ࡱ;   !"#$%&'()*+,-./0123456789:;<=>?@ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ[\]^_`abcdefghijklmnopqrsuvwxyz{|}~Root Entry  !"#%  FMicrosoft Word-Dokument MSWordDocWord.Document.89q [bbPadro1$*$7$5$3$A$/B*OJQJCJmHsHPJnH^JaJ_HtHBBTtulo 1OJQJCJ05PJ^JaJ0\BA@BAbsatz-Standardschriftart8B8Corpo de texto HHCaptulo $OJQJCJPJ^JaJ"/"Lista^J@"@Legenda xx $CJ6^JaJ](2(ndice $^J8<Kn"p_J$JSJJJJ 0.DShyԉ:Ȱbx">XiZv0^   !"#$__PGTimes New Roman5Symbol3&ArialOLucida Sans Unicode5Tahoma;MS Mincho5TahomaBh]]Q-/ ;;/ ;;'0՜.+,0Oh+'0HHP h t Hugo Ferandes6@0@8M%@lг@+ٳG(q``````ppp```pppppp```PPPTTTpppppppppppppppppp<<?@ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ[\]^_`abcdefghijklmnopqrstuvwxyz{|}~do enquanto tenta buscar palavras.  ...Hmm, se voc diz, ento no existem direitos para ningum, mas... Tentando parecer educado, Mikiya se senta. Ele geralmente mais honesto quando fica na defensiva... algo que eu me lembrei somente recentemente. Mikiya se senta no meio da sala. E eu me sento na cama atrs dele, e deito meu corpo sobre a mesma. Mikiya ainda tem suas costas viradas para mim. Eu sem pensar, olho para as costas de Mikiya, que um tanto pequena para um homem. Esse homem chamado Kokutoh Mikiya parece ser meu amigo desde o segundo grau. No mundo cheio de jovens onde muitas coisas ficam famosas de uma hora para outra e depois desaparecem, Mikiya era uma das raras pessoas que ainda possua uma imagem de estudante. Ele no pinta o cabelo ou deixa ele crescer. Ele no se bronzea ou usa qualquer acessrio. Ele nem mesmo tem um celular ou mulherengo. Ele tem por volta de 170cm. Seu rosto gentil bem bonito e seus grandes culos escuros fazem essa qualidade se ressaltar ainda mais. Mesmo se vestindo normalmente e no estando mais no colgio, ele bonito o suficiente para chamar a ateno das pessoas se ele se vestisse melhor.  Shiki, voc t ouvindo? Eu vi a sua me. Voc deveria visitar a casa dos Ryohgi pelo menos uma vez. Eu ouvi que voc nem ao menos os contatou desde que saiu do hospital dois meses atrs.  ...Eu no me importo. Eu no posso evitar j que eu no entendo direito as coisas. Ns iremos nos sentir ainda mais distantes mesmo que ns nos vejamos. Eu ainda me sinto estranho falando com voc, ento no tem como eu manter uma conversa com aqueles estranhos.  As coisas no iro melhorar se voc continuar assim, Voc vai ficar assim para sempre se voc no abrir o seu corao para eles. No certo que uma famlia viva to perto e ainda assim nunca se falarem. Eu ignoro essas palavras. Ele diz  no certo , mas o que exatamente  no certo ? No tem nada de ilegal com o que est acontecendo entre eu e os meus pais. s que uma criana se acidentou e perdeu todas as memrias. J foi provado que somos uma famlia por lei e pelos papais, ento eu presumo que no tem nada de errado conosco. ...Mikiya sempre se preocupa em como os outros se sentem. No entando eu acho que isso desnecessrio... *** Eu conheo Ryohgi Shiki desde o segundo grau. Nossa escola era bem famosa, que ensinava muitos alunos que tinham vindo de outras boas escolas. Quando eu fui ver se tinha passado para essa escola ou no, o nome Ryogi Shiki se destacou tanto que eu no conseguia mais tir-lo da cabea e ns acabamos na mesma sala. Desde ento, eu me tornei um dos poucos amigos que Shiki teve. Nossa escola no tinha uniformes, todos podiam se expressar do jeito que queriam. Mas entre todos, Shiki era quem mais se destacava. ...J que Shiki sempre usava um kimono. Sua forma simples se encaixava nos ombros de Shiki e a sala de aula parecia uma antiga casa s porque Shiki havia entrado nela. Alguns estudantes eram roqueiros, mas na presena de Shiki, aquelas roupas tinham menos valor que a primeira edio da revista  STYLE . Eu acho que isso o suficiente para explicar que tipo de pessoa Shiki. O rosto de Shiki tambm perfeito. O cabelo bonito como seda, e cortado despreocupadamente com tesouras e pronto. Mas ele se torna um cabelo perfeito, grande o bastante para esconder as orelhas de Shiki, e isso combina tanto com Shiki que muitas pessoas ficam na dvida sobre qual o sexo de Shiki. Shiki parece to lindo quando um homem olha, que eles vem uma mulher, e quando uma mulher olha, elas vem um homem. Shiki parece mais charmoso do que bonito. Mas do que a aparncia de Shiki, o que mais me cativou foram os olhos de Shiki. Eles so cortantes mas delicados, e vem com sobrancelhas finas. Parecia que Shiki podia ver o que ns no conseguamos com aqueles olhos, e isso tudo o que Shiki representa para mim. Sim. At que Shiki ficou daquele jeito... ***  Suicdio ao pular de algum lugar. Isso seria considerado acidente, Mikiya? Mikiya se recompe ao ouvir quela reclamao intil. E ele comea a pensar seriamente no assunto.  Hmmm, eu tenho certeza que um acidente... mas voc est certo. Eu me pergunto o que . J que um suicdio, a pessoa est morta. Mas desde que esse seja o desejo da pessoa, a culpa s da pessoa. Mas j que cair de lugares altos um acidente.  No um assassinato ou morte acidental? Isso ambguo. Eles deviam escolher um deles para que no confundam os outros que quiserem se matar. Parece que minhas palavras deixaram Mikiya irritado j que ele d uma pequena olhada para mim.  Shiki, no certo falar mal das pessoas mortas. Sua voz no de opresso, mas ele diz em um tom seco. Eu vi essa resposta vindo de longe.  Kokuto, eu odeio esse seu senso comum. Naturalmente, minha resposta fica um pouco dura. Mas parece que ele no se importa nem um pouco.  Nossa, faz muito tempo desde que voc me chamou assim.  Jura? Mikiya confirma. Eu chamo ele de duas maneira: Kokuto e Mikiya. Eu no gostava do jeito que  Kokuto soava... mesmo no sabendo direito o porque. Naquele pequeno silncio que se formou durante o meu pensamento, Mikiya estalou os dedos como se lembrasse de algo.  Oh, eu esqueci de mencionar algo raro, minha irm Azaka viu. Sem entender direito o que ele est falando, eu pondero.  Aquela coisa. A garota do prdio Fujiyoh, quela que dizem que est voando por ai. Voc disse que a viu uma vez tambm. Ah, eu me lembro agora. Certa de trs semanas atrs, nos cus acima de um apartamento bem caro no distrito comercial, uma forma humana podia ser vista. O fato que Azaka viu tambm deve indicar que realmente existe. Depois de eu ficar dois anos em coma por causa daquele acidente, eu era capaz de ver coisas que  no eram para estar ali . Como Touko diria, eu no estou vendo elas mas sim observando-as. Em outras palavras, eu sou capaz de perceber as coisas em um nvel diferente com meus olhos e crebro, mas eu no me importo com as explicaes.  A coisa no prdio Fujiyou, eu vi aquilo algumas vezes. Mas faz tempo que eu no vejo mais, ento eu no sei se ainda est por l.  Entendo. Eu vou l bastante mas nunca vi.  Voc no pode ver porque est usando culos.  Eu acho que culos no importam , pondera Mikiya. Sua reao to pura e aconchegante. Acho que provavelmente por isso que difcil para ele ver esse tipo de coisa. Mas aquele acidente entediante continua a acontecer com pessoas caindo ou voando. Eu no entendo a razo por trs disso, ento eu fao uma pergunta.  Mikiya, voc sabe porque as pessoas voam? Mikiya treme ao ouvir a minha pergunta inesperada e responde em um tom normal.  