ࡱ;   !"#$%&'()*+,-./0123456789:;<=>?@ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ[\]^_`abcdefghijklmnopqrsuvwxyz{|}~Root Entry  !"#$%&(  FMicrosoft Word-Dokument MSWordDocWord.Document.89q [bbPadro1$*$7$5$3$A$/B*OJQJCJmHsHPJnH^JaJ_HtHBBTtulo 1OJQJCJ05PJ^JaJ0\BA@BAbsatz-Standardschriftart8B8Corpo de texto HHCaptulo $OJQJCJPJ^JaJ"/"Lista^J@"@Legenda xx $CJ6^JaJ](2(ndice $^Jh:H[ĠZ L$LSLLLLM>MmMMM4 R;Rn h"\t$*(=O~}ޭ\b~4 !"#$%  PGTimes New Roman5Symbol3&ArialOLucida Sans Unicode5Tahoma;MS Mincho5TahomaBhņņQ-0 0 '0՜.+,0Oh+'0HHP h t Hugo Ferandes2@Zb@8M%@`U@NUG(qPPPPPPPPPppppppPPPpppPPP```www```PPP```XXXpppPPP```XXXppp```pppppp```PPPpppPPPppppppPPPpppPPP```ppp```PPPpppPPPpppppppppXXX```pppppppppPPPpppPPP``````XXX`````````ppppppPPP```MMMpppppppppPPP``````ppp``````wwwPPP```pppPPPPPPPPPpppPPP```ppp```PPP```XXXppp```777ppp``````ppppppppppppppp``````XXXppppppFFF߯```<<<```PPPpppppp```PPP```PPP```PPPTTTPPPppppppPPPppp``````pppppppppPPPpppppppppPPP```pppPPPkkk111pppppp```PPPpppTTTppp``````xxxppp``````pppppp```PPP```PPPppp```pppPPPPPPPPPpppppp<<<```PPPTTTpppppp```777XXXppp```ppp```ppppppPPPpppppppppPPP``````PPPppppppPPP```PPPppppppPPPppppppppp``````ppppppppp222ppp```TTT```PPPppp```PPPPPPpppppp```ppppppTTTpppppp```ppppppPPPPPP<<<<<<```XXXpppPPPppppppppppppppp```ppppppppp777```ppp``````PPPppppppPPPPPPwww```<<<<<?@ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZ[\]^_`abcdefghijklmnopqrstuvwxyz{|}~ms, ningum tentou falar comigo. Eu gosto de um ambiente calmo tambm, ento com isso eu ganhei o ambiente ideal. Mas esse ideal no era perfeito. Tem um estudante na minha classe que trata a mim, Ryohgi Shiki, como um amigo. Aquele cara que tinha o sobrenome como o de um poeta Francs era um estorvo pra mim. Um estorvo realmente. ... Eu vejo uma pessoa sobre a luz de um poste. ...Que coisa. Eu me lembro do sorriso daquele cara. ... O comportamento daquela pessoa era suspeito. ... Pensando agora, porque eu... ... Eu segui aquela pessoa por uma razo. ... Por qu eu senti uma necessidade de excitao violenta? *** No fundo da ruela, era um outro mundo. O fim da rua parecia mais como um quarto mais do como uma rua. Essa rua estreita cercada por paredes dos prdios deve ser um local sem luz do sol mesmo durante o dia. Nesse ponto cego da cidade, um sem-teto devia estar morando aqui. Mas no mais. Nas paredes prximas est uma tinta nova. Essa pequena ruela est cheia de alguma coisa molhada. O cheiro de lixo podre o que se sente aqui est contaminado por um cheio ainda mais forte. O mar de sangue ao meu redor. O que parecia tinta vermelha na verdade sangue humano. O sangue ainda esta jorrando e enchendo a ruela. O cheiro do lquido vermelho. No meio de tudo tem um corpo humano. Eu no posso ver sua expresso. Parece que seus braos e pernas foram cortados e ele parece mais uma torneira jorrando sangue. Esse lugar no normal. At a escurido da noite est coberta com a vermelhido do sangue. ... E com isso, Shiki est sorrindo. As mangas do quimono azul claro esto vermelhas. Se ajoelhando e tocando o sangue escorrendo no co, Shiki passa o sangue nos lbios. O sangue escorre de seus lbios e seu corpo estremesse. Esse o primeiro batom que Shiki usou. Parte 2 /2 As frias de vero acabaram e o novo semestre comeou. Nada realmente mudou na minha vida escolar. Eu acho que a nica coisa que mudou como os alunos esto vestidos, j que eles comeam a usar mais roupa conforme o Outono se aproxima. Quanto a mim, eu nunca usei nada a no ser um quimono. Akitaka sempre me trazia roupas bonitas que uma jovem de dezesseis anos usaria, mas eu nunca pensei sequer em us-las. Por sorte, essa escola no tem uniformes, ento eu poderia ficar em meus quimonos. Na verdade eu queria um quimono de mangas longas, mas com ele eu iria passar toda a aula de Educao Fsica s para me trocar. Ento eu fiz tipo um Yukata de uma pea s. Eu me perguntava o que eu iria fazer quando chegasse o Inverno, mas eu achei uma soluo para isso ontem. ... Aconteceu ontem durante o intervalo das aulas. Eu fui questionada enquanto estava na minha carteira.  Voc no est com frio, Shiki?  Eu no estou com frio agora mas eu acho que irei comear a sentir frio em breve. A pessoa na minha frente se espanta, enquanto ele entende que eu planejo usar o meu quimono durante o inverno tambm.  Voc vai estar usando isso mesmo durante o inverno?  Provavelmente. Mas eu vou ficar bem j que eu estarei usando algo por cima. Eu digo isso tentando encerrar a conversa. Mas aquela pessoa se afasta estando surpresa que existe algo que pode ser usado por cima de um quimono, mas eu tambm estou surpresa pela minha resposta. No fim, eu sai para comprar um casaco. Eu comprei uma jaqueta de couro que parece sem bem quente. Eu irei usar durante o Inverno, mas at l ela vai ficar no meu armrio. Eu acabo almoando junto desse garoto, que me convidou e tudo mais. O local no terrao do nosso colgio e eu posso ver vrios outros grupos de estudantes ao meu redor... dois homens e uma mulher, um grupo como o nosso. Eu iria ignora-lo, mas uma palavra me chama a ateno.  ... Huh?  Eu disse assassinato. Aconteceu no ltimo dia das frias de vero, na parte leste do distrito comercial. Mas no est nas notcias.  Assassinato... Isso no pacfico...  Sim, e o modo tambm foi doentio. O assassino arrancou os braos e pernas e deixou o sujeito l. Eu ouvi dizer que o lugar era um mar de sangue e eles tiveram que fechar a ruela com pedaos de madeira. E o assassino ainda est a solta.  S braos e pernas? Um humano pode morrer s com isso?  Lgico, da perda de sangue. Nesse caso, eu assumiria que o choque o mataria antes. Ele fala enquanto come. Em contraste com o seu rosto calmo, ele gosta de falar desse tipo de coisa. Eu acho que um dos seus familiares da polcia ou algo assim. ... Eu aposto que ele no de uma alta patente j que ele est falando sobre assuntos confidenciais.  Ah, perdo Shiki. Eu acho que isso no te interessa.  No que me interesse. Mas Kokutoh-kun... Eu retruco ao garoto enquanto fecho meus olhos me questionando.  Isso no algo que devamos discutir durante as refeies.  Tem razo, afirma Kokutoh. ...Droga. Agora eu no tenho estmago para comer esse sanduche de tomate que eu acabei de comprar. O primeiro vero do segundo grau terminou ouvindo um estranho rumor. A estao lentamente muda para o outono. Para Ryohgi Shiki, a vida que era s um pouco diferente do normal estava prestes a entrar no frio inverno. Tem chovido desde de manh. Com o barulho da chuva, eu estou andando no corredor. No tem muitos estudantes andando na escola agora que as classes terminaram. Desde que o assassinato que Kokutoh mencionou foi publicado, a escola proibiu todas as atividades extra-curriculares. Eu acho que o quarto caso esse ms. Eu tenho certeza que Akitaka disse isso no carro esta manh. Eles no fazem idia de quem o assassino ou quais os seus motivos. Todas as vtimas no tem relao, exceto que elas estavam na rua de madrugada. Eu acho que no teria nada demais se fosse algo que aconteceu em algum lugar distante, mas a coisa muda quando acontece na cidade em que voc mora. Todos os estudantes vo para a casa antes do anoitecer e todos, incluindo os garotos, vo para a casa em grupos. J que as patrulhas policiais comeam por volta das nove, eu no tenho tido o prazer de dar as minhas caminhadas noturnas.  Quatro vtimas... Eu sussurro. Todos os quatro lugares, eu estive...  Ryohgi-san. Algum subitamente me chama. Me virando, eu vejo uma pessoa que eu nunca vi antes. Ele est usando jeans azul e camisa branca, bem normal. Ele tem um rosto tranquilo tambm... ele deve ser um veterano.  Sim? O que foi?  Voc no precisa me encarrar desse jeito. Voc est procurando pelo Kokutoh-kun? Com um sorriso artificial, o homem diz algo ridculo.  Eu estou indo para casa. Kokutoh-kun no tem nada a ver com isso.  Verdade? Voc est errada. Voc no entendeu, por isso est irritada. Voc no deveria descontar nos outros. fcil culpar as pessoas... acaba virando um hbito. Hahaha, quatro vezes no demais?  ...H? Sem entender, eu dou um passo para trs. O homem tem um sorriso artificial. Um sorriso igual o meu, um sorriso satisfeito no entanto...  