais em que Shiki usa para se esconder instantaneamente destrudo. Naquele instante... algo braco sai de l.  ... Ali!! Os olhos de Fujino capturam Shiki. A garota no quimono branco e a jaqueta vermelha corre em direo a Fujino arrancando o brao esquerdo. "......!!" Fujino hesita um pouco e ento entorta. Com um barulho, o brao esquerdo de Shiki entorta. O seu pescoo o prximo. Quando Fujino nota... Shiki j est no alcance. A linha que a faca faz parece um flash de luz. um corte rpido que parece deixar o traado marcado na escurido. A corte da faca feito sem hesitao entretanto no acerta Fujino. porque Fujino desvia do corte que era direcionado ao seu pescoo No, foi s um acidente. Asagami Fujino apenas desviou o olhar porque ela ficou com medo de Shiki, que estava correndo em direo a ela com um brao quebrado.  Droga... Shiki diz e prepara a faca novamente. Fujino olha para o corpo de Shiki freneticamente.  ... Sai daqui...! O movimento de Shiki mais rpido do que o grito de Fujino. Shiki corre para a escurido sem hesitao. Qualquer um ficaria surpreso no pela sua habilidade atltica mas sim pela sua escolha de fugir.  ..... Mas que pessoa...... Fujino sussurra. Sua respirao pesada no da dor no estmago. Fujino checa calmamente a escurido ao redor dela. Ela no sabe quando Shiki ir saltar dela novamente. Fujino sente o pescoo. Do ltimo ataque, o pescoo dela tem um pequeno corte. A ferida de 4mm e no est sangrando. ... No est sangrando mas a respirao est pesada.  Por qu ela no para quando o brao dela est quebrado... ? Fujino diz em voz alta, no conseguindo conter o medo da pergunta. Ela no consegue esquecer aquele instante. Aqueles olhos da Shiki que ainda iam em direo dela mesmo depois de ter o brao quebrado. Shiki estava se divertindo. Aquela pessoa est gostando da situao onde eu, mesmo tendo a vantagem, estou tensa. Talvez... para Ryohgi Shiki, ter o brao quebrado no dor, mas felicidade. Fujino no gostou de matar at hoje. Quando mais extrema a situao, mas feliz ela fica. Fujino pensa... se Ryohgi Shiki uma pessoa que no tem sentimento pela vida, o que ela ir fazer para substituir isso? Para Fujino, era assassinar. Quando ela v outros humanos morrerem, ela tem essa sensao indescritvel. Desde que Fujino descobriu o que a dor, ela capaz de simpatizar ao olhar os outros com dor. Sabendo que ela quem controla os outros faz ela se sentir como se ela realmente existisse. Um  assassinato impiedoso o substituto de Fujino. Ela no sabe, mas Fujino sente prazer em matar. Ento o que o substituto de Ryohgi Shiki..... ? ***  Isso ruim. Se escondendo atrs de alguns sacos, Shiki sussurra para si. O brao no tinha fora quando foi torcido na ponte. J que intil, ela decidiu usar ele como escudo e se concentrar em um ataque. Mas o plano falhou diante do fato de que Fujino mais covarde do que Shiki pensou que ela seria. Shiki tira a jaqueta e corta a manga. Usando o pedao cortado, ela para o sangramento no brao esquerdo. Um tratamento de emergncia no qual ela s amarra o pano na parte de cima do brao. O brao esquerdo que foi torcido no tem sentimento. Provavelmente nunca mais vai se mover. Shiki sente um calafrio ao pensar nisso.  Voc incrvel Asagami. Voc a melhor...! Ela est perdendo sangue rapidamente. Uma sensao de perda de conscincia. ... Eu tenho o sangue quente. Se eu perder um pouco, ir me fazer pensar com mais clareza... Shiki se concentra. Asagami Fujino um inimigo forte e deve ser a melhor que ela ir encontrar. Um erro ir custar a vida dela. Isso prazeroso, isso faz Shiki se sentir viva. Para Shiki, que est ligada ao passado, s esse momento real. Essa sensao que ela s capaz de sentir quando pe a sua vida em risco. Aquela pequena vida que ela pode declarar que dela. Matar ou morrer. J que a vida normal dela simples, Shiki s pode sentir a vida por mtodos como esse. Se Asagami Fujino busca prazer em matar... Ryohgi Shiki busca a sensao de vida ao se relacionar com a morte. Fujino teme essa situao... e Shiki deseja essa situao. Isso no diferente da caa e do caador. A diferena entre as duas definida nesse momento. ... A respirao de Fujino ecoa. ... Pesada, forte, dolorosa, como se estivesse com medo... Ela est com a respirao pesada mesmo no estando machucada ainda. Na escurido, a respirao delas igual. Suas mentes, coraes e vidas so as mesmas? A ponte balanando na tempestade parece um bero. Shiki, pela primeira vez, sente amor por Fujino. Tanto que ela sente que deve tirar a vida de Fujino com as prprias mos.  