Eu no sei porque eles voam ou caem, porque eu nunca fiz isso antes. /2 Na noite do fim de Agosto, eu decidi dar uma volta. O ar est um pouco frio por causa do fim do vero. O ltimo trem j partiu e a cidade est quieta. frio, quieto, e velho, igual a uma cidade morta. At as pessoas parecem com frio e to artificial quanto fotos. Me lembra uma doena incurvel. ..doena, adoecer, adoecendo. Tudo, as casas escuras, o mercadinho acesso...tudo parece que vai desmoronar se eles abaixarem suas guardas. No fim, a lua brilha atravs da noite. No mundo onde tudo est morto, parece que a lua a nica coisa viva, e machuca meus olhos. ...Por isso que eu digo adoecer. Quando eu saio de casa, eu ponho a minha jaqueta preta por cima do meu quimono azul claro. O quimono fica preso dentro da jaqueta e queima meu corpo. Mas ainda no est quente...no, ao contrrio... Para mim, nunca esteve frio para comear. *** Mesmo sendo meia-noite, voc ir ver algumas pessoas se voc der uma volta. Um homem correndo pela rua com o rosto abaixado. Um jovem pensativo em frente a mquina de vendas. Muitas pessoas que se encontram em frente a loja de convenincia. Eu tentei entender o porque que eles ficam l, mas eu nunca entendi j que eu s sou um visitante. Para comeo de conversa, no tem nenhum sentido por trs de eu estar caminhando to tarde. Eu s estou repetindo o que eu costumava fazer antes. ...Dois anos atrs. O eu, chamado Ryohgi Shiki, estava prestes a ir para o segundo ano do colegial quando eu me envolvi em um acidente. Eu fui levado direto para o hospital. Eu ouvi que meu corpo no sofreu nada, mas o ferimento foi concentrado na minha cabea. Desde ento, eu estava em coma. Talvez porque meu corpo estava machucado, o hospital me manteve vivo, e o meu corpo sem sentido tambm tentou sobreviver. E finalmente, cerca de dois meses atrs, Ryohgi Shiki se recuperou. Eu acho que os mdicos estavam chocados como se um corpo voltasse a vida. Entendo, isso mostra o quanto eles esperavam a minha recuperao. E eu tambm, eu estava chocado por outra razo. Minha memria at o presente momento estava confusa. Esclarecendo, eu no posso confiar nas memrias que tenho. Esse um problema diferente de perda de memria, ou o que as pessoas costumam chamar de amnsia. De acordo com Tohko, memria a composta de quatro sistemas que o crebro opera: Escrever, salvar, recordar, e reconhecer.  Escrever pegar o que voc v e gravar na sua mente como informao.  Salvar manter aquela informao guardada.  Recordar reviver a informao armazenada. Em outras palavras, lembrar.  Reconhecer confirmar que a informao lembrada a mesma do evento que aconteceu. Se algum no pode fazer um desses processos, eles tem perda de memria. Claro, que dependendo de qual parte est inoperante, o caso de perda de memria ir variar. Mas no meu caso, todas essas funes esto funcionando normalmente. Eu no posso dizer que minhas antigas memrias so minhas, mas a funo de  reconhecer est funcionando normalmente j que eu posso dizer que a memria que eu tenho a mesma de j ter experimentado algo antes. Mas ainda assim, eu no estou confiante sobre o antigo eu. Eu no tinha certeza de que eu era quem eu sou. Mesmo que eu me lembre da minha memria como Ryohgi Shiki, eu s reconheo essa memria como sendo de algum. Mesmo no existindo dvidas de que eu sou Ryohgi Shiki. Os dois anos de vazio reduziram Ryohgi Shiki nada. No de acordo com a sociedade, mas isso fez com que as coisas que estejam dentro de mim se reduzissem a nada. Minha memria e a personalidade que eu deveria ter...a conexo foi totalmente destruda. Com isso em mente, a minha memria se tornou nada a no ser uma imagem. Mas por causa dessa imagem, eu sou capaz de agir do jeito que eu era. Eu posso me comunicar com as pessoas que eu conhecia e com meus pais sendo Ryohgi Shiki que eles conheciam. Mas sem ter nenhum real sentimento. Para ser honesto, isso me perturbar tanto que eu quase no aguento a dor. ... apenas cpia. Eu no estou vivendo. Assim como um recm-nascido. Eu no sei de nada e nunca experimentei nada. Mas a memria dos ltimos dezoito anos me transformaram em um ser humano completo. Eu j tenho as emoes que as pessoas experimentam atravs de eventos na minha memria. Mas eu nunca os experimentei. Mas mesmo que eu quisesse experimenta-los, eu j sei sobre eles. No existe prazer ou sentimento em estar vivo. ...Assim como no ficar surpreso com uma mgica que voc j conhece o truque. E assim, eu continua a agir como eu fazia mas sem me sentir vivo. A razo simples. Se eu continuar assim, eu talvez possa voltar a ser quem eu era. Se eu continuar a agir assim, eu talvez possa entender a razo pelas quais eu dou essas caminhadas a noite. ...Ah, j sei. Ento talvez voc possa dizer que eu estou apaixonado pelo antigo eu. /3 Ao olhar pra cima depois de notar que eu andei bastante, eu descubro que eu estou em outro distrito comercial. Prdios do mesmo tamanho esto lado-a-lado pela rua de um jeito bem similar. A superfcie dos prdios est coberta por janelas de vidro, e eles esto apenas refletindo o luar agora. Na escurido, um grande espelho criado pelos prdios que esto refletindo uns aos outros indescritivelmente. Hoje uma noite calma. Um grupo de prdios na rua principal como um mundo de sombras que os monstros ficam de tocaia. Mais ao fundo, tem uma sombra maior que as ouras. Aquele prdio gigantesco parecia mais uma torre tentando alcanar a lua. O nome da torre Fujiyoh. No tem luzes acessas nos apartamentos do prdio chamado Fujiyoh Os moradores esto provavelmente todos dormindo. Provavelmente porque j so quase duas da manh. Nesse momento, uma sombra estranha capta a minha viso. Eu noto uma silhueta voando e de forma humana . No figura de linguagem, mas uma garota realmente voando. No tem vento. O frio no ar anormal para o vero. Eu sinto o osso na minha nuca estalar por causa do frio. claro, s uma iluso.  Entendo. Ento voc est aqui hoje tambm. Eu no gosto, mas eu no posso evitar o que eu vejo. E do nada, a garota da qual eu estava falando est voando como se ela estivesse deitada na lua. Parte 2 A imagem de um louva-a-deus. Voando ocupado. Uma borboleta veio segui-lo, mas a minha velocidade no diminui. A borboleta eventualmente no consegue acompanhar e cai como se quisesse sair de cena. Cai fazendo um arco. Caindo como se fosse fosse uma cobra olhando para um lrio. A imagem bem triste. Mesmo que ns no possamos ir juntos, eu deveria ter ficado junto mais um pouco. Mas impossvel. Porque eu no tenho meus ps no cho, eu no tenho nem mesmo a liberdade de me levantar ou parar. *** J que eu podia ouvir algum falar, eu decido me levantar. ...Minhas plpebras esto bem pesadas. Isso prova que eu ainda preciso de mais duas horas de sono. Enquanto eu penso que estou forando ao tentar acordar nesse estado, minha vontade venceu o meu sono. ...Srio, eu fico surpreso de como eu sou simples. Eu acho que terminei de escrever os meus planos depois de trabalhar neles a noite inteira, e fui dormir no aposento da Tohko-san. Quando eu me levanto do sof, eu estou realmente no escritrio. Na luz de vero, Shiki e Tohko-san parecem estar falando alguma coisa. Shiki est debruando na parede, e Tohko-san est sentada em uma cadeira com as pernas cruzadas.  Bom dia, Kokutoh O olhar de Tohko-san que mais parece uma encarada norma. ...Notando que ela est sem culos, eu acho que ela estava falando com Shiki sobre  aquelas coisas. E s para ressaltar, ela est vestida normalmente como sempre. Com seu cabelo curto e mostrando o pescoo, Tohko-san parece uma secretria. Mas j que a sua encarada assustadora, eu aposto que ela nunca conseguiria essa posio. As calas negras e a aparente blusa branca ficam bem nela.  Desculpa, eu acho que cochilei. Eu tento usar uma desculpa.  No explique o bvio, eu posso ver isso. Cortando o assunto, ela coloca o cigarro na boca.  J que est acordado, v fazer algo para beber. Deve ser uma boa reabilitao. Acho que ela quer dizer recomposio quando diz reabilitao. Eu no sei porque ela diz isso para mim, mas j que Tohko-san sempre assim, eu decido no questiona-l.  Voc quer alguma coisa Shiki?  