Eu queria falar com voc. Agora que eu fiz isso, eu preciso ir. Tchau. O homem vai embora deixando somente o som de seus passos. Sem nem olhar ele ir, eu me dirijo at a entrada. Trocando de sapatos, a chuva me encontra. Akitaka, que deveria vir me buscar, no est aqui. Ele geralmente me leva em dias chuvosos, mas eu acho que ele se atrasou. muito trabalhoso trocar de sapatos novamente, ento eu decido esperar nas escadarias da entrada. A chuva constante est bem acima da escola. Minha respirao est branca por causa do frio de Dezembro. ...Eu no sei por quanto tempo mas quando eu reparei, Kokutoh est ao meu lado.  Eu tenho um guarda-chuva.  No preciso, eu tenho carona. Voc pode ir.  Eu vou daqui a pouco. Eu quero ficar aqui at l... eu posso? Eu no respondo. Ele sorri e se encosta na parece. Ele no do tipo que se importa com suas roupas ficando sujas. Eu no estou com vontade de falar com Kokutoh. Eu estou determinada a ignorar tudo o que ele diz assim no far diferena se ele est aqui ou no. Na chuva, eu espero. estranhamente calmo... s as gotas enchem meus ouvidos. Kokutoh no fala. Encostado na parece, ele est com os olhos fechados. Eu pensei que ele tinha dormido, mas parece que ele est cantando bem baixinho. Eu acho que uma msica popular. Mais tarde quando eu perguntei para Akitaka, eu descobri que o nome da msica  Cantando na Chuva . Kokutoh no fala. Tem menos de um metro entre ns. Estando to perto assim sem uma conversa me deixa impaciente. Mas no era ruim. ...Que estranho, porqu esse silncio to acolhedor? Mas subitamente eu fiquei assustada. Eu senti que se ficssemos assim,  ele iria aparecer.  ... Kokutoh-kun!  Sim!? Ele da um pulo.  O qu? Alguma coisa errada? Eu posso me ver em seus olhos. Provavelmente, nessa hora... Eu olhei para essa pessoa chamada Kokutoh Mikiya pela primeira vez. No como observao. Ele tem expresses suaves com alguns traos infantis do lado esquerdo. Ele tem grandes, e profundos olhos negros. Ele tem um cabelo natural... no pintado ou com gel. Ele usa culos escuros que nem crianas hoje em dia usariam. Sua roupa preta do comeo ao fim. Eu acho que esse o seu estilo. Eu me pergunto... ...porqu essa pessoa sempre puxa assunto comigo?  At agora... Olhando para baixo, eu tento no olhar para ele.  Aonde voc estava?  Eu estava na sala do conselho estudantil antes de vir para c. J que nosso Senpai est saindo da escola, ns tivemos essa pequena festa de despedida. Ele se chama Shirazumi Rio, e me convidou de surpresa. Ele decidiu abandonar do colgio porque ele disse que achou algo que gostaria de fazer, e ele era uma pessoa bem calma. Shirazumi Rio... Eu acho que nunca ouvi esse nome. Mas eu sei como Kokutoh conhece vrias pessoas que o convidariam para festas assim. Ele visto apenas como amigos dos seus colegas de classe, mas ele tem uma pequena reputao entre as garotas mais velhas.  Eu convidei voc tambm. Eu falei ontem mas voc no apareceu na sala do conselho estudantil. Eu at fui sala de aula, mas voc no estava l. Certamente, ele me disse algo assim ontem. Mas eu s iria estragar a festa se eu fosse... e eu pensei que ele estava apenas sendo educado quando me convidou.  Eu estou surpresa. Voc quer dizer aquele convite?  Lgico. O que voc estava pensando, Shiki? Kokutoh fica com raiva. No porque sua promessa foi quebrada, mas porque eu pensei dessa forma. Eu no gosto da sua raiva porque algo que eu nunca experimentei antes. Eu fiquei quieta partir daquele momento. Eu nunca desejei que Akitaka aparecesse tanto quanto hoje. Um pouco depois, o carro apareceu e eu me despedi de Kokutoh. *** A chuva finalmente parou durante a noite. Shiki coloca sua blusa de couro vermelho e sai. O cu nublado acima. A lua tmida aparece nos buracos das nuvens de tempos em tempos. Na cidade, a polcia est patrulhando. um pouco inconveniente ser abordada por eles, ento eu decido caminhar perto do rio. O cho molhado reflete o poste. Brilha como se fossem os restos de um caramujo. Eu ouo um trem passando longe. O som ecoando me diz que o viaduto est prximo. O viaduto deve ter sido construdo para deixar o trem passar mas no as pessoas. ... Eu encontro algum l. Lentamente, Shiki vai em direo ao viaduto. O trem cruza novamente. provavelmente o ltimo de hoje. O som bem maior que o anterior e cobre o ambiente. Ela cobre os ouvidos como para se proteger do som. Conforme o trem vai embora, fica estranhamente quieto no viaduto. Debaixo do viaduto sem nenhum poste ou luz da lua para iluminar, uma escurido total. Deve ter sido por isso que at o lquido vermelho que estava prximo ao rio parecia preto. Essa a quinta cena do crime. O corpo foi deixado parecendo uma flor. Com o rosto no centro, os braos e pernas colocados como ptalas de flores. Pernas e braos cortados assim como a cabea inclinada, parecendo ainda mais com uma flor. ...Mas uma pena que ainda se parea mais com um manji. (Nota: Manji para os que no conhecem, a sustica Budista.) Na grama, uma flor artificial arrancada. Por causa do sangue jorrando, a flor est com a cor vermelha. ...Estou me acostumando com isso... foi o que ela pensou consigo mesma. Engolindo, ela nota que est com muita sede. por causa da tenso ou do excitamento? A garganta queimando algo bem quente. Esse lugar est recheado de morte e os lbios de Shiki fazem um sorriso. Segurando sua excitao, Shiki continua a olhar para o corpo. ...Sentindo que est viva somente nesse momento. Parte 3 /3 costume do sucessor da famlia Ryohgi ter um duelo com o mestre usando uma espada real no comeo de cada ms. O chefe da casa Ryohgi a muitas geraes atrs ficou cansado de convidar muitos mestres de outros pases, ento ele fez um dojo na sua prpria casa e fez muitas escolas. Isso transmitido ainda hoje e infelizmente, at uma garota como eu obrigada a usar espadas. Terminando o duelo com meu pai que superior em habilidade e fora, eu vou para o meu quarto. A distncia entre o dojo e a casa principal grande, to grande quanto o ginsio seria do prdio da escola para efeito de comparao. Eu caminho no cho de madeira que no range nem uma vez. No caminho, Akitaka est esperando por mim. Akitaka, que meu servo, parece pelo menos dez anos mais velho que eu. Ele est provavelmente esperando para me ajudar a trocar as minhas roupas suadas.  Bom trabalho. Seu pai disse algo?  O mesmo de sempre. Sai for a, Akitaka. Eu posso me trocar sozinha. Voc tambm, voc no meu servo particular. melhor voc ficar com meu irmo mais velho. No fim das contas, um homem que ir suceder. Akitaka sorri com minhas palavras duras.  No, no ter outro sucessor a no ser voc. O seu irmo no herdou a sua natura.  O que tem de to bom sobre a minha natureza? Eu deixo Akitaka e volto at a casa. Me trancando no quarto, eu tiro meu gi. Ento eu olho no espelho. ...O que tem l o corpo de uma mulher. Se eu colocar uma maquiagem e ficar mal-encarada, eu pareo at um homem. Mas no tem nada que voc possa fazer com o corpo. O meu corpo que est desenvolvendo a cada dia est fazendo SHIKI entrar em desespero.  Talvez eu devesse ter nascido homem. Eu falo sozinha. No, tem algum com quem eu posso falar... dentro de mim, outra personalidade chamada SHIKI. Todas as crianas da famlia Ryohgi tem preparados dois nomes diferentes com o mesmo som. O nome do yin, o nome masculino. E o nome yang, o nome feminino. J que eu nasci mulher, eu fui chamada Shiki, que significa equao ou forma. Se eu tivesse nascido homem, eu me chamaria SHIKI, que significa tecido. Por qu fazemos isso? Porque a famlia Ryohgi tem enormes chances de terem filhos com dupla personalidade. ...Uma pessoa igual a mim. Papai disse que a famlia Ryohgi tem a herana de transcender raas. Ele tambm mencionou que uma maldio. ...Realmente uma maldio. Para mim, isso no transcender mas apenas anormal. Por sorte, nenhum sucessor tinha essa natureza por algumas geraes. A razo simples... todos eles acabaram em um sanatrio antes da maturidade. muito perigoso ter duas personalidades em um corpo. A linha entre realidades se torna vaga e tem muitos casos em que eles cometem suicdio. Mas no geral, eu cresci sem mostrar nenhum sinal de insanidade. porque eu e SHIKI nos ignoramos. O direito de possuir esse corpo totalmente meu. SHIKI s um substituto. Assim como eu mudei para a personalidade dele durante a luta de antes j que sua personalidade agressiva melhor para a situao. Pensando bem, eu e SHIKI existimos ao mesmo tempo. Isso diferente do que as pessoas chamam de dupla personalidade. Eu sou Shiki, mas ao mesmo tempo, eu tambm sou SHIKI. s que eu tenho o direito de ter o corpo. Papai estava feliz que ele pode produzir o sucessor certo para a famlia Ryohgi em sua gerao. por isso que eu sou tratada como a sucessora apesar do meu irmo. Tudo bem, eu aceito o que me dado. Eu provavelmente pensei que iria levar essa vida maluca para sempre. Eu sabia que s teria esse tipo de vida... ... Sim, mesmo que SHIKI seja um monstro assassino. Eu no sou capaz de faz-lo desaparecer. J que eu tenho  SHIKI dentro de mim, eu sou Shiki assim como ele. Parte 4 Estudo de assassinato/ 1  Mikiya, verdade que voc est saindo com a Ryohgi? Eu quase cuspo meu caf com leite ao ouvir as palavras de Gakuto. Eu olho em volta tossindo. Por sorte, durante o lanche a classe fica to barulhenta que parece que ningum ouviu o absurdo que Gakuto disse.  