Eu sei que intil entretanto... Shiki sussurra. Ela sabia desde o momento que a viu no caf. Ela sabe que o interior de Asagami Fujino est prestes a ruir. intil acabar com Fujino agora. Mas, a vida. Shiki pensa que certas coisas vem de aes inteis. Shiki se sente da mesma maneira agora. Exatamente como est ponte. As pessoas contemplam a inutilidade enquanto idolatram a outra obra intil. Aonde fica a fronteira? Fronteiras so incertas. voc quem estabelece ela, mas sempre o exterior que a determina. Ento no existe algo como uma fronteira para comear. O mundo est cheio de fronteiras vazias. por isso que no existem muros na sociedade para separar o normal do anormal. ...Quem faz o muro somos ns. Como eu querendo fugir do mundo. Como Mikiya pensa que eu no sou anormal. ... Como Asagami Fujino est fugindo da morte... Dessa maneira, Shiki e Fujino so parecidas. Elas so similares. Nesse pequeno espao, duas do mesmo tipo no so necessrias.  Vamos. Eu posso ver esse seu truque de mgica agora. Balanando a cabea para afastar o sangramento, Shiki se levanta. Ela segura sua faca com fora usando a mo direita. Se Fujino no estabelecer suas prpria fronteira... ento eu tenho que eliminar ela. Parte 11 Shiki aparece lentamente. Fujino no acredita em seus olhos. Shiki vem em direo dela, e de longe tambm. Fujino no percebe mas a sua febre est acima dos 39 graus agora. Ela no percebe que a dor no seu estmago de uma  certa condio .  ... Entendo. ...... Voc deve ser anormal. Fujino s consegue pensar nisso. Fujino olha para Shiki e entorta. Sua viso distorce. Ela torce a cabea e a perna de Shiki cada um em uma direo e torce o corpo de Shiki como um pedao de pano. ... Deveria ter torcido ela. Shiki, que tem o brao esquerdo sangrando, cancela a  distoro de Fujino apenas balanando a faca na sua mo direita. No...... ela a matou.  difcil ver aqueles sem formas mas voc usou seu poder muitas vezes. Agora eu finalmente posso v-los. Seu poder uma espiral vermelha e verde. bem... bonita. Fujino no entende o que Shiki est dizendo. A nica coisa que ela entende que Shiki com certeza vai matar ela agora. Fujino reza repetidamente. Entorte, entorte, entorte, entorte. Quando Fujino encara, Shiki balana a sua faca e elimina o poder. A dor no estmago de Fujino est prestes a ir alm dos limites.  Quem...... voc? Shiki responde ao medo de Fujino com os olhos profundos.  Tudo que existe tem uma imperfeio. Sem contar os humanos, at mesmo o ar, desejo, e tempo. natural ter um fim se teve um comeo. Meus olhos podem ver a morte das coisas. Eles so especiais como os seus. Shiki olha para Fujino com olhos que Fujino sentiu medo antes.  por isso... que se estiver vivo, eu posso at matar Deus. Shiki corre. gracioso como se ela estivesse andando. Ela corre at Fujino e empurra ela para o cho. Shiki fica em cima dela. Fujino balana a garganta ao ver a Morte to perto dela.  Voc vai... me matar? Shiki no responde.  Por qu voc vai me matar? Eu s matei porque minha ferida estava doendo. Shiki ri.  mentira. Ento porqu voc est sorrindo? Aquela vez, e at agora. Por qu voc parece to feliz? Fujino hesita. Fujino coloca, em silncio, a mo na sua prpria boca. ............... Est dobrada. Ela no sabia porque ela no sentiu nada, mas ela est certamente sorrindo..... Meu primeiro assassinato. ... Como o meu rosto estava naquela poa de sangue? Meu segundo assassinato. ... Como o meu rosto estava naquela poa de sangue? Eu no sei mas sempre teve uma irritao. Eu sempre estava irritada quando eu matava. Era essa emoo... felicidade? Eu no senti nada nem quando fui estuprada, ento eu sentia prazer matando.....?  No fim, voc estava gostando. Voc gosta de machucar os outros. por isso que a dor nunca ia embora. porque se a dor se for, Fujino no ter motivos para matar. A ferida ir continuar a doer para o bem da prpria Fujino.  .......... Essa ...... a resposta? Fujino sussurra. Ela no quer aceitar. Ela no quer pensar sobre isso. Porque ela deve ser diferente de Shiki.....  Eu te disse, somos parecidas. A faca de Shiki se move. Fujino grita... para que tudo entorte. O estacionamento treme. O oceano no meio da tempestade aparece na mente de Fujino. Aguentando a queimao no crebro, Fujino usa seu poder em cada lado da ponte... ... E entorta eles... *** *BOOM* Um grande barulho como se um raio tivesse cado. A fundao de metal racha e grita. O cho treme e o teto comea a desabar. Fujino olha sem emoo para o edifcio que est para desabar. A garota que existia nela sumiu assim que o mundo comeou a tremer. Tem uma tempestade l for a com um oceano abaixo. Se ela cair sem poder se segurar em nada, ela ir com certeza morrer. Fujino ordena que seu corpo est com dificuldades de respirar. Ela diz para ele que esse lugar ir desabar, ento ela tem que sair deli. Arrastando seu corpo que est no limite da exausto, Fujino sai do estacionamento. O shopping est relativamente seguro. O corredor quadrado agora um losngulo. Fujino caminha, pensa que est caminhando... mas cai. Ela no pode respirar. Suas pernas no se movem. Sua cabea est girando e ela no pode pensar. O que existe ali ..... sim, s uma grande dor dentro dela. Pela primeira vez, Fujino pensa que vai morrer. Porque di demais. insuportvel. melhor morrer do que viver com essa dor. "...... *Cough*" Com o rosto no cho, Fujino tosse sangue. No cho, ela est atordoada. Na sua viso embaada, s o seu sangue est claro. Sangue vermelho... viso vermelha. O sol se pondo parece estar queimando... sempre parece estar queimando.  No..... Eu no... quero morrer. Fujino estica seus braos. Se as suas pernas no se movem, ela ter de usar os braos. Arrastando seu corpo, ela avana lentamente. Se ela no fizer, a Morte vir at ela. Fujino continua se movendo. Todos os seus sentidos esto doendo. Di, di, di... essa a nica palavra que ela consegue pensar. o sentimento de dor que ela finalmente obteve, mas ela odeia ele agora. Mas..... verdade. Di... di muito, ento ela deseja que no quer morrer. Ela no quer desaparecer. Ela quer continuar vivendo e fazer algo. Porque ela no fez nada, no deixou nada para trs... Isso muito miservel. Isso muito vazio. ... Isso muito triste. Mas di. Di tanto que o desejo de continuar vivendo pode ficar dormente e perder. Di, di, di, di, di, mas... ... Fujino move seus braos enquanto ainda tosse sangue. O que ela repete so as mesmas palavras. Pela primeira vez em sua vida, Fujino deseja algo com vontade. ... Eu quero viver mais. ... Eu quero falar mais. ... Eu quero amar mais. ... Eu quero ficar aqui mais..... Mas nada se move agora. S a dor se repete. Essa a forma real do que ela estava gostando. A verdade di mais do que qualquer coisa para Asagami Fujino. Agora ela realmente entende os pecados que ela cometeu, o significado do sangue que ela derramou. O significado tamanho que ela no pode nem se desculpar. Ela s se lembra do sorriso gentil. Se aquela pessoa estivesse aqui... ele ainda me abraaria? O corpo dela treme. O sangue vindo pela garganta diz a ela que a ltima dor est para vir. Aquele impacto faz o brilho dela desaparecer. Agora ela s pode ver o que sobrou dela. No, at isso est desaparecendo..... No conseguindo suportar a solido de desaparecer, Fujino grita. Seu verdadeiro desejo que ela vem escondendo. ... Um pequeno desejo que ela vem sonhando desde que era pequena.  ..... Di. Di, Senpai. Di muito... di tanto... eu quero chorar... Me, eu posso chorar? ... Era isso que ela queria dizer para algum. ... Se ela pudesse ter dito isso naquele dia trs anos atrs... Ela chora. Di, triste, e to solitrio que ela s pode chorar. Mas apenas fazendo isso diminui a dor. Aquela pessoa disse a ela que dor algo que algum no suporta mas algo que se busca ajuda de algum que nos ama. Fujino agradecida de t-lo conhecido... muito agradecida por t-lo visto novamente antes disso...  Est doendo? No fim da dor, Shiki est de p. Ela tem uma faca em uma mo. Fujino vira o seu rosto para Shiki.  Voc devia ter dito que estava com dor se voc estava machucada. Shiki diz no fim. ... So as mesmas palavras da memria de Fujino.  