Eu estou bem. Eu estou indo para cama logo. Falando a verdade, parece que Shiki realmente precisa dormir. Talvez ela tenha dado uma longa caminhada ontem noite depois que eu sai. /2 Ao lado do quarto da Tohko-san e do escritrio tem um lugar que parece uma cozinha. Talvez tenha sido um laboratrio ou algo assim antes, mas a pia tem trs bicas em sequencia. Duas das quais tem arames de metal enrolado e no podem ser usadas. O por que disso eu no sei. Mas se voc observar, vai parecer um pouco como quando boxeadores querem perder peso. Mas voc no se sente bem j que voc comea a se sentir violento. Bem. Eu ligo a mquina de caf para fazer caf para ns dois. Eu fao isso to bem. EU j sou um mestre em fazer caf. Mas eu no estou trabalhando aqui para fazer ch ou caf... J faz meio ano que eu estou empregado aqui. No, a palavra empregado no correta. J que esse local no um local de trabalho em funcionamento. Eu venho aqui assim mesmo, provavelmente porque eu me apaixonei pelo trabalho daquela pessoa. Depois que Shiki parou no tempo com dezessete anos, eu me formei no segundo grau e entrei na faculdade sem nenhum propsito. Foi uma promessa que eu fiz com Shiki de entrar naquela faculdade. Mesmo que Shiki tivesse pouca chance de se recuperar, eu queria manter aquela promessa. Mas depois disso eu no tinha mais nada. Depois que eu me tornei um universitrio, eu apenas observava os dias. Enquanto eu estava vivendo sem sentindo, eu fui a uma exibio que eu fui convidado, e acabei encontrando uma boneca. Era uma boneca to delicada, que parecia estar no limite das capacidades humanas. Parecia um humano congelado, ainda assim expressava que era somente algo com forma humana que nunca iria se mover. Mas era to bonito... um humano que ir se mover a qualquer segundo. Mas uma boneca que no tem nenhuma vida para comear. Um lugar aonde apenas as coisas com vida podem chegar, e ainda assim um lugar onde nenhum humano pode alcanar... Eu me apaixonei por aquela ambivalncia. Provavelmente porque tudo na sua existncia era igual Shiki antigamente. Era desconhecido de onde a boneca vinha. O panfleto no mostrava nem mesmo sua existncia. Quando eu desesperadamente procurei pela fonte, eu descobri que havia sido feita por uma voluntria e a criadora tinha um estranho rumor naquela indstria. A criadora, de nome Aozaki Tohko, uma ermit para simplificar. Eu acho que o seu real trabalho de criadora de bonecas, mas parece que ela projeta prdios tambm. Ela faz tudo que envolva criar algo, mas ela nunca aceita nenhum pedido. Ela sempre vai para algum e mostra o que ela ir criar, e comea a fazer assim que recebe o pagamento adiantado. Ela deve ser um gnio, ou s uma maluca. Eu fiquei cada vez mais curioso e eu sabia que no devia, mas eu descobri o endereo dessa maluca (eu posso confirmar isso agora com confiana!) Era longe da cidade e era um endereo ambguo nem no distrito residencial ou no distrito industrial. No era nem uma casa. Era um prdio abandonado. E no era um prdio abandonado normal. Era realmente abandonado j que sua construo comeou a alguns anos atrs quando a economia era boa e a construo parou na metade quando a economia ficou ruim. A sua forma de prdio est l, mas o interior totalmente inacabado j que as paredes e o cho esto completamente nus. Parece que tinham uns seis andares para serem terminados, mas no tem nada depois do quarto andar. Agora mais eficiente comear a construo do topo, mas eu acho que ainda estavam usando os antigos mtodos de construo. J que a construo parou no caminho, o inacabado quinto andar como se fosse a cobertura. Mesmo o prdio estando cercado por um grande muro de concreto, fcil de entrar. um milagre que crianas no tenham feito sua base secreta aqui. Mas de qualquer forma, eu acho que Aozaki Tohko comprou esse prdio abandonado. O quarto que parece uma cozinha no quarto andar. O segundo e terceiro andar como se fossem o local de trabalho da Tohko-san, ento ns normalmente conversamos no quarto andar. ...Vamos voltar ao tpico. Depois disso, eu conheci Tohko-san e acabei trabalhando aqui e saindo da faculdade que eu tinha acabado de entrar. Incrivelmente, eu sou pago. Como Tohko-san diz, existem dois tipos de pessoa com um de dois atributos. Aquele que faz e aquele que busca, o que usa e o que destri. Ela me disse honestamente que eu no tinha esperana de ser o que faz, mas ainda assim me contratou. Ela disse que eu tinha a habilidade de ser o que busca ou algo assim.  Voc devagar, Kokutoh Eu ouo ela do outro aposento. Eu reparo que ento a mquina de caf est cheia com o lquido preto. /3  Eu acho que com o de ontem so oito. As pessoas devem comear a notar as similaridades agora. Depois de tragar seu cigarro, Tohko-san disse isso abruptamente. Ela deve estar falando dos recentes e repetidos suicdios de garotas colegiais no qual elas pulam do alto dos prdios. Eu acho j que no tem mais nada que ela queira falar sobre, j que nesse vero no teve problema de falta dgua.  H? No eram seis?  Tiveram mais enquanto voc estava vagabundando. Comeou em Junho, e a mdia de trs por ms. Ento talvez tenha mais um nos prximos trs dias. Tohko-san diz algo horrvel. Olhando para o calendrio, Agosto ir terminar em trs dias. ...Daqui a trs dias...? Algo sobre isso capta a minha ateno, mas logo some.  Mas eu ouvi que todos eles no esto relacionados. As garotas que cometeram suicdios so supostamente de escolas diferentes sem ligao umas com as outras. Bem, talvez seja a polcia que esteja escondendo algo.  Voc no confiando nas pessoas? Isso raro. Tohko-san ri. ... Sem seus culos, ela pode ser infinitamente m.  Mas nada foi para a televiso. Seis, no, oito pessoas. Se teve isso tudo, pelo menos uma devia ter deixado um testamento. Mas se a polcia no disse nada, eles esto escondendo algo.  Eu estou dizendo que essa a relao. Ou melhor, a conexo. Das oito, mais da metade so vistas pulando sozinhas pelas testemunhas, mas eles no conseguem achar nada errado com a vida pessoal delas. Elas no estavam drogadas ou em alguma religio bizarra. definitivamente um suicdio onde elas no se sentiam bem consigo mesmas e se mataram. provavelmente por isso que os policiais no esto se interessando.  Voc est dizendo que no havia testamento para comear? Depois de eu falar meio sem convico, Tohko-san confirma com a cabea mas diz que ela no pode ter certeza. Mas como isso possvel? Tem alguma inconsistncia em algum lugar. Eu penso enquanto tomo a xcara de caf e provo o gosto do lquido dentro. Por qu no haveria testamento? Se no tem testamento, as pessoas geralmente no se matam. Um testamento uma ligao com o mundo real. Quando a pessoa no quer morrer e forada a morrer, o testamento o que eles deixam para trs com a razo da sua morte. Um suicdio sem testamento... Se no precisa escrever um testamento significa que elas no tem nada para deixar para esse mundo, e estou desejando sumir sem deixar rastros. Esse seria o suicdio perfeito. Eu acho que o suicdio perfeito seria um sem testamento e que nem o corpo fosse encontrado. Mas cometer suicdio pulando de um prdio no o suicdio perfeito. Morrer dessa maneira para chamar a ateno das pessoas parece ser o testamento em si. Ento o qu? Talvez por outra razo...algum roubou o testamento? No, seno no seria suicdio. Ento o qu? S existe uma resposta lgica que eu posso pensar. Talvez eles sejam realmente sem querer. As garotas no tinham inteno de morrer para comear. Ento no teria razo para escrever um testamento. como se envolver em um acidente inesperado enquanto d uma volta. Assim como Shiki disse ontem noite. ... Mas eu no consigo imaginar uma razo para elas pularem de um prdio quando elas apenas esto dando uma volta.  Os suicdios pararam no oito. No vai ter mais nenhum por um tempo. Shiki entra na conversa como se para interromper todos os meus pensamentos. Mesmo que Shiki parea no ligar para esse assunto.  Voc tem certeza? Eu tinha que perguntar. Shiki confirma enquanto olha para o horizonte.  Eu fui e dei uma olhada. Eram oito que estavam voando. Os traos bem definidos dos lbios deixam sair essas palavras.  Ah, ento tinha isso tudo naquele prdio? Voc sabia desde o incio quantos eram, Shiki?  Sim, eu acabei com elas, mas eu acho que aquelas garotas iro ficar aqui por um tempo. Mesmo que eu no goste da idia. ...Ei Tohko. Todas as pessoas terminam daquele jeito quando elas conseguem voar um pouco?  Eu no sei. Eu no posso ter certeza j que todo mundo diferente, mas no passado, aqueles que tentaram voar somente com a fora humana, nenhum teve sucesso. A palavra voar e cair esto ligadas. Mas quanto mais voc quer voar, mais voc esquece disso. E como resultado, voc tenta alcanar os cus mesmo depois de cair. No cair no cho, mas como se estivesse caindo em direo ao cu. Shiki sorri ao ouvir a resposta de Tohko-san. Shiki descontente... mas com o que?  Desculpa, mas eu no estou entendendo a conversa.  