O que voc est dizendo, Gakuto? Gakuto me olha bastante surpreso quando eu o questiono.  O que voc est dizendo? um fato conhecido por todos que Kokutoh da classe 1-C tem uma queda pela Ryohgi. Os nicos que no sabem so vocs dois. Eu dou uma pequena franzida ao ouvir aquelas palavras. Fazem sete meses desde que eu conheci Shiki. J Novembro, quase inverno. ... Certamente no estranho comear a se encontrar depois desse tempo.  Gakuto, isso um engano. Ns somos amigos, e nada mais.  Verdade? A esperana do clube de jud franze o seu rosto. Em contraste com seu nome, que significa  pessoa educada , esse meu amigo desde o primeiro do tipo atltico. Devido a nossa longa amizade, ele deve ter entendido que eu no estava mentindo.  Mas voc chama ela pelo primeiro nome. No teria como aquela Ryohgi deixar algum colega de classe a chamar assim.  Preste ateno. Shiki no gosta disso. Ela me encarou quando eu a chamei de Ryohgi-san antes. As pessoas dizem que se pode matar com um olhar, mas Shiki tem esse potencial. De qualquer forma, ela diz que odeia quando as pessoas a chama pelo seu ltimo nome, ento ela disse que no tem problema se eu a chamar de  voc . Mas j que eu no gostava disso, eu escolhi  Shiki-san . Ela no gostou disso tambm, ento eu acabei usando s Shiki. E essa a tediosa verdade. Explicando para Gakuto o que aconteceu em Abril, ele concorda que vou um desenvolvimento tedioso.  Entendo. Realmente essa uma histria nada romntica. Gakuto diz isso desapontado. ...Que tipo de resposta ele estava esperando?  Ento aquela coisa semana passada na entrada da escola no foi nada? Droga, que perda de tempo vindo aqui. Eu devia ter ficado na minha sala e lanchado.  ... Espera ai. Como voc sabe disso?  Eu te disse que vocs so famoso. Todo mundo na escola j sabe que voc e Ryohgi estavam se abrigando da chuva juntos na entrada Sbado passado. J que a Ryohgi, at algo pequeno como isso chama a ateno de todos. Eu suspiro e olho para cima. Todo o que eu desejo agora que Shiki nunca oua sobre isso.  Esse um colgio para preparar voc para a faculdade certo? Eu me pergunto se todos esto realmente estudando.  De acordo com os professores, as chances de emprego para os alunos que se formam aqui so boas. ... Eu tenho que perguntar como essa escola dirigida.  Mas cara, porqu a Ryohgi? Ela no combina com voc. Eu lembro ter sido questionado do mesmo jeito pelos meus Senpais. Eles falaram que uma garota calma, e gentil seria melhor. Eu acho que Gakuto pensa assim tambm. ... Eu fico um pouco nervosa.  Shiki no uma garota m. Eu acabo falando demais. Gakuto sorri. ...Ele parece que sabe que eu no queria falar isso em voz alta.  Voc quer dizer que ela s sua amiga? Ela definitivamente osso duro de roer. O fato que voc no nota isso prova do quanto voc est obcecado por essa garota. Eu acho que ele quer dizer cabea dura quando diz osso duro. Eu sei que ele est certo, mas eu no queria perder.  Eu j sei disso.  Ento o que tem demais nela? A aparncia? Gakuto no est pegando leve. verdade que Shiki bonita. Mas deixando isso de lado, Shiki me atrai. Shiki sempre parece que est para se ferir. Mas na realidade, ela firme o bastante para no se machucar, mas ela parece realmente frgil. provavelmente por isso que eu no posso ignor-la. Eu no quero v-la ferida.  que voc no repara. At Shiki tem suas qualidades. ...Vejamos, se eu comparar ela com um animal, ela bonita o bastante para ser um coelho. Ao terminar de falar isso... eu me arrependo.  No seja estpido. Ela definitivamente da famlia dos gatos, provavelmente das feras tambm. Um coelho est muito distante, muito distante. a Ryohgi que algum que morreria de solido? Gakuto se mija de rir. Mas eu acho que ela parece um coelho da forma em que ela no se liga as pessoas e como ela observa os outros a distancia. ...Huh, se s eu penso assim, ento tudo bem.  T certo. Eu no irei conversar mais sobre garotas com voc. Gakuto para de rir assim que eu falo isso.  Voc pode estar certo. Ela parece mesmo um coelho.  Gakuto, um argumento franco um tanto ofensivo.  srio. Eu lembrei que coelhos so perigosos tambm. Nesse mundo, tem coelhos que arrancam a sua cabea se voc for azarado. Eu hesito por um instante em falar em um tom srio.  Esse um coelho incrvel. Gakuto acena confirmando.  lgico, j que eu estou falando do mundo dos jogos. Parte 5 /2 Eu vi algo inacreditvel no ltimo dia de provas do segundo trimestre. Tinha uma carta na minha mesa. No, ela em si no era estranha. O problema era o remetente e o contedo. Abreviando, era da Shiki, me convidando para um encontro. Parecia mais uma ameaa pedindo que eu a levasse para algum lugar amanh. Eu fui para casa totalmente confuso e esperei o prximo dia chegar, me sentindo um samurai que teria que se matar no dia seguinte.  Yo, Kokuto. Essa foi a primeira palavra que Shiki disse quando chegou. Ela veio ao nosso ponto de encontro, a esttua de cachorro em frente a estao, com uma jaqueta de couro sobre o quimono. Mais do que a roupa, eu estava confuso pela maneira que ela falava.  Voc esperou muito? Desculpa. Demorou um pouco para um me livrar do Akitaka. Ela diz isso como se fosse algo bem natural. Ela parecia um garoto, no a Shiki que eu conhecia. No sabendo o que responder, eu olhei para ela novamente. No tem nada diferente no seu visual. Ela tem um corpo pequeno, mas por causa dos seus gestos intensos, ela parece forte... no, ela parece graciosa. Ela tem o desequilbrio de uma marionete, uma marionete feita perfeitamente s no exterior.  O qu? Voc t nervoso s porque eu estou uma hora atrasada? Voc bem intolerante, cara. Shiki me olha com seus olhos negros. Seu lindo e curto cabelo negro. Um rosto pequeno com olhos grandes, ambos so bonitos. Os olhos negros esto refletindo o rosto de Kokutoh Mikiya, mas parecem estar vendo algo muito distante. ...Lembrando, eu estava atrado por esses olhos desde aquele dia cheio de neve em que nos conhecemos.  Hm... voc Shiki, certo?  Claro , Shiki sorri. Um sorriso estranho parecendo mais um sorriso sarcstico.  Com o que mais eu pareo? Ns estamos perdendo tempo com isso. Vamos, me leve algum lugar. Eu deixo voc escolher, Kokuto. Dizendo isso, Shiki comea a caminhar me puxando pelo brao. ... Ela disse que me deixaria decidir, mas j que eu estava confuso, eu nem reparei que ela que estava fazendo as escolhas... Ns andamos muito. Shiki no fez muitas compras, mas ela foi a uma loja de departamentos e olhou em volta, e ia para a prxima quando ela ficava entediada. Meu pedido para fazermos uma pausa no caf ou no cinema foi negada. ...Mas ela estava certa, ser tedioso ir a esses lugares com Shiki agindo dessa maneira agora. Shiki falava muito. Se eu no estou enganado, ela parecia excitada. Como explicar direito... ela est mentalmente drogada? A maioria das lojas que ela foi eram de roupas, mas eu fiquei aliviado que todas as lojas eram de roupa feminina. Shiki deve ter ficado cansada de olhar quatro lojas de departamento em quatro horas, j que ela disse que quer comer. Ns caminhamos e acabamos em um fast-food. Shiki retira a sua jaqueta assim que se senta. Ela chama a ateno das pessoas com aquele quimono mas parece que ela no se importa. Me decidindo, eu resolvo perguntar algo que eu venho cogitando todo esse tempo.  Shiki, voc fala desse jeito o tempo todo?  