Certamente , Fujino pensa. Mesmo que ela tenha dito isso agora, ela talvez no tenha trilhado o caminho errado. Essa vida inconveniente, mas normal passa pela sua cabea. Mas ela no pode. Ela cometeu pecados demais. Ela matou pessoas demais. ... Ela matou muitos apenas pelo prprio bem da sua felicidade. Asagami Fujino lentamente para de respirar. Seu sentido de dor rapidamente desaparece. To rpido que ela no sente a dor da faca sendo fincada no seu peito. Parte 12 Enquanto a tempestade atinge a cidade, eu volto para o escritrio. Quando eu entro no escritrio molhado de chuva, Tohko-san me cumprimenta largando o cigarro.  Voc foi rpido. S se passou um dia.  Eu ouvi que uma tempestade estava vindo ento eu voltei antes que os transportes parassem. Tohko-san concorda enquanto faz uma cara complicada. Eu me pergunto se tem algo de errado... No, agora.....  Tohko-san, sobre Asagami Fujino. Ela no nasceu com insensibilidade a dor. Ela era normal at o sexto ano de idade.  O qu? Isso no pode ser verdade. Olha, mesmo ela tendo insensibilidade a dor, isso no est afetando as atividades fsicas dela. Se voc disse que a insensibilidade a dor s veio depois que ela nasceu, pode ser um caso de espinha oca. Mas isso causa problemas com atividades fsicas. O caso raro onde ela s no tem o sentido da dor s pode significar que ela nasceu com isso.  Bem, isso que o mdico pessoal dela disse tambm. Eu quero contar o que aconteceu em Nagano desde o comeo mas no h tempo para isso. Eu fao um resumo para a ela sobre a famlia Asagami... no, a famlia AsaGAMI.  A famlia AsaGAMI era uma famlia respeitada, mas tudo acabou quando Fujino tinha por volta de doze anos. Fujino veio para a famlia Asagami de agora com a me dela na poca. Parece que os Asagami so uma diviso da famlia dos AsaGAMI, e eles tomavam conta do dinheiro e das terras. Fujino tinha o sentido de dor quando era pequena. Mas com isso, ela tinha estranhos poderes. Eles disseram que ela podia entortar coisas sem tocar nelas.  ... E?  Ela era considerada o diabo. Ela recebeu opresso tambm. Mas quando Fujino fez seis anos, o poder desapareceu, junto com o sentido da dor. "........." A expresso de Tohko-san muda. Eu posso notar que ela est ficando excitada por causa do sorriso dela.  Ela teve um mdico particular a partir dai, mas no tem registros disso na casa dos AsaGAMI. porque o lugar est vazio agora.  O que... A parte importante era agora, mas s isso!?  Claro que no. Eu achei o mdico particular e falei com ele.  ..... Voc est ficando esperto, Kokutoh.  Sim, eu segui os registros e fui para Akita. Ele um mdico do submundo sem licena, ento eu demorei o dia inteiro para conseguir a histria dela.  ... Estou surpresa. Voc deveria se tornar um detetive se voc for despedido daqui. Eu farei de voc meu detetive particular. Eu respondo dizendo que irei pensar a respeito, e continuo com a histria.  Parece que o mdico apenas dava remdios. Ele disse que ele no sabia porque Fujino tinha ficado insensvel a dor. Ele disse que quem fazia tudo era o pai dela.  O pai dela fez sozinho? Voc diz a cura, ou dar os remdios? Eu balano a cabea sobre a diferena entre os dois.  Dar o remdio lgico. De acordo com o mdico, o pai de Fujino no tinha inteno de curar a insensibilidade a dor dela. A maioria dos remdios que o mdico trazia eram Aspirinas e Indometacina, esterides. Seguindo o exame feito pelo mdico, ele disse que Fujino provavelmente tinha Neuromielite ptica.  Neuromielite ptica.....a doena de Devic, certo? Doena de Devic. um tipo de myelitis (no fao idia) e uma doena que causa dormncia dos sentidos. Os sintomas mais conhecidos so dormncia na parte inferior das pernas e a deteriorao da viso. Tem at o perigo de causar cegueira. Essa doena requer tratamento inicla com esterides. Os esterides so o que Tohko-san disse antes...o que eles chamam de adrenocorticosteroid.  Alm disso, eles usam Indometacina que deixa inibe o sentido de dor. Entendi. Isso realmente deixaria ela assim. Ela no inerente ou posterior. Fujino perdeu seus sentidos artificialmente. exatamente o oposto da Shiki! Tohko-san comea a rir. um pouco assustador porque ela se parece com o professor que eu vi ontem.  