Hmm? Ns estamos falando do fantasma do prdio Fujiyoh. Apesar de eu no saber ao certo se uma imagem ou algo real a menos que eu d uma olhada. EU estava pensando em ir dar uma olhada se tivesse tempo, mas se Shiki acabou com ele, no tem como ir ver. ...Entendo. Como eu suspeitava, estavam falando sobre  aquelas coisas. Quando Shiki e Tohko-san sem seus culos conversam juntos, o assunto geralmente sobre ocultismo.  Voc ouviu a histria que Shiki viu a garota voando no prdio Fujiyoh, certo? Aquela histria tem mais coisa, parece que tem uma figura de um humano voando ao redor daquelas garotas. Ns estvamos falando que elas no saem do prdio Fujiyoh, talvez aquele lugar seja como uma teia ou algo assim. Eu estou assustado sobre como essa conversa ficou complicada e esquisita. Como se Tohko-san notasse a minha confuso, ela resume a coisa toda.  Em outras palavras, tem um ser humano flutuando no prdio Fujiyoh e em volta dele esto as garotas que morreram de suicdio. As garotas so provavelmente fantasmas. E basicamente isso. Eu aceno confirmando. Eu entendo a histria mas parece que eu estou escutando ela incessantemente. Do jeito que Shiki falou, parece que um dos tais fantasmas foi eliminado. Faz dois meses que eu deixo esses dois se encontrarem. Eu estou comeando a ficar de fora quando o assunto esse. Como um ser humano normal diferente desses dois, eu gostaria de ficar longe dessas histrias. Mas j que eu no quero ser ignorado, eu acho que essa posio neutra de agora perfeita. Eu acho que as pessoas chamam isso de h males que vm para o bem. Parte 3 /4  Toda a histria parece mais um romance ruim. Tohko-san concorda. Shika fica com mais raiva e me encara. Eu fiz algo para deixar Shiki com raiva?  H? Mas Shiki viu os fantasmas l no incio de Julho, certo? Ento s tinham quatro fantasmas naquela poca? Eu digo o bvio s pra confirmar, mas Shiki diz que no.  Oito. Existiam oito no comeo. Assim como eu te disse, no ter mais nenhum depois dos oito. No caso deles, a ordem no sentido oposto.  Voc est dizendo que viu oito fantasmas desde o incio? Como aquela garota que v o futuro?  Nem pensar. Eu sou normal. s que o ar l anormal. Vamos ver... esquisito como gua quente e gua fria uma do lado da outra. Tohko-san completa as palavras ambguas de Shiki.  Em outras palavras, o tempo l no est funcionando como devia. No que s exista uma maneira do tempo avanar. O tempo que uma coisa demora para apodrecer injustamente diferente para tudo. Ento o tempo que um ser humano e a sua memria demoram para sumir diferente. Quando algum morre, a memria daquela pessoa desaparece? No, certo? Enquanto existirem observadores (aqueles que lembram), nada desaparece instantaneamente. Eles apenas somem lentamente. As memrias das pessoas...no, os arquivos, se o observador fosse o ambiente ao redor daquela pessoa, pessoas especiais como aquelas garotas iro permanecer e andar pela cidade como uma iluso mesmo depois de terem morrido. Isso parte de um fenmeno chamado fantasmas. Os nicos que vem essas iluses so os que compartilham memrias com esses fantasmas, geralmente os pais ou amigos. No entanto Shiki uma exceo. Existem aqueles tipos de  passagem do tempo de arquivos , mas no topo daquele prdio, ele realmente lento. As memrias das garotas de quando elas eram vivas ainda no caiu em si. Como resultado, as memrias ainda esto vivas. O que se pode ver l so as aes e a realidade daquelas garotas no qual o tempo est passando bem devagar. Ento, Tohko-san acende outro cigarro. Ento ela est dizendo que quando algo se vai, enquanto eu me lembrar, no quer dizer que a coisa desapareceu, mas eu lembrando significa que est viva, se est viva, ela pode ser vista? Isso igual a alucinao. ...No, Tohko-san provavelmente usou a palavra  iluso j que para definir algo que no real.  Eu no ligo para todas essas explicaes. No tem perigo nisso. O problema ela. Eu sei que eu acabei com ela, mas se tem um corpo primrio em algum lugar, ns iremos s repetir o processo novamente. Eu estou exausto de ser o guarda-costas de Mikiya.  Eu me sinto do mesmo jeito. Eu vou cuidar de Fujoh Kirie. Voc pode levar o Kokutoh para casa. Tem mais umas cinco horas at ele ir para o trabalho. Se voc quer dormir, voc pode usar o local ali. O lugar que Tohko-san aponta um lugar que no foi limpo por um ano e parecia mais o interior de um forno. Lgico, Shiki ignora ela.  Ento, o que foi isso? Shiki olha para Tohko-san. A maga com o cigarro na boca pensa um pouco e anda em direo a janela.. De l, ela olha para fora. No tem luz nesse aposento. Ns s temos a luz que vem de fora, e difcil dizer se manh ou tarde daqui. Em contraste, a vista de for a da janela nota-se que meio-dia. Voc poderia quase ver o sol queimando no topo do cu. Tohko-san olha para a paisagem de vero por um tempo.  Antes, voc poderia classifica-la como voadora. A fumaa que ela exala se mistura com a luz branca do sol. Eu olho para as costas dela enquanto ela olha para fora... ela quase uma miragem com todo esse branco.  Kokutoh, o que voc acha que uma viso de um local alto te lembra? A sbita pergunta me traz de volta a realidade. Eu nunca estive em lugares altos desde que eu fui a Torre de Tquio quando era criana. E eu no lembro muito bem daquela poca. Eu tentei achar ento algum lugar de onde eu morava, mas no consegui achar.  Pequeno talvez?  Essa uma pssima lembrana, Kokutoh. Uma resposta fria me atinge. Bem, eu estava um pouco em dvida sobre as minhas lembranas tambm. Eu me recomponho e tento pensar em outra coisa.  Vejamos. Eu no me lembro de muita coisa, mas eu acho que bonito. Uma vista de um local alto impressionante. Talvez porque a resposta tenha vinda do corao, Tohko-san concorda com a cabea. E ainda olhando l para for a, Tohko-san continua a falar.  A vista que voc v incrvel. At mesmo uma chata fica bonita. Mas esse no o impulso que voc sente quando olha para o mundo no qual voc vive. A vista impressionante apenas lhe d um impulso... Aps dizer a palavra  impulso , Tohko-san interrompe a sentena. Impulso no algo que voc sente com seus sentimentos, mas algo que ataca voc de for a. Mesmo que o que est sendo atacado no queria. Algo como a violncia que ataca sem avisar, isso que chamamos de impulso. Ento o que a violncia que trazida por algo que voc no nota?  Aquilo est  longe . Uma viso grandiosa cria uma clara separao entre voc e o mundo. Pessoas se sentem seguras apenas quando tem algo perto. Mesmo que algum tenha o mapa mais detalhado e saiba exatamente onde est, isso somente informao, certo? Para ns, o mundo algo que somente ns podemos sentir. Os limites entre cidades, pases, e o mundo, somente algo que nosso crebro reconhece e ns no podemos sentir isso a menos que ns fossemos quele lugar. E na verdade, no tem nada de errado com essa maneira de reconhecer. Mas se a viso grande demais, a discrepncia ocorre. A rea de 10m ao seu redor que voc pode sentir e a rea de 10km que voc est olhando. Ambas so o mundo que voc vive, mas voc sente a primeira mais real. Entende? J existe uma inconsistncia. O correto voc reconhecer o extenso mundo que voc v como o mundo que voc vive doque aquele pequeno espao ao seu redor. Mas no importa o quanto voc tente, voc no consegue sentir que est vivendo nesse mundo enorme. O motivo, que voc sente real algo que est prximo de voc. Por causa do seu conhecimento e da sua experincia, seus sentimentos comeam a brigar e eventualmente, um ir perder e a confuso ir comear. ... como a cidade pequena daqui. Eu no posso nem imaginar que a minha casa era ali. O parque tinha aquela forma? Eu nem sabia que ele estava ali. Essa como uma cidade que eu no sei nada. Parece que eu vim de um lugar bem afastado. ... Uma maior perspectiva trs esses tipos de pensamentos. Mesmo que a pessoa ainda esteja pisando em uma parte da cidade que ela mora... Um lugar alto est longe. Essa a verdade real. Mas Tohko-san est querendo dizer sobre o aspecto mental. Dois lugares distantes horizontal e verticalmente. A nica diferena entre os dois que voc pode ou no olhar para baixo.  Ento voc quer dizer que no bom manter a viso de um lugar algo?  