No meu caso. Mas no tem uma explicao sobre como algum fala. At voc pode mudar isso. Shiki come o hamburger como se no tivesse um gosto bom.  Bem, esse tipo de coisa nunca aconteceu antes. Hoje a primeira vez que eu saio. Eu no disse nada porque at agora eu tinha a mesma opinio que Shiki. ... Eu no entendo nada.  Vejamos... uma dupla personalidade para facilitar as coisas. Eu sou SHIKI e a normal Shiki. SHIKI da palavra pano retorcido. Mas Shiki e eu no somos pessoas diferentes. A nossa nica diferena a prioridade das coisas. O nvel das coisas que ns gostamos diferente. Dizendo isso, ela escreve no seu guardanapo usando os seus dedos molhados. O dedo branco escreve as palavras Shiki e SHIKI.  Eu queria falar com Kokuto, s isso. J que no era algo que Shiki queria, eu estou fazendo isso no lugar dela. Entendeu?  Mais ou menos. Eu respondo apreensivo. Mas eu entendo a maneira que SHIKI est falando. Eu acho que algo semelhante com o que aconteceu comigo antes. Antes de eu entrar no segundo grau, eu conheci Shiki, mas ela disse que no se lembrava disso. Naquela poca eu pensei que ela disse aquilo porque me odiava, mas se esse for o caso, faz sentido. No, mais do que isso. Estando com ela o dia inteiro, ela no outra seno Shiki. Como Shiki, no, como SHIKI disse, ela apenas fala diferente, mas as aes so as mesmas. Ambas so to parecidas que eu estou comeando a sentir que no tem nada diferente nela agora.  Mas por qu voc me disse tudo isso?  Eu pensei que no ia poder esconder de voc por muito mais tempo. Shiki toma mais um gole. Ela pe a sua boca no canudo e solta logo em seguida... Shiki no gosta de coisas geladas.  Para ser sincera, eu sou como o impulso subversivo de Shiki. Algo que ela queira fazer muito. Mas at agora, no tinha ningum com quem eu quisesse fazer. porque Ryohgi Shiki no tinha interesse em ningum. SHIKI como se no tivesse interessada. Eu no conseguia me mover, com aqueles olhos negros e profundos fixados em mim.  , mas voc pode relaxar. Eu ainda sou Shiki. Eu s estou dizendo o que Shiki pensa. Como eu te disse, ns s falamos diferente. ...Bem, ns estamos comeando a sair de sintonia, ento no me leve muito a srio.  Saindo de sintonia? ... Voc quer dizer que voc e Shiki brigam?  Ei, como voc pode brigar consigo mesmo? No importa o que eu faa, tem que ser algo que ns dois queremos, assim no temos arrependimentos. No importa o quanto eu lute, Shiki tem o controle desse corpo. Eu estou vendo voc dessa forma porque Shiki pensou que seria uma boa tambm. ...Bem, ela provavelmente vai se arrepender de dizer coisas desse tipo. No algo que a Shiki diria, n? Eu concordo. SHIKI ri.  Eu gosto dessas coisas em voc. Mas Shiki no. Por isso que eu disse sair de sintonia. ...? O que isso quer dizer? Quer dizer que Shiki no gosta do fato que eu no penso muito? Ou Shiki no gosta do fato que ela gosta dese meu lado? Eu no sei porque, mas eu penso que tem a ver com a primeira opo.  Essa toda a explicao. E s por hoje. Levantando subitamente, SHIKI coloca a jaqueta de couro.  Te mais. Eu gosto de voc, ento eu vou te ver em breve. Colocando o dinheiro pelo hamburger na mesa, SHIKI parte rapidamente. Me despedindo de SHIKI e voltando para a minha cidade, o sol j est se pondo. Por causa dos casos de assassinatos recentemente, no tem muitas pessoas na rua mesmo que o sol ainda esteja se pondo. Quando eu chego em casa, meu primo, Daisuke Nii-san est l. Eu estava cansado de toda a conversa com SHIKI, ento eu vou at o kotatsu e coloco minhas pernas dentro dele. Daisuke Nii-san tambm est com as pernas l ento ns acabamos brigando pelo pequeno espao que tem dentro sem dizer uma palavra. No fim, eu no pude me deitar, ento eu tive que ficar de p.  Voc no est ocupado, Daisuke-san? Eu pergunto a ele enquanto pego uma tangerina da mesa. Daisuke Nii-san responde  Sim .  So cinco pessoas em trs meses, lgico que estamos ocupados. Eu estou to ocupado que nem posso ir para casa dormir. Eu preciso ir daqui a uma hora novamente. Daisuke Nii-san um policial. Eu no sei porque esse preguioso tem um trabalho que no se encaixa de maneira alguma em seu perfil.  Como andam as investigaes?  Tudo na mesma. No tivemos pistas at agora mas finalmente o assassino nos deixou algo. Mas no entanto, parece intencional. Dizendo isso, Daisuke Nii-san levanta o rosto. Seu rosto srio est bem na minha frente.  O que eu estou te contando confidencial. Eu vou te contar porque algo que no relevante para voc. Eu te falei da primeira vtima, certo? Ento, Daisuke Nii-san comea a descrever a segunda e a terceira cena do crime. ...Eu ouo atentamente esperando que todos os policiais do mundo no sejam to tagarelas assim. A segunda vtima teve o corpo cortado verticalmente. Da cabea at o seu sexo. A arma usada desconhecida. Uma das partes cortadas estava presa na parede. A terceira vtima teve seus braos e pernas cortadas, e os braos foram enfiados dentro das pernas. A quarta vtima teve o corpo cortados em pedaos e tinha uma espcie de palavra cravada nele. A quinta vtima foi feito uma espcie de manji usando seus braos e pernas.  fcil entender que o assassino anormal. Dizendo isso enquanto tento segurar o meu vmito, Daisuke Nii-san concorda.  Eu que um pensamento intencional quando fica fcil demais de entender, mas o que voc acha?  ... Vejamos. Eu acho que no importa que cada um deles seja morto sendo cortado em pedaos. Eu no posso dizer nada demais, mas...  Mas?  Eu acho que o assassino est se acostumando com isso. A prxima vtima pode no estar nas ruas.  Voc est certo. Daisuke Nii-san cobre seu rosto com suas mos.  No tem motivo e nem regras. S est acontecendo nas ruas agora mas esse o tipo de cara que at partiria para a invaso. Se esse assassino no achar ningum de noite, no tem razo para que ele no invada a casa de algum. Eu queria que os superiores pensassem nisso e se preparassem.  Bem... Daisuke Nii-san muda o assunto.  Ns achamos isso junto com a quinta vtima. Daisuke Nii-san coloca o emblema do nosso colgio sobre a mesa. No necessrio usar uniformes, mas ns somos sempre obrigados a usar isso quando vamos a escola.  Eu no sei se o assassino no notou isso porque a cena do crime era um matagal ou se o assassino deixou l de propsito. Mas de qualquer forma, deve ter um motivo por trs disso. Eu devo ir at a sua escola em breve. Fazendo uma cara srie, ele diz algo terrvel. Parte 6 /3 As frias de inverno terminaram em um piscar de olhos. A nica coisa que aconteceu foi que eu fui ao templo no Ano Novo com Shiki. Mas eu acho que segui uma vida normal fora isso. Quando o terceiro trimestre comeou, Shiki se isolou ainda mais. Ela tinha aquela aura de rejeio ao redor que at eu notei. Depois de ter certeza que todos haviam ido embora ou ido para suas salas, SHIKI sempre estaria l. Ela no fazia nada apenas olhava pela janela. Eu no fui convidado ou chamado para vir aqui. Mas eu no posso deixar essa garota frgil sozinha, ento eu inutilmente a fiz companhia. O sol se pe cedo no inverno e a sala de aula est com uma colorao vermelho. Nessa sala cheia somente das cores vermelho e preto, SHIKI est apoiada contra a janela.  Eu te disse que eu odeio as pessoas? Hoje, SHIKI comea a falar sem pensar.  Essa a primeira vez que eu ouo isso... voc est falando srio?  Sim, Shiki odeia as pessoas. Ela era assim quando era pequena. ...Sabe, quando voc uma criana, voc no sabe de nada. Voc acha que o mundo inteiro ama voc incondicionavelmente. J que voc gosta deles, eles devem gostar de voc... isso o bsico.  Voc est certo. Voc nunca duvida de nada quando criana. Voc os ama incondicionavelmente e voc acha que normal que eles o amem de volta. A nica coisa que eu tinha medo eram fantasmas. Mas agora eu tenho medo de pessoas. SHIKI balana a cabea confirmando.  Mas isso muito importante. Voc precisa ser puro, Kokuto. J que voc s se preocupa consigo mesmo quando criana, voc no percebe a maldade na mente das pessoas. Mesmo sendo um equvoco, o sentimento de amor que voc recebe faz com que voc seja bom com os outros. J que pessoas s podem expressar os sentimentos que elas possuem. O pr-do-sol faz o rosto dela ficar vermelho. Nesse momento, eu no sei dizer se ela SHIKI ou Shiki, mas isso no faz a menor diferena. De qualquer forma, esse apenas um monlogo da Shiki.  