Tohko-san, o qu essa Indometacina?  um anestsico. No importa se perifrica ou dor referida, a dor ocorre da reao a  fora externa que pode por a vida em perigo . Substncia analgsico feita dentro do seu corpo e isso estimula os nervos relacionados a dor, sinalizando a dor para o seu crebro. Ele diz ao crebro que o corpo ir morrer se no for feito algo. Voc conhece substncias analgsicos, certo? Existem coisas como Kinin e Amin, assim como o metabolizante cido Arachidonico que refora esses dois. Coisas como Aspirina e Indometacina controlam o Prostaglandina que est nesse Arachidon. A dor do Kinin e Amin no muito, ento recebendo muita Indometacina iria fazer a maior parte da dor sumir. Tohko-san parece bem feliz. Honestamente, esses Arachidonico e Kinindon parecem mais nomes de monstros para mim.  Ento um remdio que acaba com a dor?  No diretamente. Se voc quer acabar com a dor, a droga chamada opioid seria bem melhor. Tem a tal da endorfina, certo? aquela coisa que o crebro secreta para aliviar a dor. Funciona assim e o opio mata a dor no sistema nervoso central. ..... Bem, eu acho que tudo isso no tem nada a ver com o assunto. Entendo. O pai de Asagami Fujino decidiu selar o poder dela selando os sentidos dela. Uma famlia totalmente oposta aos do Ryohgi, que tentam ao mximo criar poder. Mas o que triste que o poder dela ficou mais forte ao fazerem isso. Magi da rea do Egito costuram seus olhos fechados para preservar a Mana dentro deles. Qual a diferena deles e de Asagami Fujino? ... Eu estava preparando para as palavras de Tohko-san, mas ainda estou chocado. Eu j sabia que a famlia Asagami tinham crianas com poderes especiais como Asagami Fujino... aqueles nascidos com canais diferentes. Eles repudiam essas crianas e tentaram selar o poder deles de qualquer maneira. O resultado disso ... insensibilidade a dor. Para fechar o canal de poderes especiais, eles tambm fecharam o canal dos sentidos. por isso que Asagami Fujino usa o seu poder quando a dor volta... porque os seus sentidos que estavam selados retornam.  Isso terrvel. A nica maneira dela continuar normal sendo anormal. isso. Asagami Fujino s pode estar no nosso mundo sendo anormal na forma de insensvel a dor. Mas enquanto ela no sentir nada, ela no pode ganhar nada. Ela s um fantasma que vive no nosso mundo.  Se ela sentisse dor, ela no teria matado ningum.  Olha aqui, no trate a dor como uma coisa rim. Dor uma coisa boa. A coisa ruim o ferimento, no entenda errado. Ns precisamos de dor, no importa o quanto ela seja ruim. As pessoas podem reconhecer o perigo porque temos dor. Ns nos afastamos do fogo porqu ele pe a nossa mo em chamas? No. porque nossa mo queima, e isso di. Se no for assim, ns no saberemos o perigo do fogo at as nossas mos queimarem. correto para a dor ser dolorida, Kokutoh. Qualquer coisa que no tenha isso no pode entender a dor das pessoas. Asagami Fujino foi atingida nas costas e recuperou temporariamente o seu sentido de dor. Ela se defendeu pela primeira vez da dor que ela recebeu depois disso. Aquelas pessoas que ela no considerava perigo antes, ela foi capaz de reconhecer como perigosas por causa da dor. ... Ainda assim, mat-las foi demais. ... Mas Fujino no sente dor. Aquelas pessoas morreram porque ela estava se defendendo, mas eles so parcialmente responsveis por terem atacado ela. Voc no pode faz-la assumir toda a responsabilidade.  Tohko-san, ela pode ser curada?  No existe ferida que no possa ser curada. Uma ferida que no pode ser curada deve ser chamada de morte. Tohko-san chama indiretamente a ferida da Asagami Fujino de morte. Mas o caso desses incidentes o ferimento faca no estmago dela. Se aquela dor voltar, se a causa da dor for descoberta.....  Kokutoh, a ferida dela no pode ser curada. Ela s ir continuar a doer. "Huh?"  Para comear ela no tem ferimento, Kokutoh. ..... Tohko-san diz uma coisa inesperada.  Hm... o qu voc quer dizer com isso?  Pense assim. Se voc esfaqueado no estmago, a feria ia ser curar sozinha? Em um dia ou dois? ...Isso ... verdade mas... Eu fico confuso por Tohko-san inventar algo que vai alm de todas variveis. Tohko-san tenta se segurar para no rir.  