Se voc voltar muito. Nos tempos antigos, o cu era considerado outro mundo. Voar significava ir para o outro mundo. E voc ir ser dragado por outro desejo se voc no se proteger com tecnologia (metal). Assim como parece, voc fica maluco. Bem, se voc tiver a proteo certa ao seu ponto de vista, voc no ser muito afetado. No ser um problema se voc tiver um lugar firma para ficar de p. Voc ir voltar ao normal quando por os ps no cho. ... Agora que ela disse, quando eu estava olhando para baixo da cobertura do colgio uma vez, eu subitamente me perguntei o que aconteceria se eu pulasse. Claro, era s uma piada. Eu no tinha nenhuma inteno, mas porque eu tive aquele pensamento mesmo sabendo que iria levar a morte? Tohko-san diz que existem diferenas individuais, mas eu acho que normal as pessoas se imaginarem caindo de lugares altos.  Isso significa que a sua mente fica insana s por um instante? Tohko-san ri quando eu acabo falando o que estava pensando.  Todos sonham sobre o taboo, Kokutoh. Humanos tem a grande habilidade de sentir prazer imaginando coisas que eles no podem fazer. Mas... sim, quase isso. O importante que o pensamento s vem em um lugar especfico  naquele lugar especfico. Bem, eu acho que bem bvio. Mas no seu caso, eu acho que a sua mente no est insana, mas sim dormente.  Tohko, voc j falou demais. Shiki interrompe como se dissesse que no aguenta mais. Pensando bem, ns talvez tenhamos sado do tpico principal.  No foi demais de maneira alguma. Se voc pensar em termos de construo de um tpico, ns s estamos na segunda parte.  Eu s quero ouvir o fim. Eu no quero ouvir vocs falarem.  Shiki... Ela m, mas eu acho que tambm tem razo. Shiki continua a reclamar, me ignorando.  E, voc disse que tem problemas com vises de locais altos. Ento o que uma vista normal? Mesmo enquanto falamos, ns temos uma vista mais alta que a do cho. Em contraste com a atitude de Shiki tentando achar falhas, eu penso que o argumento tem razo.  Os olhos de uma pessoa certamente esto em um nvel mais alto do que o do solo. Ento isso significa que nossa viso de certa forma est observando o mundo. Tohko-san concorda com as palavras de Shiki. Eu acho que ela ir dar a sua concluso agora.  Mas o cho que voc pensa que plano na verdade um pouco angulado. Mas mesmo incluindo isso, voc nunca diz que a nossa viso est deixando de observar algo. A viso no algo que seus olhos vem, mas uma imagem que seu crebro compreende. Nossa viso protegida pelo senso comum, para que ns nunca achemos que nossa altura alta, e ainda por cima, considerada normal. No a noo de que alta. Mas por outro lado, todos esto vivendo com uma viso que est ignorando. No uma viso fsica, mas eu quero dizer a viso mental. Todos so diferentes, mas uma mente mais elevada ir tentar ir mais alto. Mas ainda assim, nunca ir sair do lugar. Humanos so feitos para viver em algum lugar, e eles podem apenas sobreviver em um lugar. Humanos no podem ter as vises dos Deuses. Quando voc cruza uma certa linha, voc se torna um monstro. Hypnos (iluso) se torna Thanatos (morte verdadeira). Enquanto ela prpria diz, Tohko-san est ignorando o mundo. Ela est olhando para seus ps no cho, o que eu pensava ser uma coisa muito importante. E ento, eu lembrei de um sonho que eu estava assistindo. A borboleta caiu no fim. Talvez ela pudesse ter voado mais graciosamente se ela no tivesse tentado me seguir. Sim, se ela planasse um pouco, talvez ela pudesse ter voado mais um pouco. Mas j que a borboleta sabia sobre voou, ela no aguentava a leveza do seu corpo planador. For por isso que ela voou, desistindo de planar. Depois de tanto pensar, eu me pergunto se eu era to potico. Tohko-san, perto da janela, joga seu cigarro fora.  O brilho do prdio Fujiyoh talvez seja o mundo que ela esteja vendo. Eu posso imaginar que a diferena no ar que Shiki sentiu foi a diferena entre o nosso mundo e o outro mundo. Essa descontinuidade algo que somente a mente humana pode notar. Quando Tohko-san termina a conversa, Shiki parece finalmente relaxar. Shiki solta um suspiro e olha ao redor.  Descontinuidade, ? Eu me pergunto qual lado era acolhedor e qual lado era frio para ela. Em contraste com sua voz sria, Shiki parece no se importar. Tohko-san tambm parece que no se importa.  claro, o oposto do seu. Ela finalmente respondeu. Parte 4 ... Eu sinto um arrepio na espinha. O frio que est me fazendo tremer vem de dentro ou de for a do meu corpo? Deixando de lado o que no pode ser distinguido, Shiki continua a andar. No a sinais de pessoas no prdio Fujiyoh. So duas da manh. S a luz branca ilumina o corredor do apartamento. As paredes cor de creme esto mais brancas por causa da luz e eu podia ver o fim do corredor. A luz artificial que some com a escurido parece to artificial que um tanto assustadora. Passando o carto de leitura na entrada, eu entro no elevador. Est vazio. No fundo do elevador tem um espelho, para que as pessoas de dentro possam se ver. Dentro do espelho tem uma pessoa usando uma jaqueta de couro preta sobre um quimono azul claro, com olhos cansados. Esses olhos parecem que no se importam com nada. Shiki olha para a pessoa no espelho, e aperta o boto que diz  C . Com um pequeno barulho, o mundo ao redor de Shiki sobe. A caixa operada por eletricidade ir alcanar o ltimo andar em questo de segundos. um lugar fechado por enquanto. Nada que esteja acontecendo do lado de for a agora problema de Shiki, e impossvel se importar com o lado de fora. Aquele sentimento escoa na suposta mente vazia. Essa pequena caixa o nico mundo que eu devo sentir agora. A porta abre sem nenhum som. O que se encontra do lado de for a um mundo totalmente diferente, um mundo de escurido. Aps sair do lugar que s contm a porta dando para a cobertura, o elevador deixa Shiki e volta para o primeiro andar. No tem luzes, e em volta completamente escuro. Atravessando a pequena sala, Shiki abre a porta para a cobertura. ... A escurido completa se torna inexistente. A viso se enche com a vista da cidade. A cobertura do prdio Fujiyoh plana. O cho feito de concreto, e tem uma cerca que cerca toda a cobertura. S tem a caixa dgua acima de onde Shiki estava, e no a mais nada em particular. A cobertura em sim bem simples. Mas a vista dela que de outro mundo. A vista da cidade a noite desse prdio pelo menos dez andares maior do que os outros prdios, parece mais solitrio do que bonito. Parece que voc est em uma escada alta olhando para o mundo abaixo de voc. A escurido, olhando para baixo parece um oceano escuro e certamente bonito. As luzes aqui e ali parecem mais peixes da profundeza. Se a minha viso agora a do mundo, ento o mundo agora est dormindo. Provavelmente para sempre, mas infelizmente isso temporrio. O silncio aperta meu corao mais do que o frio, e bem doloroso... O frio aqui em cima maior do que o frio l debaixo. Se a cidade est no fundo do mar, ento o cu pura escurido. Na escurido, as estrelas brilham como jias. A lua um buraco. Parece somente um grande buraco no pano preto que chamado de noite. Ento aquela coisa realmente no um espelho do sol, mas sim a vista do outro lado... Foi isso que eu ouvi na casa dos Ryohgi. De acordo com eles, a lua o portal para o outro mundo. A lua de tempos antigos era carregada de magia, mulheres, e morte. E com a lua o iluminando, uma forma humana est brilhando... ... Com outro garotas flutuando ao redor. Parte 5 *** A figura branca no cu noturno de uma mulher. Ela veste uma roupa branca chique que algum pode confundir com um vestido, e tem um longo, cabelo negro que chegam a sua cintura. Seus braos e pernas so longos, o que fazem essa mulher ainda mais bonita. Seus pequenos e frios olhos castanhos so lindos. Eu imagino que ela esteja nos seus vinte anos. Mas eu acho difcil que voc possa estimar a idade em um fantasma. Mas a mulher branca no abstrata como um fantasma. Ela est realmente ali. Se voc quiser fantasmas, as garotas que esto flutuando ao redor dela so o que procura. As garotas voando despreocupadamente parecem mais estar nadando do que voando. At suas silhuetas so abstratas, j que elas ficam transparentes de tempos em tempos. O que est acima de Shiki agora a mulher branca e as garotas flutuando ao redor da mulher como se estivessem protegendo-na. A viso horripilante. No, mais como...  