Mas eu sou diferente. Eu sabia que havia outro algum desde que eu nasci. J que Shiki tem SHIKI dentro dela, ela sabia de outros. Ela descobriu que existem outras pessoas que pensam diferente e que no amam voc incondicionalmente. J que ela descobriu desde criana como as outras pessoas eram feias, ela no podia am-los. Ento, ela cresceu sem dar ateno a eles. A nica emoo que Shiki possui rejeio. ... por isso que ela odeia as pessoas. SHIKI diz isso com o olhar. ...Eu sinto vontade de chorar sem nenhum motivo.  Mas ela no era triste assim?  Por qu? Shiki me tem. certamente ruim quando se est sozinho mas Shiki no est sozinha. Ela era isolada, mas ela no estava s. SHIKI diz isso com convico. No tem mentira no modo de falar e parece que ela realmente est satisfeita com isso. Verdade...? Com certeza... ?  Mas Shiki tem agido estranho ultimamente. Ela tem uma anormalidade dentro dela que sou eu, mas ela quer me negar. Negar meu domnio, e Shiki deveria s poder afirmar isso. SHIKI ri me pergunta o porque disso. Com um sorriso pavoroso.  Kokuto, voc j quis matar algum? Nesse momento, o sol faz o rosto dela ficar vermelho e faz meu corao disparar.  At agora no. No mximo eu j tive vontade de socar algum.  Entendo. Mas eu s tenho essa vontade. A voz dela ecoa pela sala.  ..... H?  Eu j te disse. Humanos s podem mostrar emoes que eles j experimentaram. Eu assumo os taboos proibidos dentro de Shiki. O que Shiki considera baixa prioridade, alta para mim. Eu estou satisfeito com isso e eu sei que por isso que eu existo. Eu sou a personalidade que domina as intenes que Shiki tenta esconder. por isso que sempre mato o meu desejo. Eu venho matado o lado negro chamado SHIKI. Eu me matei inmeras vezes. Entende? A nica coisa que eu j experimentei matar coisas. Ento, ela se distncia da janela. Porque, porque eu penso que a pessoa vindo em minha direo em silncio assustadora?  Ento Kokuto, a definio de assassinato para Shiki ... Uma voz sussurra no meu ouvido...  ... De eliminar, em defesa contra qualquer coisa que tente invad-la. Sorrindo, SHIKI deixa a sala de aula. Era um sorriso inocente daqueles que voc daria depois de pregar uma pea em algum... No intervalo do dia seguinte... Quando eu perguntei a Shiki se ela queria lanchar comigo, ela me olhou muito surpresa. Nessa hora, ela me mostrou sua expresso de surpresa pela primeira vez desde que eu a conheci.  Que coisa... Dizendo isso, Shiki aceita meu convite. Ns vamos at o terrao a pedido de Shiki. Ela est atrs de mim me seguindo em silncio. Seu olhar silencioso est perfurando as minhas costas. Talvez ela esteja zangada comigo... no, ela com certeza est. ...At eu sei o que ela quis dizer com aquelas palavras ontem. o seu ltimo aviso dizendo para eu no me envolver com ela, e que ela no sabe o que ir fazer se eu o fizer. Mas Shiki no entende. Tem algo que Shiki sempre me disse sem dizer uma palavra, e eu j me acostumei com isso. Quando chegamos ao telhado, no tem ningum l. Eu acho que como Janeiro, ningum aqui nesse tempo frio.  Est frio, voc quer comer em algum outro lugar?  No, eu quero comer aqui. Se voc quer ir para outro lugar, por favor pode ir em frente. Eu inclino a minha cabea ao ouvir tamanha educao. Ns nos sentamos perto da parede para evitar o vento. Shiki apenas se senta sem nem abrir o seu po. Em contraste, eu j terminei o meu segundo sanduche.  Por qu voc falou comigo? Shiki sussurra to de repente que eu no pude ouvir as suas palavras.  Voc disse alguma coisa, Shiki?  Eu disse, porqu voc to despreocupado? Ela diz isso com olhos penetrantes.  Isso terrvel. Eu j fui chamado de extremamente honesto, mas eu nunca fui chamado de despreocupado.  Eu acho que todos estavam escondendo o jogo. Convencida, Shiki abre o seu sanduche de ovo. O som do plstico combinou com o terrao frio. Shiki se senta em silncio e belisca o seu sanduche. Eu no tenho nada para fazer j que eu j terminei. Eu acho que uma refeio precisa ser acompanhada de uma conversa.  Shiki, voc deve estar um pouco nervosa.  ... Um pouco? Ela me encara. Eu me puno mentalmente por no ter pensado antes de falar.  Eu no entendo mas eu fico irritada quando voc est aqui. Por que voc se envolve comigo, porque voc no age diferente depois de ter ouvido aquilo tudo ontem, existem todas essas coisas que eu no entendo.  Eu no sei o motivo tambm. divertido ficar com voc mas se voc me perguntar o porque, eu no sei responder. Bem, se voc pensar sobre ontem, acho que voc pode dizer que eu sou otimista.  Kokutoh-kun, voc entende que eu sou anormal? Eu s posso afirmar ao ouvir essas palavras. A sua dupla personalidade real e realmente no normal.  , certamente no normal.  Certo. Ento voc entende que eu no sou uma pessoa que voc deveria se associar normalmente.  Anormal ou no, isso no importa quando estamos juntos. Shiki fica petrificada. Shiki para no tempo como se ela esquecesse at de como se respira.  Mas eu no posso ser como voc. Dizendo isso, Shiki passa os dedos em seus cabelos. O seu quimono dobra e eu reparo na gaze ao redor do seu fino brao. A gaze que est cobrindo a rea perto do seu cotovelo direito bem nova.  Shiki, esse machucado... Antes que eu possa terminar, Shiki se levanta.  Se voc no entende com as palavras de SHIKI, eu irei usar as minhas. Shiki fala enquanto olha para o horizonte.  S ns continuarmos assim, eu provavelmente vou te matar. ... Como eu deveria ter respondido a essas palavras? Depois disso, Shiki volta para a sala de aula deixando o seu lixo para trs. Ficando sozinho, eu primeiro limpo a sujeira.  ... Nossa, igualzinho o que o Gakuto disse. Eu me lembro da conversa que eu tive com Gakuto. Como ele disse, eu devo ser estpido. Eu no consigo odiar Shiki mesmo depois dela ter me rejeitado totalmente. No, minha mente est ainda mais s. S pode haver uma razo do porque divertido estar com Shiki.  Eu j estou maluco a muito tempo. ... , porqu eu no notei isso antes? ... Eu amo tanto a Shiki que eu posso at rir depois que ela disse que quer me matar. Parte 7 /4 o primeiro Domingo de Fevereiro. Depois de acordar eu vou at a sala de jantar, Daisuki Nii-san est l, e est pronto para partir.  Oh, voc estava aqui?  E ae. Eu s vim para dormir porque eu perdi o ltimo trem, mas eu tenho que voltar pro trabalho agora. Eu invejo vocs estudantes, sua promessa por frias so sempre cumpridas. Parece que ele no dormiu o suficiente. Eu acho que ele est ocupado com todas as novas informaes sobre o assassino.  Voc disse que iria at o meu colgio, o qu houve?  Parece que teremos que ir l novamente. Para ser sincero, houve uma sexta vtima trs dias atrs. Eu acho que a vtima lutou muito e ns achamos a pela do assassino nas unhas dela. Mulheres tem unhas grandes e eu acho que o arranho machucou bastante o brao do assassino. Talvez tenha sido uma tentativa desesperada mas o arranho deve ter sido bem profundo. Ns achamos por volta de 3 centmetros de pele. A informao dele nova e que no est nem na TV ou nos jornais. Mas eu estou chocado por uma razo diferente. ...Eu acho que por causa dos ltimos dias, Shiki vem usando a horrvel palavra  assassinar vrias vezes. Por qu eu imaginaria por um instante que Shiki esse assassino?  ... Arranho, voc quer dizer que o assassino est machucado?  