Assim como voc investigou o passado de Asagami Fujino. Eu investiguei o presente de Asagami Fujino. Fujino no foi a nenhum hospital desde o dia 20. Ela no foi nem ao mdico particular que ela visita secretamente.  Mdico... o qu!? Tohko-san franze de surpresa.  ... Voc bom para encontrar coisas mas falta deduo. Olha, a coisa mais assustadora para um insensvel a dor ter algo errado com o seu corpo. J que eles no tem dor, eles no podem saber que doena eles tem. Como resultado, eles tem um mdico que examina eles de tempos em tempos. Entendi. Ela est completamente certa. Ento... os pais de Asagami Fujino no sabem da insensibilidade a dor dela agora?  O estopim foi um desentendimento trivial, Kokutoh. Fujino foi ameaada pelo homem com a faca e pensou que havia sido esfaqueada. No, eu aposto que ela quase foi esfaqueada. J que o sentido de dor dela voltou naquela hora, ela podia usar o seu poder tambm. Cortar ou torcer... Fujino escolheu o primeiro. Como resultado, o pescoo do homem foi arrancado e seu sangue caiu no corpo de Fujino. Fujino deve ter pensado que ela havia sido esfaqueada no estmago. Eu posso claramente imaginar a cena... eu balano minha cabea.  Mas estranho. Se o senso de dor dela voltou, ela no faria esse tipo de erro. Ela no iria sentir dor se fosse esfaqueada.  Fujino estava com dor desde o princpio. ......... Huh?  O mdico dela me mostrou ficha mdica dela. Ela tinha Arritmia cronica... o que as pessoas chamam de Apendicite. Bem, eu acho que era por isso que ela ia ao mdico. A dor no estmago dela no a dor da faca, mas sim uma dor interna. A dor voltava de tempos em tempos. Se o sentido de dor dela retornou bem antes de ser esfaqueada, ela certamente confundiria achando que foi esfaqueada. Se voc cresce sem saber o que dor, voc no saberia se a ferida est ali ou no. Fujino olharia para o estmago esfaqueado, e mesmo que no tivesse um ferimento, ela pensaria que a ferida havia sido curada.  Ento... um equvoco? Eu digo sem convico.  A ferida em si . Mas a verdade no muda. Ela estava em uma enrascada. No importa se a faca estava l ou no. A nica sada dela era matar eles. Se ela no matasse, ela teria sido morta. No o corpo mas a sua mente. Mas infelizmente, Minato Keita fugiu. Eu no acho que acabaria to mal se a vingana dela fosse completa. como Shiki disse. tarde demais. Pensando bem, Shiki disse isso. Por qu seria tarde demais? porque Fujino cometeu um assassinato? Mas ento, isso seria quando ela matou os quatro homens. Eu no entendo.  Por qu tarde demais?  Shiki deve se referir a parte mental. Os assassinatos dela j chegam a cinco pessoas. Um assassinato alm desses no um assassinato, um massacre. No justificvel. com isso que Shiki estava com raiva. ... Shiki gosta de matar mas ela ainda entende inconscientemente como a morte importante. por isso que ela no mata indiscriminadamente como Asagami Fujino. Para Shiki, ela no pode perdoar Fujino por fazer o que bem quiser. A Asagami Fujino est realmente fazendo o que quer? Para mim, parece que ela est fugindo desesperadamente. Tohko-san continua.  Mas o que eu quis dizer por tarde demais a parte fsica. Arritmia quando no tratada vira Retinite. Inflamao da retina torna-se uma dor incomparvel a apndice vermiforme. Voc pode dizer que a dor comparvel a de ser acertado com uma faca. Ento, a pessoa comea a ter febres e cianoses. Podendo at a ter choques por causa da baixa presso. Se atingir o duodeno, voc morre em menos de um dia nos piores casos. J tem cinco dias desde o dia 20. Ele j deve estar perfurado. triste mas algo fatal para ela. Como algum pode falar isso com o rosto to tranquilo?  No tarde demais. Ns temos que encontr-la...!  Kokutoh, o nosso cliente o pai da Asagami Fujino. Ele deve ter descoberto sobre o poder da Fujino. por isso que quando ele ouviu sobre o incidente ele deve ter pensado que era obra da Fujino. Aquele homem disse para  matar aquele monstro . O nico que poderia proteger ela est desejando pela morte dela. Entende Kokutoh, ela no tem salvao em nenhum sentido. Alm disso, Shiki j partiu.  ..... Seu idiota... !! Eu grito para ningum. Parte 13 6 Broad Bridge est distorcida como se tivesse sido esmagada por uma mo gigante. Argumentando com o guarda depois de vir aqui na tempestade com o carro da Tohko-san, Shiki aparece debaixo da tempo com o brao ensanguentado. O guarda corre at Shiki mas Shiki o acerta e deixa ele inconsciente.  Yo. Por alguma razo, eu pensei que voc estaria aqui. Shiki diz com o rosto plido. Tem tantas coisas que eu queria dizer mas tudo desaparece assim que eu vejo o quanto ela est fraca. Eu corro para ajud-la, mas Shiki recusa e no me deixa nem amparar-la.  Ento voc conseguiu s com um brao, Shiki? Tohko-san parece surpresa. Shiki a encara com descontentamento.  Tohko, ela conseguiu usar clarividncia no fim. Ela ter um poder absurdo se voc deixar ela sozinha.  Clarividncia, ? Certamente, se voc adicionar isso ao poder dela, ela ser invencvel. Ela poder usar o poder dela mesmo que voc se esconda... Huh? Se deixar ela sozinha...?  Ela voltou a insensibilidade a dor no finalzinho. Isso trapaa. Asagami Fujino no pode ser meu alvo nesse estado. Eu no podia fazer nada ento eu s destru a doena no estmago dela. Ela deve sobreviver se voc correr. Shiki no matou Asagami Fujino. Entendendo isso, eu ligo rapidamente para o hospital. Eu no tenho certeza de que eles viro nessa tempestade, mas se eles no vierem, eu irei levar ela eu mesmo. Por sorte, o mdico dela concorda em vir. O mdico estava preocupado com o desaparecimento de Fujino, e parecia que ele estava chorando ao telefone. Podem no ser muitos, mas Fujino ainda tem pessoas ao seu lado. Eu estou emocionado. Atrs de mim, as duas esto tendo uma conversa perigosa.  Voc parou o sangramento nesse brao? No parece estar sangrando.  , eu matei ele porque era intil. Voc pode fazer um brao, certo? Voc faz bonecos afinal de contas.  Certo. Esse ser o seu pagamento por esse trabalho. Eu sempre pensei que o seu corpo era muito normal em contraste com os seus olhos. Eu posso fazer um brao esquerdo que possa segurar espritos e outras coisas. ... Eu no quero elas falando sobre tais coisas.  Uma ambulncia est vindo. Vai ser problemtico ficar aqui, ento vocs preferem ir embora? Tohko-san confirma mas Shiki est em silncio. ... Ela provavelmente quer ter certeza de que Asagami Fujino ir ser levada em segurana.  J que eu contatei eles, eu vou ficar. Eu irei te contar o que aconteceu, voc pode ir embora.  Nessa chuva? Voc estranho. Certo, vamos voltar, Shiki. Shiki recusa a oferta da Tohko-san. Tohko-san da um sorriso perverso e entra no seu carro que parece totalmente ilegal.  Shiki. No mate o Kokutoh s porque voc no conseguiu matar a Asagami Fujino. Tohko-san diz isso bem sria e vai embora. Na chuva de vero, Shiki e eu conseguimos achar abrigo em um dos armazns perto dali. *** A ambulncia chega rapidamente e leva a Asagami Fujino. Na tempestade, eu no posso ver o rosto dela. Eu no posso ter certeza de que aquela garota daquela noite, mas eu penso que melhor assim. Shiki olha distrada para a noite. Shiki est de p no meio da chuva. Ela est encarando Fujino esse tempo todo. Eu pergunto ao seu corao junto ao barulho da chuva.  Shiki, voc ainda no pode perdoar a Asagami Fujino?  ..... Eu no ligo para os que eu j matei. Shiki declara. No tem dio ou algo do tipo. Para Shiki, Fujino deve ser algum que ela no conhece agora. ... triste mas deve ter sido o melhor resultado para ambas. Shiki me lana um olhar.  E voc? Voc diz que matar errado no importa a razo. Ela parece que est perguntando a si mesma essa pergunta.  ... , mas eu simpatizo com ela. Para ser honesto, eu no ligo que os caras que violaram ela tenham morrido.  Isso surpreendente, eu estava esperando pela a sua opinio de sempre. ... Voc quer ser responsvel, Shiki? Mas voc no matou ningum. Eu fecho meus olhos e ouo a chuva.  Srio? Mas essa a minha opinio. Porque, Shiki, mesmo que ela tenha se perdido, Asagami Fujino uma garota normal. Ela ir aceitar o que ela fez sem mudar os fatos para ela conseguir absorver melhor. Mesmo que ela se entregue para a polcia, ningum pode provar o que ela fez e ela no ser socialmente responsvel pelos seus pecados. Isso o que tornam as coisas ainda mais difceis.  