Hmpf, isso verdadeiramente demonaco. Shiki sorri. A beleza dessa mulher j no humana. Seu cabelo negro especialmente bonito, e cada fio parece seda. Se o vento fosse forte, a imagem dela com o cabelo ao vento seria uma beleza descomunal.  Ento eu terei que matar voc Talvez ela tenha ouvido o murmrio de Shiki, j que a mulher olha para baixo. A mulher est quatro metros acima da cobertura que j tem mais de quarenta metros. Os olhares da mulher e de Shiki se encontram. No so necessrias palavras, nem uma linguagem para se comunicarem. Shiki pe a mo dentro da jaqueta e retira uma faca. A arma mais uma espada do que uma faca, com uma lmina de mais ou menos dezoito centmetros. A mente de Shiki se enche de desejo assassino olhando para cima. A figura branca se altera. Seu brao flutua e um dedo fino aponta para Shiki. Aquele fino, frgil brao no faz Shiki se lembrar do branco.  ... Parece um osso, ou um lrio Na noite sem vento, a voz ficou no ar por um longo tempo. *** A vontade posta na ponta do dedo o desejo de matar. O dedo branco aponta para Shiki. A cabea de Shiki balana. Seu corpo frgil d um passo para recobrar o equilbrio. Mas s uma vez.  ...... A mulher acima hesita um pouco depois. A sugesto de que  voc pode voar no est funcionando com aquela pessoa. O poder dela d a impresso de que  eles estavam voando , e mais uma lavagem cerebral do que uma sugesto. No tem como lugar, e como resultado, voc acaba tentando voar, ou foge de medo de tentar voar. Mas Shiki conseguiu ficar de p sem se abalar.  ...... A mulher imagina se o contato foi muito fraco, e decide usar sua sugesto novamente. Mas dessa vez, forte. No uma impresso fraca como  voc pode voar , mas ela ordena  voc tem que voar . Mas diante disso, Shiki treme. Um em cada perna, um nas costas, e um no ponto do lado esquerdo do peito. O local de corte chamado morte pode ser visto. Aquele no peito dela seria um bom lugar. Ali seria a morte imediata. Mesmo que aquela mulher seja s uma imagem, eu poderia matar at Deus se ele estivesse vivo. Shiki ergue sua faca com uma mo. Ela est segurando a faca para trs, Shiki olha para seu inimigo no cu. Ento, o impulso ataca Shiki novamente. ... Eu posso voar. Eu posso voar. Eu gostava do cu de antes. Eu estava voando ontem tambm. Eu poderia voar mais alto hoje. Livre. Em paz. Rindo. Rpido, eu tenho que ir... Onde? Para o cu? Livre? ...Isso... Fuga da realidade. Paixo pelo cu. Reao gravidade. No sentir o cho. Voar atravs do inconsciente. Vamos, vamos, vamos, vamos, vamos, vamos... AGORA!  Voc s pode estar brincando. Dizendo isso, Shiki ergue sua mo esquerda. A sugesto no funciona mais. Shiki nem ao menos treme.  Eu no tenho esse tipo de admirao pelo cu. Eu no me sinto vivo, e por isso eu no sinto a dor de viver. Para ser sincero, eu no dou a mnima para voc. ... Um murmrio mais como um cantarolar. Shiki no sente nenhuma reteno, felicidade ou tristeza da vida. por isso que Shiki no fica atrado pela liberao da dor.  Mas eu no quero que voc fique com ele. Eu peguei ele primeiro, ento eu estou pegando de volta. A mo esquerda de Shiki agarra o ar e puxa de volta. Enquanto a mo esquerda puxada, a mulher e as garotas so puxadas contra Shiki. Como peixes sendo puxados pela rede.  ......!! A expresso da mulher muda. Ela coloca mais fora em sua vontade e joga contra Shiki. Se ela pudesse se comunicar com Shiki, ela teria gritado.  Caia Ignorando a maldio, Shiki responde em um tom assustador.  Desa. A faca atravessa o peito da mulher caindo. Fcil como perfurar uma fruta, e to afiado que at o que foi perfurado fica admirado. No tem sangue. A mulher no conseguia se mover do choque da faca atravessando ela, e treme somente uma vez. Shiki joga o corpo casualmente, atravs da cerca na cidade noturna. O corpo da mulher cai da beirada e no faz nenhum som. O cabelo dela no balana durante a cada, e desaparece na noite com seu robe branco sendo carregado pelo vento. Era como uma flor branca afundando no oceano. E ento, Shiki deixa a cobertura. Acima, as garotas flutuando continuam l... /4 Eu acordo tendo uma faca enfiada em meu peito. Era um impacto tremendo. Aquela pessoa tem de ser muito forte para perfurar o peito de algum to facilmente. Mas no era uma fora violenta. No continha nada desnecessrio, e foi entre os ossos e msculos como se no fossem nada. Que senso de unio! O sentimento de morte que corre pelo meu corpo. O som do meu corao sendo atravessado e arrancado. Mais do que a dor, o sentimento foi o que me doeu mais. Porque aquele sentimento foi de medo e prazer incomparveis com mais nada. O calafrio correndo pela minha espinha me deixa zonza, e meu corpo est tremendo. Ali existem desconforto, solido, e o desejo de viver, e eu chorei sem soltar um som. No porque tinha medo ou dor. Mas porque o sentimento de morte que eu nunca havia sentido estava l...at para mim, que toda noite deseja estar viva no dia seguinte. Eu nunca poderei fugir desse sentimento. J que eu me apaixonei por esse sentimento... *** Eu ouo a porta abrir. O relgio aponta duas e parece que o sol est brilhando atravs de uma janela fechada. Ainda no hora do exame, ento um visitante talvez. Eu tenho meu prprio quarto no hospital e no tem mais ningum aqui. O que tem aqui a luz do sol, cortinas que nunca balanam com o vento, e essa cama.  Com licena. Voc Fujoh Kirie? Parece que o visitante uma mulher. Me saudando com uma voz rouca, ela chega perto de mim sem se sentar. Parece que ela est me olhando. Seu olhar frio. ... Essa pessoa assustadora. Ela provavelmente me traria destruio. Mas na verdade eu nunca fui feliz por dentro. J que faz muitos anos que eu tive uma visita. Eu no posso mandar ningum embora, mesmo que a visita seja da morte em pessoa.  Voc minha inimiga, certo? A mulher afirma com a cabea. Eu tento me concentrar e de alguma maneira ver a visitante. ... Talvez seja por causa da forte luz do sol, mas eu s consigo ver a sua silhueta. Ela no est vestindo uma jaqueta, mas a sua roupa impecvel faz com que ela parea uma professora e isso me relaxa. Mas a sua gravata laranja bem chamativa junto com sua camisa branca, e eu tenho que retirar alguns pontos por isso.  Voc conhece aquela pessoa, ou voc aquela pessoa?  No, eu sou uma conhecida dos dois, do que atacou voc e do que voc atacou. Ns, voc includa, fizemos contato com as pessoas mais estranhas. Ns somos bem azarados. Dizendo isso, a mulher tira algo de seu bolso e depois coloca novamente.  Eu esqueci que no posso fumar aqui. E pra piorar, parece que seus pulmes so ruins. A fumaa s iria prejudicar. Ela parece arrependida. Eu acho que era um mao de cigarro que ela tinha pego. Mas eu nunca toquei em um antes, mas eu queria ver essa pessoa fumar. Provavelmente... no, certamente iria combinar com ela.  No so s os pulmes que esto ruins? Ento esse o motivo, existem vrios tumores no seu corpo. Comeando com sarcoma, pior no interior. Parece que esse seu cabelo a nica coisa normal. Mas incrvel quanta energia voc ainda tem. Se fosse uma pessoa norma, ela teria morrido antes de ficar assim. ...Quantos anos j se passaram, Fujoh Kirie? Ela provavelmente est perguntando sobre a minha hospitalizao, mas eu no posso responder.  Eu no sei. Eu parei de contar. Porque no tem sentido. Porque eu no vou sair daqui enquanto eu no morrer. A mulher entende e diz  Compreendo. Eu no gosto do seu tom, no contm piedade ou repulsa. A nica coisa que eu ganho de algum piedade, mas essa pessoa no vai me dar nem isso.  O lugar que Shiki cortou est bem? Eu ouvi dizer que Shiki cortou perto do corao, perto da artria principal... Eu presumo que foi na vlvula bicspide. Ela diz uma coisa incrvel com uma voz normal. Eu acabo sorrindo da sua esquisitice.  Que pessoa estranha. Eu no poderia falar com voc assim se meu corao tivesse sido arrancado.  Claro. Isso foi s uma confirmao. Entendi. Ela confirmou com aquela pergunta se eu era a mulher que foi atacada por aquela pessoa eu no saberia se era Ocidental ou Oriental (essa linha no faz o menor sentido o.o).  