Lgico. Voc acha que a vtima iria arranhar o prprio brao? Ns j descobrimos que a pele da rea perto do cotovelo. Ns temos amostras de sangue ento o assassino est acabado. Daisuke Nii-san vai embora. Sem fora nas pernas, eu desabo na cadeira. Trs dias atrs foi quando eu tive a conversa com SHIKI durante o pr-do-sol. E eu acho que quando eu a vi no dia seguinte, a gaze estava perto do seu cotovelo... *** Perto do meio-dia, eu decido que no vai adiantar nada ficar aqui sentado e pensando. Ao invs disso, eu posso ir at Shiki e perguntar a ela. Se ela me disser que o machucado no tem nada a ver, esse desconforto ir passar. Eu decido ir visitar a casa de Shiki usando o guia da escola. A casa dela nos arredores da cidade uma estao de distncia da minha. Quando eu finalmente acho a casa dela, o sol j est se pondo. A manso com rvores de bamboo cercando estilo oriental. Eu no posso dizer o tamanho desse lugar apenas caminhando. Eu no posso dizer o quo grande a menos que eu entre em um avio e tenha uma viso de cima desse lugar. Caminhando pelo meio das rvores de bamboo, eu chego a um grande porto. Eu estou um pouco aliviado que um lugar antigo desses tem um interfone. Apertando e falando o motivo de eu estar aqui, um homem de terno preto aparece. Eu descubro que esse homem por volta dos trinta o servo de Shiki. Essa pessoa chamada Akitaka fala educadamente com um desconhecido como eu. Infelizmente, Shiki no est em casa. Ele pergunta se eu desejo ficar e esperar mas eu recuso. Para ser honesto, eu no tenho coragem de ficar nesse lugar sozinho. Eu decido voltar para casa j que o sol j se ps. Chegando na estao depois de uma hora andando, eu encontro meu Senpai sem querer. Sendo convidado por ele, ns comemos em um restaurante prximo at as dez. Ao contrrio do Senpai, eu sou um estudante e tenho que voltar para a casa logo. Depois de me despedir do Senpai, eu compro um ticket para o trem na estao. J so quase onze horas. E por um segundo eu me pergunto se Shiki j est em casa. ***  O que diabos eu estou fazendo? Eu digo para mim mesmo enquanto eu ando pelo distrito residencial a noite. J tarde da noite sem um sinal de vida. Eu no conheo essa cidade, eu no entendo porque eu estou indo em direo a casa da Shiki. Mesmo sabendo que eu no poderei v-la, eu quero ao menos poder ver as luzes da casa dela. Eu ando nesse frio ar de inverno. Eu saio do distrito residencial e acabo vendo um grupo de rvores. Eu ando pelo meio da pequena rua. J que no tem vento, os bamboos esto em silncio. No tem postes de luz, ento a lua a minha nica guia. Quando eu  brinco pensando o que aconteceria se eu fosse atacado aqui, o pensamento comea a me dominar. A imagem fica cada vez mais presente na minha cabea em contraste com a minha mente querendo se livrar desse pensamento. Quando eu era criana, eu tinha medo de fantasmas. As sombras entre os bamboos pareciam fantasmas e eu morreria de medo. Mas agora, eu tenho medo de outras pessoas. Eu s tenho medo da idia de ter algum escondido entre os arbustos. ...Desde quando os fantasmas desconhecidos se transformaram em outros humanos? Quanto mais eu quero me acalmar, mais um mal pressentimento me domina. ...Srio, esse sentimento ruim no some. Ah , eu acho que Shiki estava dizendo a mesma coisa antes. Eu acho que era... Enquanto eu tento lembrar, eu vejo algo na minha frente.  ..... Eu paro na mesma hora. No a minha vontade, porque nessa hora... minha mente ficou vazia. Uma coisa branca est a alguns metros na minha frente. O quimono branco que parece branco est coberto de manchas vermelhas. Os pontos vermelhos no quimono se expandem. por causa da coisa na frente dela est jorrando lquido vermelho para todos os lados. A no quimono branco Shiki e a coisa no uma fonte, mas uma pessoa morta.  ..... Eu no digo nada. Mas eu sempre pensei sobre isso em algum lugar na minha mente. Essa imagem da Shiki de p em frente a um cadver. por isso que eu no estou surpreso ou dando um ataque. Minha mente est completamente vazia. O corpo deve ter morrido recentemente... o sangue no ia jorrar dessa maneira a menos que voc cortasse a artria enquanto a pessoa estivesse viva. O ferimento no pescoo e um corte no abdmen. Shiki est em silncio olhando para o corpo morto. A cor do sangue j o suficiente para te fazer desmaiar, mas os rgos esto saindo atravs do corte e esto fazendo o corpo parecer outra coisa totalmente diferente. Para mim, parece que algo gelatinoso tentando ter uma forma humana, mas est fazendo um pssimo trabalho j que eu mal consigo olhar para ele. ...Se voc est tentando ser um ser humano, desista. Mas Shiki est olhando para o cadver. O sangue mancha o seu quimono fantasmagrico. Os pontos parecem borboletas vermelhas. As borboletas esto voando em direo ao rosto de Shiki tambm. O rosto coberto de sangue est deformado. por causa do medo ou prazer? Ela Shiki... ou SHIKI?  .......... Eu tento falar alguma coisa e eu caio no cho. Eu vomito. Eu vomito tudo no meu estmago, cido estomacal, e se eu pudesse essa memria tambm... Eu vomito at comear a chorar. Mas no adianta. No me faz sentir melhor. A quantidade de sangue tanta que o cheiro est impregnando at os meus neurnios. Eventualmente, Shiki me nota. Ela vira a cabea e me olha. O seu rosto sem expresso mostra um sorriso. to puro que me acalma. O sorriso me lembra o de uma me. Aquele sorriso no tem nada a ver com toda essa cena que... Ao contrrio me faz tremer. Eu comeo a desmaiar enquanto ela se aproxima. Eu me lembro das palavras de Shiki no ltimo momento. ...  Cuidado Kokutoh-kun. Um mal pressentimento tende a atrair uma m realidade. ... Eu acho que eu era realmente estpido. Porque eu tentei no pensar nessa m realidade at o momento em que ela aconteceu... Parte 8 /5 Eu acabo no indo ao colgio no dia seguinte. porque eu fui encontrado por um policial enquanto estava na cena do crime em estado de choque, e foi levado para interrogatrio. Eu ouvi que eu no consegui dizer nada por algumas horas. Demorou umas quatro horas para que a minha mente retornasse... Eu acho que meu crebro no tem uma recuperao muito boa. De qualquer forma, depois que eu fui interrogado e solto, eu estava muito atrasado para ir a escola. Mas do jeito que o homem foi morto, impossvel que no tenha sangue na sua roupa. Por sorte, eu no estava manchado de sangue e sendo parente do Daisuke Nii-san, eu acho que o meu interrogatrio foi bem tranquilo. Daisuke Nii-san me oferece uma carona para casa e eu aceito.  Voc no viu ningum, Mikiya?  Voc est sendo muito insistente. Eu disse que no vi ningum. Eu encaro Daisuke Nii-san e me ajeito no banco.  Entendo. Droga! Teria ajudado se voc tivesse visto o assassino... mas eu acho que o assassino no teria deixado voc viver se voc o tivesse visto. Eu no posso deixar voc morrer, ento eu acho que foi uma coisa boa para mim que voc no viu ningum.  Voc no um bom exemplo, Daisuke-san. Eu me odeio por ser capaz de respond-lo em um tom normal. Eu me chamo de mentiroso mentalmente. ... Eu no acredito que eu possa mentir com tamanha cara de pau. E isso um assunto policial. Se eu no falar a verdade, as coisas s vo piorar. ...Mas ainda assim, eu no digo nada sobre Shiki estar na cena do crime.  Bem, eu estou feliz que voc no esteja machucado. Ento, qual a sua impresso depois de ver o seu primeiro cadver? Essa pessoa horrvel me faz tal pergunta nesse meu estado.  Terrvel. Eu nunca mais quero ver isso.  Esse especial. Geralmente no to ruim assim ento pode ficar tranquilo. Como ele quer que eu fique tranquilo?  Mas que mundo pequeno que ns vivemos. Eu no sabia que voc conhecia a filha da famlia Ryohgi. O fato que eu posso fazer ele feliz me deixa mais deprimido. ... O assassinato que ocorreu em frente a casa dos Ryohgi tratado como o trabalho do mesmo assassino mas as investigaes pararam por l. At a polcia se retirou do territrio dos Ryohgi depois da inspeo. Pelo que ele disse, por causa da presso do Ryohgi. Foi arquivado que esse assassinato ocorreu entre onze e meia-noite no dia trs de Fevereiro (Domingo), e a nica testemunha Kokutoh Mikiya Mas foi arquivado que eu s estava l depois que o crime ocorreu e que eu estava em estado de choque ao ver a cena do crime. A famlia Ryohgi e eu no falamos nada sobre Shiki.  Mas voc no investigou os Ryohgi? Daisuke-san balana a cabea ao ouvir a minha pergunta.  A filha daquela casa estuda no seu colgio, ento eu queria perguntar a eles sobre isso mas eles recusaram. Eles disseram que no ligam para o que ocorre fora da casa. Mas do meu ponto de vista, eles so inocentes, eles no tem nada a ver com o crime.  H? Eu falo sem pensar. Eu confio em Daisuke Nii-san mesmo no parecendo. Ele at famoso no trabalho porque dizem que ele no despedido por sua grande habilidade. Por isso que eu pensei que ele suspeitaria da Shiki.  Por qu voc pensa assim?  Hmm, bem... voc acha que uma garota linda daquelas mataria algum? No, certo? Eu tambm no acho. Essa a resposta mais bvia do ponto de vista masculino. ... Por qu ele decidiu ser policial? No, mais do que isso, eu suspiro em pensar o quanto ele mais relaxado do que eu.  Entendo. Voc vai ser solteiro pelo resto da vida.  