Por qu?  ..... Eu acho que pecados so coisas que as pessoas carregam por vontade prpria. Um peso que elas carregam consigo de acordo com suas vises, isso que um pecado. Quanto mais compaixo voc tiver, maior o ser o pecado que voc carrega. Quanto mais bom senso voc tiver, maior ser o pecado que voc carrega. Os pecados de Asagami Fujino se tornaram maiores e mais pesados conforme ela foi ficando feliz. Shiki me diz que eu sou bonzinho demais.  Ento isso significa que aqueles sem compaixo no tem noo dos pecados?  Eu no acho que ningum vai ter conscincia dos pecados. Significa que seus pecados so leves, mas ainda esto l. Um pequeno pecado junto com sua pequena compaixo. Para ns, algo bobo como tropear na rua, mas para aquela pessoa, se torna um fardo. At mesmo uma dor pequena se torna um sentimento inconfortvel para aqueles com pouca compaixo. No importa o peso, o significado do pecado o mesmo. ... Sim. Por exemplo, Minato Keita estava aterrorizado ao ponto da insanidade provavelmente porque ele entendeu seus pecados. Ele no pode redimir o seu lamento, senso de culpa, ou impacincia, mas tudo o que ele pode fazer se redimir por eles.  Certamente, deve ser mais fcil no ser responsvel pelos seus pecados socialmente. Mas se ningum punir voc pelos seus pecados, voc tem que carregar eles sozinho. Senso de culpa no algo que vai embora, certo? Voc tem memrias disso. J que ningum o perdoou, voc no pode ser perdoar. A ferida no seu corao nunca ir se curar e continuar a doer. Como o que sobrou o sentido de dor dela, a ferida nunca iria cicatrizar. Como voc diz, corao no tem forma...... ento eu acho que uma ferida nele no pode ser tratada. Shiki est ouvindo em silncio. Talvez por eu ter vasculhado o passado de Fujino, eu estou estranhamente potico. Shiki subitamente sai da proteo do armazm e vai para a chuva.  Ento voc est dizendo isso. Quanto mais bom senso voc tem, maior o sentimento de pecado voc tem. por isso que no tem pessoas ms no mundo. Mas eu no tenho tal coisa. Voc pode deixar tal pessoa a solta? Agora que ela diz, isso verdade. Antes de voc chamar Shiki de boa ou m, ela tem um pequeno sentimento de bom senso.  Entendi. Ento acho que no posso evitar. Eu terei que carregar todos os seus pecados ento. Esse o meu verdadeiro sentimento. Parece que eles pegaram Shiki desprevenida j que ela ficou parada com cara de boba. Depois de tomar um pouco de chuva, Shiki sussurra inconfortvel.  ... Eu finalmente me lembrei. Voc faz essas piadas sem rir. Eu confesso, Shiki achou difcil de lidar com esse tipo de coisa.  ..... -Sigh- Entendo. Eu acho que eu posso pelo menos carregar uma garota, sabia. Eu argumento timidamente, e Shiki ri.  Confessando mais uma coisa, eu acho que eu carrego mais um pecado com essa coisa de hoje. Mas eu achei algo em troca. O que a minha vida, e o que eu quero. vago e frgil, mas eu terei que seguir isso por agora. E parece que o que eu estou seguindo no to feito quanto eu pensava que era. Eu estou um pouco feliz. Um pouco... um impulso de matar que est aos poucos indo em direo ao seu ponto de vista... ... Eu s posso franzir a sua ltima sentena, mas Shiki bonita quando sorri dizendo isso na chuva. A tempestade deve ir pela manh. Eu continuo olhando para Shiki, que est sobre a chuva de vero. Pensando bem, esse o primeiro sorriso verdadeiro que ela me mostrou desde que se recuperou do coma... O Sentido Remanescente de Dor Fim dO  v :,@zf8<"""z()./2334p4b669:;;;n==DDD>GRGIlIJJTTTWVW\]c(d4fff&g*gilPsPssv2vyz8{t{{|}X~~>P܀$ڃ@^·؈؈j P\ R(BxHPPҤ2tҦ6dȮ"̲,f>ڸ0 d.~b<.vXBnn(Lxlj4:>z>Lz4bXx`TTZ**"    * 2j\b"#&$$%(++j00&6&686667,8\89:X::;<>=r=B>?>? A\ADlDD*E*EfJJ:Nģ$$к־@j"pPlZ \8V0\jz^x<fRD*8^DffR  n B`X \^^"$& '' ((()*R+B,-/N333446^7l99;;??v@zABB CE F|FFFRHHHhJJBMORQQ`RFSSSVTUVVWWWv[[\"]^_Raab6ddefJgh4j4jj"lvlmopqqLs,tvwx8yHz~L"l~PԈ*Pp``ȔR D X@f¿8dLP2 &&(~l n.ZT\  ` ~#$$'<()* +&,~,T01t111^5v599";Z;b=b==?J?X@2HlHI JK4KOOxPP4RnRUU]]]bcccdd.jjvmmrtuuw0wynyz2{P|}8LʂFFP&vŒh܏6֗֗™  JfHέ JT.~~Ⱥ8Jf~LP@\ ZZ4jT|&jB^ln2jV0l>0@l   BpB6~  ""#$v%%&'((d++,,--&..x/ 0033.778F;4=ZABjDZEFGH6IIL OdO". A!n"n#n$n3P(20-. 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