Mas os efeitos viro com o tempo. Os olhos de Shiki so fortes. Mesmo que aquela tenha sido a sua cpia, a destruio ir lhe alcanar em breve. Eu queria fazer algumas perguntas antes disso... e por isso que eu estou aqui. Cpia... acho que ela quer dizer a outra eu.  Eu nunca vi voc flutuando. Voc pode me dizer o que era aquilo?  Eu no sei tambm. A nica vista que eu posso ver a dessa janela. Mas talvez isso seja ruim. Eu tenho olhado o mundo daqui de cima. As rvores mostrando suas cores nas quatro estaes, pessoas vindo para o hospital em turnos. Eles no podem me ouvir mesmo que eu fale, eu no posso alcana-los no importa o quanto eu estique minhas mos. Eu tenho sofrido todo esse tempo nesse quarto. Eu tenho detestado essa vista por um bom tempo. No isso que voc chamaria de maldio?  Entendo, deve ser o seu sangue Fujoh. Sua linhagem de uma antiga famlia pura. Parece que eles eram especialistas em preces, mas eu vejo que o poder real deles era de amaldioar. O nome Fujoh deve vir da palavra Fujoh (impuro). Linhagem. Minha famlia. Mas isso terminou a alguns anos. Logo que eu foi hospitalizada, meus pais e meu irmo morreram em um acidente. Desde ento, um amigo de meu pai vem pagando as despesas do hospital.  Uma maldio no algo que voc faz inconsciente. O que voc desejou? ... Eu mesma no sei. Ela mesmo no saberia.  ... Alguma vez voc j olhou para o lado de fora por muito tempo? Por muitos anos, at voc ficar inconsciente? Eu odiava, detestava, e temia o mundo l de fora. Eu sempre tinha medo de olhar. Depois de um tempo, meus olhos ficaram estranhos. Eu estava nos cus acima daquele jardim, e estava olhando o mundo abaixo. Era um sentimento como se meus olhos estivessem voando enquanto meu corpo e mente estavam aqui. Mas j que eu no posso sair daqui, tudo o que eu posso fazer ver essa rea daqui.  Voc deve ter posto a vista ao redor daqui no seu crebro. Se for este o caso, voc deve achar que pode v-la de todas as direes. ...Voc comeou a perder a sua viso naquela poca tambm? Eu estou surpresa. Ela sabe que eu estou a beira de perder a minha viso. Eu confirmo.  Isso mesmo. O mundo ficou branco e no fim, no tinha mais nada. No comeo, eu pensei que tudo tinha se tornado escuro mas eu estava errada. Tudo desapareceu, ou pelo menos tudo o que voc pode ver. Mas eu no tinha problemas com isso. Porque meus olhos j estavam voando. Eu s posso ver a vista ao redor do hospital, mas eu no posso sair mesmo. Nada mundo, nada... Ento, eu tusso. Fazia muito tempo que eu no falava tanto, por isso minha garganta est seca.  Entendo. Ento era a sua mente no cu. Mas ento... porqu voc est viva? Se aquele fantasma no prdio Fujiyoh era a sua mente, voc deveria ter sido morta por Shiki. Sim, eu estava me perguntando a mesma coisa. Aquela pessoa... Eu acho que o nome Shiki, mas como foi possvel me cortar? Aquele eu flutuante no pode tocar em nada, mas em retorno, eu no posso ser tocada por nada. Mas aquela pessoa me matou como se eu tivesse um corpo real.  Me responda. A voc no prdio Fujiyoh, era realmente Fujoh Kirie?  A eu no prdio Fujiyoh no sou eu. Eu olhando para o cu e eu no cu. Aquela eu desistiu de mim e foi embora. Eu fui deixada para trs at por mim mesma. A mulher solua. Pela primeira vez, ela mostra suas emoes.  No pode ser que sua personalidade tenha se dividido. Algum que lhe deu o primeiro corpo lhe entrou um segundo. Entendo, voc controlava dois corpos com uma mente. Isso eu nunca tinha visto. Agora que ela diz, talvez tenha sido a caso mesmo. Eu desisti de mim e estava olhando para o mundo. Mas nenhuma de ns conseguia por os ps no cho, e acabou flutuando. J que eu sou rejeitada pelo mundo fora da janela, no tem como eu ir l for a no importa o quanto eu deseje. Ento significa que ns estvamos conectadas.  Isso faz sentido. Mas porque voc no estava feliz somente imaginando o mundo exterior? Eu no consigo pensar numa razo para deixar aquelas garotas carem. Aquelas garotas...? Ah, entendi, aquelas garotas que eu tenho inveja. Elas tiveram azar. Mas eu no fiz nada, porque as garotas caram por vontade prpria.  A voc no prdio Fujiyoh era mais um desejo. Voc usou aquilo, n? Aquelas garotas eram capazes de voar desde o princpio, certo? Mesmo que fosse s uma imagem na mente delas, ou se elas realmente podiam voar. Pessoas voando durante o sono no raro, mas nunca um problema. Por qu? Porque elas s fazem isso durante o sono e elas nunca pensam em voar quando esto acordadas. J que elas esto inconscientes, elas no tem pensamentos impuros quando esto voando. Aquelas garotas eram especiais mesmo naquelas circunstncias. Ns no estamos falando de Peter Pan, mas mais fcil de voar quando se criana. Talvez um ou outro tenha conseguido realmente flutuar, mas a maioria devia ter flutuado somente durante os sonhos. Mas voc fez elas pensarem nisso. Voc deu a impresso de que elas estavam dormindo enquanto estavam acordadas. Como resultado, elas descobriram que podiam voar. Sim, elas podem voar... mas s inconscientemente. Voar s com o poder humano difcil. Eu mesma no posso voar sem uma vassoura. A chance de voar em plena conscincia de trinta porcento. As garotas tentaram voar como de costume, e elas caram exatamente como deveria acontecer. Sim, elas estavam voando ao meu redor. Eu pensei que podiam ser meus amigos. Mas tudo o que elas faziam era flutuar ao meu redor como peixes sem ao menos me notar. Foi rpido depois que eu descobri que elas estavam inconscientes. Eu apenas pensei que elas iriam me notar se elas estivessem consistentes. Esse foi o nico motivo, ento porque...  Voc est com frio? Voc est tremendo. A voz da mulher fria como plstico. Eu me abrao j que os calafrios no vo embora.  Me deixe perguntar mais uma coisa. Por qu voc admirava o cu? Voc detestava o mundo exterior. Provavelmente porque...  No tem fim no cu. Eu pensava que esse seria um mundo que eu no poderia detestar se eu pudesse ir aonde quisesse, se eu pudesse voar at onde eu quisesse. A voz me pergunta se eu achei esse mundo. Meus calafrios no param. Eu tremo como se algum estivesse me sacudindo, e meus olhos esto ficando quentes. Eu confirmo.  ... Toda noite, eu temia se iria conseguir acordar no dia seguinte, eu tinha medo se ia vivar at amanh. Eu sabia que no teria foras de acordar se eu dormisse. Os dias com a corda no pescoo s tinham o medo da morte. Mas por causa disso, eu podia me sentir viva. Eu podia sentir o cheiro da morte todo dia, mas para continuar viva, somente aquele cheiro me dava foras. J que eu no passo de uma casca descartvel, eu posso me sentir viva somente quando estou enfrentando a morte. isso mesmo. por isso que eu gosto mais da morte do que da vida. Voar para qualquer lugar, ir qualquer lugar que eu queira...  Voc pegou o meu garoto de companhia para a morte?  No. Naquela poca, eu no sabia. Eu gostava da vida e queria voar estando viva. Eu teria conseguido com ele.  Voc e Shiki so parecidos. Vocs tem um pouco de esperana naquele que vocs escolheram, Kokutoh. No uma coisa ruim de procurar o sentimento de viver em outra pessoa. Kokutoh. Entendo, ento o tal Shiki veio resgat-lo. Eu acho que meu salvador tambm era minha morte. Mas eu no tenho arrependimento nesse caso.  Aquela pessoa bem infantil. Ele sempre to direto. por isso que ele poderia voar para qualquer lugar se ele quisesse. ... Eu queria que ele me levasse. Meus olhos esto quentes. Eu no entendo, mas eu provavelmente estou chorando. No porque estou triste... Se eu pudesse ir a algum lugar com ele, quanta felicidade isso teria sido. Porque algo que no se tornaria verdade, porque um sonho que no deve se tornar real, por isso que to bonito e me faz chorar. Esse o nico sonho que eu tive nos ltimos anos.  Mas Kokutoh no tem interesse no cu. Quanto mais voc quer o cu, mais longe voc fica, hmm? Que ironia.  Voc est certa. Eu ouvi que os humanos tem muitas coisas que eles no precisam . Eu era s capas de flutuar. Eu no podia voar, e tudo que eu conseguia era permanecer flutuando. A queimao nos meus olhos sumiram. Provavelmente, isso nunca ir acontecer no futuro. O que me controla agora somente esse calafrio dentro de mim.  