Ei, eu posso prender voc. Eu serei solto pela falta de provas. ... Mas eu concordo a a opinio dele. Mesmo eu no tendo o palpite como ele, a minha opinio de que Shiki no o assassino. Mesmo que ela admita, eu acredito que no ela. Mas agora, tem algo que eu preciso fazer. *** O caso est quase encerrado. Ento daquele dia at aquele dia trs anos atrs, o assassino iria sumir. Para mim naquela hora, aquele incidente parecia no ter nada a ver comigo. Mas aquele seria o primeiro e o ltimo incidente que envolveria Shiki e eu. Parte 9 Um assassinato aconteceu na frente da minha casa. A minha memria daquela noite depois que eu sai para dar uma volta est confusa. Mas se voc ligar os pontos que eu lembro, o que eu devo ter feito bvio. SHIKI assim tambm, mas eu no me dou muito bem com sangue. S de olhar pra ele faz a minha mente parar. O sangue jorrando da vtima era muito bonito. A rua de pedra at a minha manso, os espaos entre as pedras eram como um labirinto que o lquido vermelho estava preenchendo com uma beleza que eu nunca havia visto antes. Mas isso acabou sendo algo ruim. Quando eu reparei, algum estava vomitando atrs de mim e era o Kokutoh Mikiya. Eu no sei porque ele estava l e nem me perguntei o porque na hora. Mas eu acho... que eu voltei para a manso depois daquilo, e parece que o crime s foi descoberto bem depois e ningum sabe que eu estava na cena do crime. Ento o que eu vi foi s um sonho? No tem como aquele aluno exemplar no falar sobre o assassino. Mas porqu tinha que acontecer na frente da minha casa?  SHIKI, foi voc? Eu pergunto em voz alta mas no tem resposta. SHIKI e eu estamos fora de sintonia. Aquele sentimento cresce a cada dia. Mesmo que eu deixe SHIKI usar o meu corpo, aquele que toma as decises sou eu mas porque a minha memria fica to confusa quando eu fao isso? ... Talvez, seja algo que eu no note mas eu talvez seja insana igual a todos da linhagem dos Ryohgi. SHIKI diria  Se voc se acha anormal, isso mentira. Para uma pessoa normal, todos os outros se parecem anormais, para que eles no se questionem. Pelo menos eram assim que eu era. Mas isso quer dizer que eu finalmente percebi a diferena entre eu e o resto do mundo aps dezesseis anos. Mas o que causou isso?  Perdo, Ojou-sama. Akitaka diz depois de bater na porta.  O que ? Akitada abre a porta depois de me ouvir. E j que est quase na hora de dormir, Akitaka no entra no quarto.  Parece que tem algum observando a manso.  Eu ouvi do meu pai que ele expulsou todos os policiais. Akitaka confirma.  Todos os policiais esto fora da propriedade desde ontem noite. Eu acho que outra pessoa hoje a noite.  Faa o que quiser. No tem nada a ver comigo.  Mas parece que a pessoa aquele seu amigo da sua escola. Ouvindo isso, eu me levanto da cama. Eu vou at a janela que d para a entrada da manso e olho para fora. No meio dos bamboos, est uma pessoa que eu queria que se escondesse melhor. ... Isso me irrita.  Eu posso mand-lo ir para casa se deseja.  Deixe as coisas como esto. Eu rapidamente volto para a cama e me deito. Akitaka sai depois de me dar boa noite. Eu no consigo dormir mesmo depois de apagar as luzes e fechar os olhos. No tem nada para fazer ento eu olho pela janela novamente. Vestindo um casaco marrom, Mikiya est congelando. Parece que ele est olhando para o porto. ...Ele deve ser quase um adulto j que ele tem uma garrafa de caf aos seus ps. Eu tenho que rejeitar a idia de que eu vi o Mikiya naquele lugar foi s um sonho. J que ele estava l, ele est aqui agora para ver como eu estou. Eu no sei os seus motivos, mas eu acho que ele est l para saber quem o assassino. ...De qualquer forma, eu fico com raiva e acabo mordendo a minha unha sem notar. No dia seguinte a tal fato, Mikiya estava agindo normalmente.  Shiki, voc quer ir comer junto comigo? Ele diz isso e vai at o terrao. Eu me sinto sendo treinada usando comida j que eu sempre aceito a sua oferta para lanchar. Eu tinha decidido ignor-lo, mas eu estou curiosa sobre o que ele pensa daquela noite. Eu sigo ele ate o terrao pensando que ele iria me questionar sobre isso, mas Mikiya era o mesmo de sempre.  A sua casa no muito grande? E posso me gabar de ter visto um servo apenas por ter ido ver voc. Mikiya no tem o direito de dizer isso, por usar a palavra servo.  Akitaka o secretrio do meu pai. E ns os chamamos de faz-tudo, no servos, Kokutoh-kun.  Entendi, ento voc tem pessoas assim na sua casa. ... Essa foi a nica hora que a minha casa entrou na conversa. Com a sua personalidade, eu no acho que ele sabe que ns sabemos que ele est investigando a manso, mas ainda assim, ele est agindo diferente. Ele deve ter me visto coberta de sangue aquela noite, mas porqu ele pode rir assim como se nada tivesse acontecido? Ento eu decido puxar a conversa.  Kokutoh-kun, naquela noite do dia trs de Fevereiro...  No fale sobre isso. Ele evita a minha pergunta.  O que , Kokuto. ... Eu no acredito, eu estou falando igual ao SHIKI sem perceber. Mikiya est um pouco pasmo por eu t-lo chamado de Kokuto enquanto eu obviamente sou Shiki.  Me diga, por qu voc no contou a polcia sobre mim?  ... Porque eu no vi nada. Isso mentira. No tem como. Porque naquela hora, SHIKI foi na direo dele e...  Voc apenas estava caminhando l, certo? Eu acho, que essa foi a nica coisa que eu vi ento eu decidi acreditar em voc. Isso mentira. Ento porque ele ficaria investigando a manso? ... SHIKI foi na direo dele e ...  Bem, para ser honesto, est sendo um pouco difcil para mim ento eu estou trabalhando nisso agora. Se eu conseguir confiar em mim mesmo eu irei poder te ouvir. Ento no vamos falar sobre isso agora. Eu sinto vontade de sair correndo ao ver a sua expresso. ... SHIKI definitivamente tentou matar Kokutoh Mikiya... Eu no queria tal coisa. Mikiya disse que ia acreditar em mim. Se eu puder acreditar em mim mesmo, eu no iria sentir essa dor desconhecida tambm... Daquele dia em diante, eu decidi ignorar Mikiya completamente. Depois de dois dias, ele parou de falar comigo tambm mas ele no parou de ir at a manso para me ver. Sobre o cu gelado de inverno, ele ficava entre os bamboos at umas trs da manh. Graas a isso, eu no posso dar meus passeios noturnos. J fazem duas semanas que isso comeou. Eu olho pela janela pensando se ele quer descobrir tanto assim quem o assassino. ... Ele bem persistente. J so quase trs da manh, mas ele continua a olhar para o porto. Ele no tem uma expresso desesperada. No, ele chega a sorrir quando vai embora. "......" Eu fico irritada. Eu finalmente entendi. Ele no est aqui para descobrir o assassino. Para ele, natural confiar em mim, e por isso que ele no suspeita de mim. Ele est l sabendo que desde o incio eu no vou sair durante a noite. Ele s est l para provar a minha inocncia. por isso que ele sorri quando a noite termina sem ter acontecido nada. Acreditando que o verdadeiro assassino inocente.  ... Que cara feliz. Murmurando, eu penso. Ficar com Mikiya me acalma. Estando com Mikiya me faz pensar que eu sou como ele. Estando com Mikiya me faz pensar que eu poderia ir para o lado deles. Mas definitivamente, aquele lado alegre do mundo um mundo que eu nunca devo entrar. Um mundo que eu no posso pertencer, um mundo sem um lugar para mim... Ele me arrasta para ele com um sorriso... por isso que eu estou irritada com Mikiya, me fazendo pensar nisso tudo. Eu tenho dentro de mim um assassino chamado SHIKI. Aquele que me faz saber que eu sou anormal..  Eu estou bem sozinho. Mas voc est se entrometendo, Kokuto. Shiki no quer enlouquecer. SHIKI no quer se partir. Tudo estaria bem se eu nunca tivesse tido o sonho de viver normalmente. Maro chega e o frio comea a ir embora. Eu olho pela janela da minha classe. A vista daqui me faz sentir segura. Uma vista que eu no posso alcanar no me deixa ter esperana. Mikiya chega como sempre na sala banhada de vermelho. SHIKI gostava de falar assim. ... e eu tambm no desgostava.  Eu nunca pensei que voc me convidasse. Voc vai parar de me ignorar?  Eu queria falar porque impossvel continuar assim. Mikiya franze o rosto. Eu continuo enquanto me sinto que estou me misturando com o SHIKI.  Voc disse que eu no sou o assassino. O pr-do-sol est to vermelho que eu no consigo ver o rosto dele.  Desculpa. Eu sou uma assassina. Por qu voc me deixou ir mesmo depois de ter visto aquela cena? Mikiya est abismado.  No tem nada que deixar, porque voc nunca fez nada.  Mesmo depois de eu ter confessado? Mikiya afirma.  