Desculpa ser chata. Mas essa a ltima pergunta, mas o que voc ir fazer agora? Eu posso curar esse seu machucado que Shiki fez em voc. Sem responder eu balano a minha cabea. Parece que a mulher hesita um pouco.  Entendo... Tem duas maneiras de escapar. Escapar sem propsito, e escapar com um propsito. Voc chama o primeiro de flutuar e o ltimo de voar. Voc que tem que decidir qual deles era o seu outro eu. Mas se voc um baseada em culpa, isso errado. Voc no deve escolher o seu caminho baseada nos pecados que carrega, mas voc deve carregar os seus pecados no caminho que escolher. Ento a mulher se retira. A mulher no me disse seu nome, mas eu sei que no necessrio. ... Ela deveria saber qual seria a minha resposta desde o princpio. J que eu no posso voar, e tudo o que eu pude fazer foi flutuar. J que eu sou fraca, eu no posso fazer o que ela disse. E por isso que eu no posso superar essa tentao. O brilho de luz que eu senti quando meu peito foi perfurado. A incrvel sensao de morte e ento a batida da vida. Eu sempre pensei que no tinha nada, mas ainda existe essa pequena coisa dentro de mim. O que existe a morte. O medo que envia um calafrio pela minha espinha. Eu tenho que sentir a maior morte que eu posso sentir e sentir o prazer da vida. Por tudo na minha que eu ignorei at agora. Mas provavelmente seria impossvel morrer como aquela noite. Eu provavelmente no posso esperar por uma morte definitiva. Aquela morte me atravessou como um raio, como uma agulha, como uma espada. por isso que eu tenho chegar o mais perto disso possvel. Eu no tenho nenhuma idia agora mas ainda tenho alguns dias para pensar. E eu j me decidi no mtodo. Eu acho que no preciso dizer isso, mas eu acho que meu fim deve ser morrendo do alto de algum lugar. Parte 6 /Viso geral O sol se ps e nos deixamos o apartamento abandonado de Tohko-san. O apartamento de Shiki na mesma rea mas o meu est vinte minutos de trem daqui. Shiki deve est realmente sonolenta j que ela est se arrastando. Mas Shiki fica ao meu lado enquanto caminhamos.  Voc acha suicdio correto, Mikiya? Shiki subitamente me pergunta isso. O jeito que ela pergunta um pouco comovente.  Hmm, eu no sei. Digamos que eu pegue esse vrus que ir matar todo mundo em Tokyo se eu ficar vivo. E se nesse caso a minha morte salvasse todo mundo, eu provavelmente me mataria.  O que foi isso? Isso to improvvel que nem serve de base.  Me deixa terminar. Mas eu acho que faria isso porque eu sou fraco. Eu vou me matar porque eu no tenho coragem de continuar vivendo tendo toda Tokyo como inimiga. mais fcil, certo? Coragem por um instante e coragem que para sempre durante a sua vida. Voc sabe qual mais difcil. um argumento extremo, mas eu acho que morrer fugir, no importa qual a sua determinao por trs disso. Mas tem horas que a pessoa acuada quer fugir. Eu no posso negar ou refutar, porque eu sou uma pessoa fraca tambm. Hmm, mas assim parace que eu estou dizendo que est tudo bem algum fazer isso porque eu faria. Sacrifcio prprio nesse caso a coisa certa a fazer, e esse ato seria considerado herico. Mas errado. burrice escolher a morte no importa quo nobre ou certo. No importa o quanto esteja errado ou quo baixo seja, ns temos que continuar vivendo para reparar os nossos erros. Ns temos que viver e aceitar a consequncia dos nossos atos. Isso algo que se precisa de muita coragem. Eu acho que nunca seria capaz de fazer isso e soa muito presunoso, ento eu prefiro no dizer.  ... Bem, de qualquer forma... Eu acho que diferente pra cada pessoa. Eu fico sendo bastante vago e Shiki me olha com dvida.  Mas voc diferente. Shiki diz como se estivesse lendo minha mente. Soa to frio, mas as palavras eram de ternura de alguma maneira. Foi um pouco constrangedor, ento eu continuei a andar em silncio. Ns estamos chegando a rua principal. Sons, luzes fortes, barulho de motores. Ondas de pessoas e milhares de sons que eles fazem. S ns passarmos a loja de departamentos, a estao fica logo em frente. Ento, Shiki para.  Mikiya, voc pode dormir no meu apartamento hoje.  H? Porque, to subitamente? Shiki me puxa dizendo que isso no importa. Realmente mais fcil ficar no apartamento de Shiki j que perto, mas eu no sinto vontade de ir por ser embaraante.  Est tudo bem. Voc no tem nada no seu quarto tambm. Ser chato mesmo que eu v. Ou voc est me dizendo que tem algo para eu fazer l? Eu sei que no tem nada. Eu disse sabendo isso, ento no tem nada que Shiki possa dizer em resposta... ou pelo menos eu penso que sim. Mas Shiki olha para mim como se eu fosse a causa do problema.  Morango.  H?  Dois Haagen Dasz de morango. Ainda esto l desde que voc comprou. Cara, voc precisa terminar com eles.  ... Eu acho que eu comprei aquilo mesmo. Sim eu comprei. Foi algo que eu comprei porque estava to quente enquanto eu caminhava para o apartamento de Shiki. Mas porque eu comprei aquelas coisas? J que quase Setembro... Bem, eu no ligo para coisas triviais. Eu acho que minha nica escolha obedecer Shiki. Mas a palavra obedecer um pouco irritante, ento eu decido argumentar um pouco. Mesmo que seja um desejo do fundo do corao, Shiki nunca ouve meus conselhos.  T certo, eu irei passar a noite. Mas Shiki... Eu digo com a maior cara de pau para Shiki, que fica me olhando.  Voc no deveria falar assim. Voc uma garota, sabia. Quando eu termino de falar, Shiki vira o rosto nervosa. ------------------------------------------------------------- /Viso Geral Aquele dia, eu escolhi pegar a rua principal para ir para casa. Foi num impulso, algo bem raro para eu fazer. Quando eu estava andando entre os prdios que eu vejo todo dia, algum veio caindo. Um som seco que voc normalmente no ouve. Era bvio que aquela pessoa havia morrido depois de cair de um dos prdios. Uma cor rubra se espalha pelo cho. A nica coisa que sobrou foi o cabelo escuro, e as magras, brancas, e frgeis pernas e braos... E o rosto esmagado. A cena estava cercada pelo vero e me lembrou uma flor que foi esmagada por estar entre livros. Eu sabia quem era. Hypnos (Sono) voltou depois de se transformar em Thanatos (realidade). Caminhando ignorando as pessoas que se aglomeram, Azaka me alcana.  Tohko-san. Aquilo foi um suicdio de algum se jogando daquele prdio.  , eu acho, Eu respondo vagamente. Sinceramente, eu no ligava. No importa qual o desejo do suicida, um suicida ir ser tratado como suicida. O seu ltimo desejo pode ser resumido com uma palavra, no voar ou flutuar, mas pela palavra  cair . O que existe apenas mistrio, e no tem como voc se interessar por isso.  Eu soube que aconteceu muito isso ano passo, mas est acontecendo agora novamente? Eu no sei o que essas pessoas pensam. Voc sabe, Tohko-san?  Sim, Eu respondo vagamente mais uma vez. Eu respondo enquanto olho para o cu, como se procurasse uma imagem que no est l.  No tem motivos para suicdio. s que ela no foi capaz de voar hoje. Notas: Eu queria deixar o texto o mais fiel possvel, ento uma frase ou outra soou um tanto quanto estranha. Por favor me desculpem. Sobre os que esto se perguntando porque eu sempre tratei a Shiki durante a histria como sendo um homem, por que na verso original eles usam palavras que no do a entender o sexo dela. E eu queria manter esse suspense at a parte final aonde o Kokutoh diz que ela uma garota. E a partir de agora as falas da Shiki sero devidamente interpretadas no feminino.  vP`Rf0 P V (\@ $d%d&d'dF*b!"$6&j&())**,-.000<4N6X666D7 89 ;;D<<L=>>>>?@AABB.D.DFG(HHHIK\KKLLLM OOHPQBQQnRR$S,SSS&TTUUVVWRXYBY6ZZ[6\\]]`FbvdLefghh ij`kklVooppZqxqr rrTt2ubu$vwPwxyyyyFzzzF{{p||dltڂރԅXԉԉ*0.4܎HҔ̕RΘX::"t؝\ҡ$F<pj2ЬVȰȰTZpµ:TʾؿxTnBt(X(\jrZ^$ 2"8bb:8Dv>tN>XBTxx^x << "X^XR T >!2""""#l#$n%&d'r..~3l55H67|778D8T88<<>>>@HB8CDElEEGJLOPPPPPR>TVW,XXXXZ\Z[\].^F___`r``|aaarbjd|d&ee6flhBiiij6klnllmvmnoopp6q$r:rrZshssstuuZvZvwxJxxxz|~X~hf>zr4ƋJ Ƒ Jp8؞D֢00,F(:0f&$T&LR4d~NTb\:|*^^`$H\jl(fTjvNddZF`<    :: ". A!n"n#n$n3P(20-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0%. A!n"n#n$n3P(20 0Root Entry F CompObjjOle 1Table;SummaryInformation(WordDocumenttKDocumentSummaryInformation8$H