Voc que me disse para no te levar a srio. E voc definitivamente no poderia fazer tal coisa... nunca. Eu me irrito com Mikiya por ele dizer isso sem saber de nada.  O que voc quer dizer com definitivamente? O que voc sabe sobre mim? Porqu voc confia em mim? Minha raiva acaba saindo. Mikiya faz um rosto espantado mas sorri.  Eu no tenho base, mas eu irei continuar a acreditar em voc. Eu gosto de voc, ento eu vou continuar acreditando em voc. Ele conseguiu. Um poder puro... palavras puras apagam tudo porque elas so puras. Uma palavra normal como essa para ele felicidade para Shiki e a destruio que ela nunca poderia fugir. Eu acabei de conhecer o mundo que eu nunca podia estar graas a essa pessoa feliz. ... Um mundo onde voc pode viver com algum deve ser um mundo feliz. ... Mas eu no conheo tal mundo. ... Mas eu provavelmente no conheo tal mundo. Se eu conheo algum, SHIKI ir matar aquela pessoa porque a razo de SHIKI existir a de negar. E j que a minha razo afirmar, eu no posso existir sem negao. J que eu nunca fui atraida por nada, eu era capaz de ficar longe dessa contradio. Agora que eu sei, quanto mais eu quero, mais eu sei que esse desejo intil. Esse fato realmente machuca e eu detesto isso. Pela primeira vez, eu detesto Mikiya do fundo do meu corao. ... Mikiya ri como se no fosse nada. Mesmo eu nunca podendo estar l. Eu no suporto a sua existncia. E eu tenho certeza agora. Mikiya ir me destruir...  ... Voc idiota. Eu digo isso do fundo do corao.  Eu sei, eu ouo isso bastante. O pr-do-sol vermelho e eu saio da sala. Enquanto eu saio, eu pergunto a ele sem me virar.  Voc vai ver hoje noite novamente?  H....? Ele parece surpreso. Eu acho que ele no sabia que eu j tinha notado a sua  vigilncia . Mikiya tenta fugir do assunto mas eu paro ele.  Me responda.  Eu no sei do que voc est falando, mas eu irei se eu sentir vontade. Eu deixo a sala de aula. Tem nuvens cinzas no cu vermelho. Pelas nuvens escuras, eu acho que vai chorar hoje a noite. Naquela noite. As nuvens escuras comeam a fazer chover. As gotas de chuva fazem a noite barulhenta. Mesmo sendo Maro, a chuva fria. Kokutoh Mikiya olha para a manso Ryohgi, molhado pela chuva entre as folhas de bamboo. A mo segurando o guarda-chuva est ficando vermelha. Mikiya solta um grande suspiro. At Mikiya no planeja continuar a espionagem. Seria timo se o assassino fosse pego enquanto ele faz isso, mas Mikiya decidiu que ir parar se no acontecer nada por mais uma semana. ... Ficar na chuva cansativo. O frio e a chuva batem forte logo quando Mikiya estava se acostumando com tudo isso. ".... Sigh" O suspiro no por cauas da chuva mas sim por como Shiki agiu hoje. O que ser que Mikiya conseguiu quando ela pensava que ele no acreditava nela? Naquele momento, Shiki pareceu muito frgil, to frgil que Mikiya pensou que ela estava chorando. A chuva no para. As poas negras vibram infinitamente. Um grande barulho ocorre. Quando Mikiya olha na direo do som, uma coisa vermelha est l. Uma garota de vermelho est molhada de chuva. Nem mesmo segurando um guarda-chuva, a garota est ensopada como se tivesse saido do mar. Os cabelos negros grudados na testa e os olhos vazios.  ... Shiki. Mikiya corre at ela. Quanto tempo a garota estava na chuva? O quimono vermelho est grudado no corpo dela e o seu corpo est frio como gelo. Mikiya entrega o seu guarda-chuva e tira uma toalha da sua bolsa.  Toma, se enxuga com isso. O que voc est fazendo? A sua casa logo ali. Mikiya estende a sua mo. Ela ri pela sua guarda aberta.  ...... H? Acontece antes que ele pudesse notar. A mo que havia estendido sente algo quente e Mikiya pula imediatamente para trs. Algo quente comea a escorrer pelo seu brao. Corte? No brao? Por qu? No se move? A dor tamanha, que no pode ser considerada um dor normal. Di tanto que os sentidos comeam a ficar dormentes. No tem tempo para Mikiya pensar. A garota de vermelho que ele pensou ser Shiki se mexe. Talvez porque Mikiya j tenha visto algo terrvel aqui antes, mas sua cabea ainda no entrou em pnico. Dando calmamente um pulo para trs, ele comea a correr. ....... No, no tinha como ele fugir. No momento que Mikiya salta, ela corre em sua direo. Sua velocidade assustadora. Mikiya ouve um som de corte perto do seu p. Um lquido vermelho se mistura com a chuva. Notando que o seu prprio sangue, Mikiya cai no cho olhando para cima.  Agh... Ele geme batendo com as costas no cho. A garota de vermelho fica em cima de Mikiya. Tem determinao nos olhos dela. A garota coloca a faca na garganta de Mikiya. Mikiya apenas olha para a situao que est acontecendo com ele. O que tem l a escurido... e ela. No tem emoo naqueles olhos negros. Ela est sria. A ponta da faca toca a garganta de Mikiya. Talvez por causa da chuva que est caindo nela, mas parece que ela est chorando. Mas no tem expresso. O mscara que parece chorar assustadora, e ao mesmo tempo, da pena.  Kokuto, diga alguma coisa. Shiki diz. Shiki diz que ir ouvir suas ltimas palavras. Mikiya diz para Shiki olhando diretamente nos olhos dela enquanto tremia.  Eu... no quero... morrer... Parece que as palavras no eram para Shiki. Mikiya disse para a cruel morte que vinha em sua direo, no para Shiki. Shiki sorri.  Eu quero te matar. Era um sorriso bem gentil. Captulo 2.5 -Abertura- Prefcio -Kara no Kyoukai- Abertura Abertura Kara no Kyoukai/Abertura Julho, 1998. Eu termino com segurana meu primeiro trabalho desde que fui empregado no escritrio da Tohko-san. Bem, o que eu fao mais ou menos o trabalho de secretrio, e tudo o que eu fiz foi conseguir todos os contratos aprovados com a ajuda de um advogado. Eu estou descontente por ser tratado como um iniciante, mas eu sei melhor que ningum que eu mereo isso depois de abandonar a faculdade.  Mikiya-kun, no hoje o dia que voc vai ao hospital?  Sim. Eu vou depois do trabalho.  Voc pode sair mais cedo. No tem mais nada mesmo. Tohko-san vira uma pessoa bondosa quando est de culos. E hoje um desses dias e ela est limpando o guido do seu maravilhoso veculo.  Ento eu vou indo. Eu devo voltar em duas horas.  Me traga algo na volta! Deixando Tohko-san, eu sai do escritrio. Uma vez por semana, no Sbado a tarde. Eu vou visit-la. Eu vou visitar Ryohgi Shiki, a garota que incapaz de falar desde aquela noite. Eu no sei que tipos de problema ela estava passando ou o que ela tentou fazer. Eu nem sei porque ela tentou me matar. Mas o sorriso dela naquele ltimo momento o suficiente para mim. Como Gakuto disse, eu sou doido pela Shiki a muito tempo. Eu no posso voltar a ser normal depois de ter sido quase morto s uma vez. Shiki, que est dormindo no quarto do hospital, a mesma daquela noite. Eu me lembro do dia que eu e Shiki estvamos conversando na sala de aula durante o pr-do-sol. Ela me perguntou em qual parte dela eu podia acreditar. Ento eu repito a mesma resposta. ...Eu no tenho base, mas eu irei continuar a acreditar em voc. Eu gosto de voc, ento eu vou continuar acreditando em voc... ... Que resposta imatura. Eu disse que no tinha base, mas eu tinha uma. Eu posso declarar com confiana que ela no mataria ningum. Porque Shiki conhece a dor de matar. J que ela a vtima e o agressor... Ela sabe mais do que ningum o quanto triste um assassinato. por isso que eu acredito nela. Shiki, que no se machuca. E SHIKI, que s se machuca. ... Ela era sempre to frgil, quase se machucando. Voc no podia nem ao mesmo mostrar seus sentimentos... *** Existem trs peas preparadas A pessoa com dois corpos que flutua que se baseia na morte. Uma no-existncia que sente prazer ao ter contato com a morte. Uma pessoa com uma origem despertada que busca seu ego fugindo da morte. Todos se envolvem e esperam pela espiral do conflito. 4,.0@t2l bX  6##&&&&P) ,,4--.2//2445H6$88@9R;R;;<<=>?FG GlGGI@IIRJJjL|LLMNQxRRR SSUrXZZZZ0[8_V___pbtdef>gg2j:jlznnn oquxxx{ށD̎Εޕ  ~bҘl ẒbP4hh֪ZXĬbNȵV""\0Jtrf\\,,>@80RPfTtt"|d|VPJfZ$$2zjfB>r   ^  **fRT#|$$6%%&'l(((--.L001V1112(3<555F67l99::; <<==>>??@|@@AH,IILOOOPRRT\___XhHjXjkmmvvyz{{n|n}~}~}}~Bdb0ҋXR^Fz$^ "$4`:`n֪"8lޭޭ>Np@¹ʻ4vܿ@PZ  `&$*x\\zR4d^2vr`JbbRJ$2FXrLN:T~~,.@r  L   0 d  LPRr">4". A!n"n#n$n3P(20-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0-. A!n"nn#nn$n3P(2(2 0%. A!n"n#n$n3P(20 0Root Entry F@ CompObjjOle 1TableSummaryInformation(WordDocumenttMDocumentSummaryInformation8'H